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Hiran Gonçalves quer priorizar prevenção por meio de vacina e controle de focos do mosquito

O deputado Hiran Gonçalves é quem presidente a CSSF na Casa Legislativa – Foto: Divulgação

A Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) da Câma­ra dos Deputados, pre­si­dida pelo deputado Hiran Gonçalves (PP-RR), promoveu nesta terça-feira, 11, au­diên­cia pública para discutir a comercialização e a distribuição da vacina contra a dengue. Gonçalves destacou que, além da prevenção por meio da vacina, é preciso evitar a proli­feração dos mosquitos transmissores da dengue e de outras doenças. “Temos de ter muito cuidado com o nosso lixo urbano e também com as águas paradas, pois os ovos do Aedes aegypti se reproduzem nelas”, ressaltou.

Segundo dados do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, registrados até dezembro de 2016, no Brasil, até esse ano, foram notificados quase 1,5 milhão de casos de dengue. Os três vírus: dengue, chikungunya e zika, transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti, causaram a morte de 794 pessoas, sendo que a maior parte, 629, foram provoca­das pela dengue.

De acordo com o deputado Alexandre Serfiotis (PMDB-RJ), autor do requeri­mento para o debate, a vacina tem sido pouco ofertada, embora tenha sido liberada para comercialização pelo Comitê Técnico da Câmara de Regulação do Mercado de Medica­mentos (Cmed), depois de registrada na Anvisa em 2015. “A CSSF deve fortalecer o debate sobre distribuição da vacina pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, destacou.

Segundo a representante do Ministério da Saúde, Franciele Fantinato, o desenvol­vimento da vacina para prevenção de dengue é um avanço para o controle da doen­ça, mas há a necessidade de se aguardar resultados mais conclusivos dos estudos que estão sendo feitos. Estes resultados, no seu entendi­mento, são imprescindíveis para a defi­nição de atua­li­zação da vacina. “É preciso fundamentar, sob base técnico-cientí­fica, a decisão político institucional de inclusão da vacina no Programa Nacional de Imunizações (PNI)”.

Fantinato salien­tou ainda que o grupo de trabalho constituído para debater o assun­to não recomenda a intro­dução de forma imediata no PNI, uma vez que a vacina não dimi­nuirá o número de casos em curto prazo de tempo, além do que a vacina também não tem indicação de uso para contenção de surtos e epidemias. Diante disso, ela recomenda “o emprego de todos os esforços, no menor tempo possível, para a continuidade das ações de controle do vetor, o mosquito Aedes aegypti”.

Por sua vez, a representante da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), Daniela Cerqueira, assinalou que, embora não haja tratamento específico para a dengue, já existe uma vacina registrada, a Dengvaxia, e outras duas candidatas em desenvol­vimento clínico avançado, além de uma quarta no estágio de desenvolvimento clínico inicial.

Já diretora da Sanofi Pasteur-Brasil, Sheila Homsani, destacou a eficácia da vacina Denfvaxia, produzida pela laboratório Sanofi Pasteur-Brasil, observando que após a vaci­nação, a redução da dengue sintomática ficou na casa dos 67%, a redução de hospi­tali­zações em 81% e a redução de casos graves da doença em torno de 94%.

A dengue é uma doença tropical infecciosa, causada por quatro sopotipos do vírus, 1, 2, 3 e 4 e é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. A enfermidade geralmente causa febre alta repentina, dores na parte superior dos olhos, dores musculares e articulares e erupções cutâneas. Em alguns casos, pode evoluir para formas mais graves, causando a morte do paciente.

Benné Mendonça

 

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