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Feira de Ciências apresenta projetos de pesquisa sobre a matemática presente no dia a dia

Serão apresentados 16 projetos relacionados ao tema

Na manhã desta sexta-feira, 15, na quadra de esportes, a comunidade escolar da Escola Estadual Presidente Costa e Silva (EEPCS), localizada no bairro São Francisco, participará de mais uma Feira de Ciências, onde alunos, professores e equipe pedagógica apresentarão os resultados de pesquisas realizadas ao longo do ano letivo.

Serão apresentados 16 projetos relacionados ao tema “A matemática está em tudo”, mesma temática da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2017 (SNCT), que será realizada entre os dias 23 e 29 de outubro, em todo o país. Nesse sentido, alunos e professores da rede pública são incentivados a pesquisar sobre a matemática presente no dia a dia.

A Matemática está em tudo

Conhecida como “a ciência das ciências” e por outro lado, não reconhecida como ciência por vários estudiosos, a Matemática tem tantas definições quanto aplicações, e é tão útil quanto prazerosa. Ela explora o raciocínio lógico e abstrato e é usada como ferramenta essencial em incontáveis áreas do conhecimento humano, como a Física, Biologia, Química, Engenharia, Economia, Administração de negócios, Artes, Agricultura e até a Medicina. Ela está tão presente na vida cotidiana, que, às vezes, nem dá pra notar. E é justamente isso que os projetos da EEPCS visam comprovar, que a matemática está em tudo.

Thayany dos Santos Alves, aluna do 8.° ano A, diz que os projetos de pesquisa oportunizam a ampliação do conhecimento por parte dos alunos, além de incentivar o envolvimento da turma na atividade, sob a orientação do professor-orientador. “Com a pesquisa temos mais responsabilidade, assumindo o compromisso de colaborar com a turma, assim como percebemos uma maior dedicação dos alunos aos estudos, já que terão que explicar para o público visitante o que aprenderam”, relatou a aluna.

Assim como Thayany, a aluna Emily Emanuele dos Santos Rodrigues, também do 8.° ano A, explicou que o desenvolvimento dos projetos para a feira de ciências ajudam na ampliação dos conhecimentos científicos e que nessa edição do evento, as pesquisas sobre temas relacionados à matemática contribuem para desvendar os mistérios da disciplina. “O projeto do meu grupo, fala sobre a quantidade de açúcar presente nos alimentos e dá dicas de como as pessoas podem melhorar a alimentação evitando diversas doenças. A matemática vai nos ajudar justamente a calcular a porcentagem de açúcar, além de fazer cálculos e projeções sobre os impactos que o excesso pode causar a médio e longo prazo, assim como os benefícios do consumo consciente”, disse a aluna acrescentando que dessa forma fica bem mais fácil aprender matemática.

A professora Alessandra Ferreira, orientadora dos projetos desenvolvidos pela turma do 8.° ano A, destaca que a feira de ciências é uma atividade por meio da qual os alunos são incentivados a descobrir do que eles gostam mais e quais são os seus potenciais. “Esse processo de busca faz com que os alunos aprendam de uma forma diferente, mais prazerosa, saindo do convencional do livro didático, do simples decorar e responder questões pré-definidas. Através da pesquisa científica, o indivíduo pode mudar conceitos e práticas errôneas do seu cotidiano”, esclareceu a professora.

Internacional

A escolha do tema desse ano baseia-se no fato de que dois dos maiores eventos relacionados à matemática acontecerão no Brasil nos próximos anos. Ainda em 2017, o país vai sediar, pela primeira vez, a Olimpíada Internacional de Matemática, uma competição que reúne os melhores estudantes do mundo. Em 2018, é a vez de o Congresso Internacional de Matemáticos trazer ao Brasil pesquisadores de alto nível, também pela primeira vez no país. Juntos, eles formam o Biênio da Matemática 2017-2018 e reforçam a SNCT 2017.

Para a gestora pedagógica da EEPCS, a professora Jeane Soares Batista Lima, o evento constitui-se como uma ferramenta educacional de fundamental importância que possibilita aos alunos o desenvolvimento de diversas habilidades. “Nesse tipo de atividade os alunos desenvolvem a criatividade, espírito crítico, pró-atividade, conhecimento científico, entre outras habilidades, pois ajudam desde a proposição do tema, a implementação do projeto, até a sistematização dos resultados, culminando na apresentação do projeto de pesquisa. É, portanto, uma rica oportunidade de imersão no mundo científico durante sua formação no ensino fundamental e que faz com que os alunos adquiram competências para o desenvolvimento e consolidação de sua aprendizagem. Assim, ganha a escola com a melhoria do ensino, ganha o aluno com a ampliação do conhecimento e ganha a comunidade escolar e a sociedade com o progresso da ciência”, enfatizou a gestora.

Virginia Albuquerque

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