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Governo negocia fim da greve dos professores, diz Evangelista Siqueira

Deputado Evangelista Siqueira - Foto: Alfredo Maia

Deputado Evangelista Siqueira – Foto: Alfredo Maia

A greve dos profissionais em Educação de Roraima teve repercussão na manhã desta terça-feira, 24, durante sessão ordinária na Assembleia Legislativa de Roraima. O deputado Evangelista Siqueira (PT) defendeu o direito de greve dos professores e técnicos educacionais, mas também apelou pelo fim da paralisação para evitar mais prejuízos aos alunos da rede pública de ensino.

Conforme Siqueira, na segunda-feira, 23, no Palácio Senador Hélio Campos, ocorreu uma reunião entre o Executivo e representantes do movimento grevista com o objetivo de fechar um acordo e pôr fim a greve que teve início na última sexta-feira, 20. Foram discutidos vários pontos de pauta, entre eles, o pagamento das progressões, Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos técnicos educacionais, concurso público, incorporação da Gratificação de Incentivo à Docência (GID) e reforma de escolas.

O encontro foi intermediado também pelo líder do Governo na Casa, deputado Brito Bezerra (PP). Alguns temas abordados não tiveram consenso e os servidores se reuniram no final da tarde de segunda, 23, e decidiram pela manutenção da greve. “Fomos comunicados que o comando de greve se reuniu ontem [segunda-feira] à noite e fez uma contraproposta ao Governo do Estado. É um jogo democrático”, afirmou o deputado.

Conforme ele, o Governo já sinalizou que manterá um canal de diálogo e negociará novamente com a categoria. A contraproposta dos grevistas foi protocolada na ALE-RR, no final da manhã desta terça-feira, 24. O deputado Brito Bezerra confirmou essa disposição do Executivo em atender as reivindicações dos trabalhadores em educação.
Bezerra destacou, por exemplo, que o pagamento dos servidores da Educação será feito dentro do mês trabalhado.

“Uma sinalização de boa fé. E o que puder ser feito, ela [governadora] irá fazer. Outra questão que a governadora também se comprometeu em fazer, a partir de janeiro de 2016, é a atualização do piso salarial equivalente ao piso nacional”, afirmou.

Já o deputado George Melo (PSDC) se mostrou preocupado com as reformas das escolas e o contrato do Governo para manutenção dos prédios da rede pública de ensino. Ele pediu atenção da presidente da Comissão de Educação da ALE-RR, deputada Lenir Rodrigues (PPS), para que acompanhe esse processo, pois segundo o deputado, alguns reparos nas instalações elétricas, por exemplo, não precisa de empresa especializada para sanar o problema.

“Para trocar uma lâmpada, uma porta ou um cadeado, você não precisa contratar uma empresa para manutenção. Eu gostaria que Vossa Excelência [Lenir Rodrigues] acompanhasse esses contratos que estão sendo feitos pela Secretaria de Educação. Isso pode ficar tão caro que pode até inviabilizar a manutenção. Dentro da Educação tem um serviço geral que sempre deu um suporte para esse tipo de serviço”, afirmou Melo.

Lenir Rodrigues, que já foi secretária de Educação por duas vezes, fez algumas ponderações sobre o piso salarial dos professores e explicou que a GID foi criada na gestão dela, no governo de Flamarion Portela. Ela defende critérios para a incorporação dessa gratificação aos vencimentos dos docentes.

Com relação à manutenção e reformas de escolas, Lenir disse que foi aprovado em 2012, pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), um projeto para construção, ampliação e reforma de mais de 100 escolas da rede estadual de ensino, mas que a verba nunca foi liberada por questões partidárias, uma vez que nesse período, o Estado era governado por um governador do PSDB, partido de oposição em âmbito federal.

“Nós temos que lutar para que esse projeto, feito na minha gestão, seja desengavetado, pois está aprovado desde 2012. Com isso, iremos fazer uma reforma nas escolas. Se ficar fazendo essa maquiagem nas escolas, inclusive, sem licitação vai faltar dinheiro lá no final do ano para pagar a folha de pagamento”, disse a parlamentar.

Sônia Lúcia Nunes

 

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