Qua, 25 de Novembro de 2009 15:43   
Artigo: Os últimos rastros de Papillon em Roraima – Gilvan Costa

Durante anos acompanhei a luta do companheiro Platão. Sempre acreditei no seu trabalho, mas confesso que cheguei a duvidar se ele levaria essa investigação até o final.

Digo isso porque o seu trabalho contrariava interesses, barreiras quase intransponíveis, mais ele não baixou a cabeça, as ameaças deram-lhe a certeza de que ele estava no caminho certo.

Platão Arantes já provou através de diversas pericias, que o fugitivo francês sepultado na Vila do Surumu é de fato o escritor René Belbenoit. O laudo da Policia Federal foi mais além. Na análise da foto do suposto René tirada nos Estados Unidos, e a foto de René tirada na Guiana Francesa, em 1927, com a foto de René tirada em Roraima, em 1973, ficou provado que o homem que viveu nos Estados Unidos não era René Belbenoit. A própria família do René, do Surumú, entrevistada em Prénovel, sul da França, confirmou que Belbenoit é de fato o homem do Surumú, e que o homem que viveu nos Estados Unidos é uma fraude!

Essa simulação fotográfica é uma prova:

Reprodução da foto de René (sem camisa) batida na década de 1930, na Guiana Francesa, e a foto do mesmo René batida nos Estados Unidos.

A foto do verdadeiro René Belbenoit (Chapéu) tirada em 1927, já com a metade da foto do René (paletó) tirada e Roraima em 1973, mesmo com a diferença de 46 anos entre elas percebe-se que elas se encaixaram perfeitamente.

Nessa outra simulação entre uma foto de Belbenoit (chapéu) tirada 1934 encontrada no museu da Guiana, e a foto de René tirada em Roraima em 1973:

Nota-se, claramente, que elas se encaxam perfeitamente.

Contestar essas provas apresentadas é um ato de desepero! Contra provas não existem argumentos!

Sou testemunha do trabalho sério de Platão, sou um dos poucos que tiveram o previlégio de ajudar a revisar os seus dois livros!

O erro no primeiro livro de Platão que gerou essa celeuma (um processo contra o jornalista) foi cometido na editoração, diagramação feita na editora! Entre o original (152 páginas) e o livro impresso (108 páginas), percebe-se que houve uma grande retirada de textos, outros foram trocados de lugares, com isso um erro involutário foi cometido.

Nesta questão, Platão passou a ser vítima! E já pagou um preço muito alto. Foi ameaçado, perseguido e, antes mesmo da publicação do seu primeiro livro, matéria foi publicada em Jornal de Boa Vista com o objetivo de desecreditar o trabalho de Platão (o próprio entrevistado, posteriormente, confirmou a Platão que uma pessoa o havia mandado ir ao jonal para dar aquele depoimento).

Outra prova de perseguição foi que minutos antes da entrevista de Platão ao Jô Soares, ligaram para a produção e afirmaram que ele era um mentiroso e que estava sendo processado, e pediram direito de resposta. O mais extranho é que direito de resposta só se pede depois de publicado (ou a entrevista ter ido ao ar)! Essa atitude nos leva a crer que o objetivo era impedir que Platão falasse.

Um livro atualizado com as perícias comprovando que René do Surumu é de fato o Papillon, escritor de diversos livros, estava pronto para ser impresso e iria ser publicado na Bienal do Rio de Janeiro, em agosto passado. O editor foi procurado, e pressionado, desistiu de publicá-lo! Uma pena!

(*) Gilvan Costa é jornalista e presidente do Sinjoper.
 

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