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Grupo auxilia na reconstrução de famílias em Roraima

Monique Dias, coordenadora do Reconstruir – Foto: Platão Arantes

Implantado em 2016 pela Procuradoria Especial da Mulher, da Assembleia Legislativa de Roraima, o Grupo Reflexivo Reconstruir tem a missão de atender homens com perfil agressor, envolvidos em violência doméstica ou em conflitos familiares. Esse atendimento acontece uma vez por semana, com apoio de uma equipe multidisciplinar, composta por advogada, psicóloga e assistente social.

Em 2017, o Grupo Reflexivo Reconstruir atendeu 12 homens no chamado ciclo, que nada mais é do que reuniões com os envolvidos e quando são abordados temas específicos como Família, Estresse e Agressividade, Álcool e Drogas, Depressão, Lei Maria da Penha (nº 11.340/06), Machismo, entre outros. Segundo a coordenadora do Grupo Reflexivo Reconstruir, Monique Dias, são usados materiais como áudio, vídeo e reflexões. “A ideia é sensibilizar esses homens para que não venham mais recair no ciclo da violência e reincidir nesse delito”, disse.

Participam homens encaminhados pela VEPEMA (Vara de Execuções, Penas e Medidas Alternativas), do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), como maneira de cumprir uma medida alternativa imposta pelo juiz, outros oriundos de acompanhamentos feitos pelo CHAME (Centro Humanitário de Apoio à Mulher), da Procuradoria Especial da Mulher, e outros homens procuram o serviço de forma espontânea.

Monique acrescentou que ao final do ciclo, as famílias dos assistidos pelo Grupo participam de um encontro especial, oportunidade para expressões de opiniões e de depoimentos. “É gratificante ouvir os depoimentos das famílias e das esposas dizendo que já não acreditavam mais que houvesse salvação para o casamento, para a vida em família e que o parceiro havia passado a adotar outro comportamento [não mais de violência] com a família”, frisou a coordenadora.

Para Monique, trabalhos como esse contribuem para diminuição do crime de violência contra a mulher, pois ao passar pelo Grupo, o cidadão recebe um tratamento diferenciado, sem características de uma punição e, assim, terá mais chances para se readequar na sociedade.

A procuradora Especial da Mulher, deputada Lenir Rodrigues (PPS), destacou que o ano de 2017 foi de muito trabalho na instituição, com a operacionalização, divulgação da Lei Maria da Penha e ações educacionais. “Fechamos o ano com ótimas atividades, como essa do Grupo Reflexivo Reconstruir que se consolidou”, completou a parlamentar.

Yasmin Guedes

 

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