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HGR faz mutirão com realização de cirurgias noturnas

Iniciativa pretende reduzir tempo de espera nas filas por cirurgias eletivas na área de ortopedia - Foto: Ascom/SesauA Hospital Geral de Roraima (HGR) está retomando o mutirão de cirurgias eletivas ortopédicas e agora, além das operações feitas durante o dia, os profissionais se revezam para também atuarem à noite. Com isso, a intenção é reduzir a fila de espera pelo procedimento, que chega a representar quase 80% das intervenções cirúrgicas feitas na unidade.

A ação já foi realizada no primeiro semestre deste ano, quando o turno extra era cumprido durante três dias da semana. Dessa vez, desde a última segunda-feira, 21, a cada dia uma equipe está realizando cirurgias durante a noite. Com o incremento, os profissionais chegam a realizar dez procedimentos por dia.

A iniciativa foi necessária porque a demanda de pacientes admitidos na unidade com indicação para cirurgias ortopédicas tem aumentado consideravelmente, principalmente por causa dos acidentes de trânsito, a grande maioria deles envolvendo motocicletas.

De acordo com dados do Serviço de Arquivo Médico e Estatística (Same) da unidade, as cirurgias ortopédicas representaram 78,43% dos procedimentos feitos na unidade durante todo o ano passado. Foram 1.535 cirurgias, uma média de 128 procedimentos por mês.

Com a quantidade de pacientes admitidos maior que o número de altas, se forma uma demanda reprimida por cirurgias eletivas. Tentando amenizar o problema, os 11 ortopedistas do HGR se dividem para a realização de cirurgias de urgência e eletivas, oriundas da enfermaria e acompanhamento de ambulatório no Hospital Coronel Mota (HCM). “Nossa intenção é, na medida do possível, fazer com que essa ação se torne permanente, pois, infelizmente, o trânsito vem fazendo cada vez mais vítimas”, enfatizou o coordenador do Núcleo de Ortopedia do HGR, Marcelo Arruda,

Arruda explicou que aliado a isso, desde o início do ano, a unidade modificou o protocolo de atendimento para atender a grande demanda e minimizar o tempo de espera dos pacientes de cirurgia ortopédica. Desde então, é feita uma fila única para todos os casos, de modo que qualquer médico da equipe possa atendê-los. O novo procedimento substitui uma fila para cada médico, que acabava resultando em uma espera mais demorada para alguns pacientes. As filas são respeitadas, porém os casos mais urgentes possuem prioridade, de acordo com a análise médica. Desse modo, o paciente vai ser atendido com mais rapidez e consequente estará reabilitado em menos tempo.

O médico reforçou a importância de que a sociedade repense suas atitudes no trânsito, que a cada ano, vem se configurando como um problema de saúde pública. “O trânsito é talvez o principal problema de saúde atualmente. Não adianta o poder público realizar ações se a população não se conscientizar que a mudança parte dela. A cada dia, jovens estão morrendo ou ficando com sequelas graves devido aos acidentes de trânsito, um problema que reflete nos outros setores da saúde”, pontuou.

 

 

 

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