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Hepatites virais: com sintomas silenciosos, doença requer diagnóstico precoce

Testes rápidos podem ser feitos no CTA ou em postos de saúde - Foto: Ascom/SesauA hepatite é uma doença “silenciosa” e que deve ter detecção precoce para minimizar chances de complicações. No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B, C e D. Estima-se que milhões de pessoas no país são portadoras dos vírus e não sabem. Elas correm o risco de cronificação (não curar) e causarem danos mais graves ao fígado como cirrose e câncer. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam a hepatite.

Para fazer um teste rápido das hepatites B e C, qualquer cidadão pode procurar o CTA – Centro de Testagem e Aconselhamento – localizado na avenida Ville Roy, 215, Centro – ou em qualquer posto de saúde. Os Distritos Sanitários Especiais Indígenas também estão aptos a realizarem o procedimento.

No primeiro semestre de 2014, foram liberados 8.425 testes de HBsAg (para hepatite B) e 11.220 testes anti-HCV (hepatite c). Conforme Jacqueline Barros, gerente do Núcleo de Controle das Hepatites Virais, o Estado mantém um cronograma para treinar os profissionais da rede básica de saúde para a realização de testes rápidos. “O resultado do teste rápido de triagem fica pronto em 30 minutos. Quando o resultado é reagente, o paciente é submetido a um teste sorológico para confirmação do diagnóstico”, disse. Caso o resultado seja confirmado em laboratório, o paciente é encaminhado para tratamento no Hospital Coronel Mota (HCM), unidade de referência de média complexidade para as hepatites virais no estado, para realização de exames mais específicos e definição de necessidade de tratamento.

Em relação à notificação, no primeiro semestre deste ano foram 1.084 casos suspeitos de hepatites virais notificados, sendo 121 confirmados por critério laboratorial. No mesmo período de 2013, foram notificados 1.273 casos suspeitos, 102 casos foram confirmados

Dos casos confirmados neste ano, 82 casos eram de hepatite A, 28 de hepatite B e 10 de hepatite C. No mesmo período do ano passado, foram 55 casos de hepatite A, 42 casos de hepatite B, 1 caso de hepatite C e 03 casos de hepatite B + D (Hepatite Delta).

Hábitos de higiene podem prevenir a transmissão do tipo A, que ocorre por ingestão de água e alimentos contaminados. Já os tipos B, C e D, têm como principal forma de transmissão o contato com sangue e as relações sexuais – também podem ser evitados com maior cuidado em atividades corriqueiras. Além do uso de preservativo, recomenda-se não compartilhar seringas, agulhas, alicates de unha, lâminas de barbear ou materiais que possam estar contaminados por sangue, pois o vírus da hepatite B sobrevive, a temperatura ambiente, por sete dias no sangue seco visível e não-visível.

Diferença

Qualquer inflamação no fígado é chamada de hepatite. Aquelas causadas por vírus que infectam as células do fígado são denominadas hepatites virais e são definidas pelas letras do alfabeto A, B, C e D. Estes vírus possuem características clínicas, de forma de transmissão e prevenção específicas. Algumas são curadas naturalmente pelo corpo, outras podem se tornar crônicas e até matar.

Entenda as diferenças entre as hepatites virais

Hepatite A – Transmitida através de alimentos e água contaminados ou contato interpessoal. É uma infecção leve e cura sozinha. Vacina contra hepatite A foi incluída no calendário vacinal para crianças de 12 meses até 02 anos incompletos (um ano, 12 meses e 29 dias) em dose única.

Hepatite B – Transmitida principalmente através de relações sexuais e contato sanguíneo. Existe vacina em todos os postos de saúde. Age silenciosamente no fígado, no período máximo de 20 anos pode levar à cirrose, ao câncer de fígado. 

Hepatite C – Maior epidemia da humanidade hoje, superior à AIDS/HIV em cinco vezes. A transmissão é por contato sanguíneo, via transfusões, dentistas, seringas compartidas, etc. Não se transmite por sexo (a menos que haja sangramento mútuo). Não existe vacina contra a hepatite C. A hepatite C é a principal causa de transplantes de fígado, respondendo por 40% dos casos. Pode causar cirrose, câncer de fígado e morte.

Hepatite D – É um vírus deficiente, que precisa do vírus da hepatite B para causar infecção. É o mais virulento dos vírus das hepatites virais, pois apresenta maior chance de causar hepatite fulminante (hepatite que evolui para descompensação hepática em oito semanas). É endêmica na região amazônica, vacinando-se contra hepatite B previne-se também contra a hepatite D. A transmissão ocorre por relação sexual desprotegida e contato com sangue contaminado.

 

 

 

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