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Governo luta para erradicar a Mosca da Carambola em Roraima

Barreira de fiscalização da Aderr – Fotos: Secom RR

O trabalho para acabar com a mosca da carambola, praga responsável por atacar frutos, é mais uma batalha travada pelo Governo do Estado por meio da Aderr (Agência de Defesa Agropecuária de Roraima). Atualmente Bonfim, Normandia, Pacaraima e Uiramutã são os municípios onde os focos foram identificados. Boa Vista continua sendo área livre desse inseto.

Assim como livrar Roraima do risco de febre aftosa, que era um obstáculo para o comércio de gado de corte, a erradicação da mosca da carambola é uma das metas do Governo do Estado. Por ano são investidos cerca de R$ 2 milhões, destinados ao pagamento de diárias, combustível, aluguel de veículos, material de expediente e salário de servidores contratados.

O Ministério da Agricultura está trabalhando nos municípios onde a praga ocorre. A Aderr se concentra na luta de controle ao trânsito de hospedeiro e o monitoramento de áreas de produção em Boa Vista. O objetivo é evitar que a mosca se espalhe por outras regiões do país.

Desde julho de 2015 a Agência vem monitorando áreas de produção de hospedeiro, no município de Boa Vista. Semanalmente são vistoriadas 145 armadilhas, em 26 propriedades na capital, produtoras de manga, caju, tomate, acerola, goiaba e pimenta de cheiro.

Expectativa

De acordo com o presidente da Aderr, Vicente Barreto, é preciso haver uma política em conjunto com os países onde a ocorrência da praga é comprovada. “Guiana, Suriname e Guiana Francesa precisam definir ações em parceria com o Brasil para que o controle da mosca da carambola seja realizado de fato. No momento estamos tendo muita dificuldade, pois pouco vem sendo feito neste sentido pelos países vizinhos”, explicou

Não existe autorização para a exportação das frutas produzidas em Roraima, segundo informou o gerente de Defesa Vegetal, Carlos Terossi. “O que está sendo analisado pelo setor jurídico do Ministério da Agricultura é uma instrução normativa, que trará alguns critérios para que o Estado cumpra, e a partir daí, alguns municípios poderão, caso não haja ocorrência da praga, comercializar sua produção”, explicou.

Consequências

A presença de focos da mosca da carambola em Roraima causa grandes prejuízos aos agricultores, porque ficam impedidos de exportar a produção para outros Estados e países. Como consequência afeta também a economia, pois é um segmento de mercado que poderia gerar muito emprego e renda.

O Mapa (Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária) não permite o comércio dos frutos produzidos aqui e no Amapá. Estes dois Estados estão sendo constantemente monitorados para evitar que a praga se espalhe pelo resto do país. Os prejuízos causados vão desde perdas na produção até desemprego e queda na renda de produtores e comerciantes.

Segundo estudos sobre o impacto econômico e ambiental, os danos potenciais são estimados em perdas anuais para o Brasil no primeiro ano de US$ 30,8 milhões, e de US$ 100 milhões no terceiro ano, caso não haja um controle efetivo.

Controle

Muitas pessoas em trânsito pelas rodovias do Estado têm sido paradas pelos fiscais da Aderr, em barreiras colocadas para apreender frutos que são potenciais hospedeiros da mosca da carambola. A maioria talvez não saiba a importância desse controle para o Estado, pois é por meio dele que se evita a disseminação da praga que pode causar sérios danos à fruticultura do país.

As barreiras agropecuárias estão instaladas em Três Corações (Amajari), Bonfim, Passarão (Boa Vista) e Jundiá (Rorainópolis) para evitar a saída dos frutos hospedeiros de áreas onde ocorre a praga para àquelas onde não há ocorrência do inseto.

Recentemente o funcionamento das barreiras foi alterado para 24 horas com o objetivo de tornar mais efetivo o trabalho de fiscalização. Para isto, foram adquiridos contêineres, que estão equipados com camas, banheiros e central de ar, servindo de apoio para os policiais e funcionários da Aderr que prestam o serviço de fiscalização.

Mosca da Carambola

Originária da Malásia e Indonésia, a mosca da carambola foi encontrada no Suriname em 1985. Em 1989, chegou à Guiana Francesa e em 1996 foi detectada no município de Oiapoque, no Amapá. O tempo total de vida do inseto é cerca de 126 dias. Uma fêmea fértil põe entre 1200 a 1500 ovos durante a fase adulta, ou seja, 1 a 15 por dia.

Na busca por alimento ou frutas para colocar os ovos, podem voar até cinco quilômetros. A mosca da carambola tem preferência pelas seguintes frutas: carambola, tomate, goiaba, manga, caju, jaca, laranja, pitanga, jambo e taperebá.

Elias Venâncio

 

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