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Família Que Acolhe: programa avança nos cuidados com a Primeira Infância com a participação da sociedade

Lançamento da Mobilização Primeira Infância do FQA - Fotos: Diego Dantas

Lançamento da Mobilização Primeira Infância do FQA – Fotos: Diego Dantas

Enquanto o Congresso Nacional discute o Projeto de Lei 14/2015 que estabelece os princípios e diretrizes para a formulação e implementação de políticas públicas para a primeira infância em todo o país, a Prefeitura de Boa Vista avança no fortalecimento dos cuidados com as crianças de zero a seis anos e suas famílias. Por meio do Programa Família Que Acolhe (FQA), implantado em 2013, o município já atendeu 5.230 mulheres e acompanhou mais de quatro mil crianças. Agora, o programa vive um novo momento com o lançamento do Projeto de Mobilização da Rede de Primeira Infância, que ocorreu nessa quinta-feira, 5.

O auditório do Espaço Domus ficou lotado de servidores, mães e filhos atendidos pelo FQA e autoridades. Eles acompanharam a avaliação dos resultados do Projeto de Desenvolvimento da Primeira Infância que, durante um ano, capacitou cerca de dois mil profissionais entre médicos, enfermeiros, educadores, psicólogos que replicaram as informações para todos os servidores envolvidos no atendimento às gestantes e crianças nas áreas de Saúde, Educação e Desenvolvimento Social do município, em temas como pré-natal, parto, puerpério, atividades educativas em grupos de gestantes e com famílias com crianças,creches e espaços lúdicos.

A pedagoga Vilma de Oliveira Santos foi uma das profissionais que participaram da qualificação. “Abriu um novo horizonte para minha profissão, porque trabalhar com a primeira infância é diferente. Eu não posso só dizer que cuido, eu tenho que cuidar e educar com amor”, avaliou.

As mães também receberam o certificado de participação na Universidade do Bebê, um dos projetos desenvolvidos dentro do Família Que Acolhe. A desempregada Lídia Simplício de Carvalho, 19 anos, entrou no FQA ao seis meses de gravidez. Hoje, com a filha Heloísa de 1 ano e oito meses no colo, ela disse que o programa tem ajudado bastante. “Até hoje eu tiro dúvidas sobre a maternidade, por exemplo como, quando o bebê está engasgado ou quando fica com cólica. Isso ajuda bastante pra gente que é mãe de primeira viagem”, comentou.

O coordenador do Projeto de Desenvolvimento em Primeira Infância, Marcos Davi dos Santos, comemorou os resultados do primeiro ciclo de capacitação e anunciou a nova etapa de qualificações do FQA, que agora abrange, além dos servidores, representantes de setores e organizações da sociedade. A agenda apresentada inclui a capacitação de jornalistas para a divulgação da causa da Primeira Infância, articulação das redes “Intersetorial”, “Cultura de Paz”, “Mulheres” que mobilizarão a sociedade no debate do tema, além dos encontros regionais e municipal para a troca de experiências sobre a primeira infância e, consequentemente, o fortalecimento das famílias.

teresasuritafamiliaqueacolhe2“Agora a gente avança para capacitar as famílias, fortalecendo os cuidados familiares e também pra envolver o restante da sociedade no que a gente chama de rede da primeira infância. Esse trabalho é muito importante porque envolve a união de educação, saúde e assistência social, mas melhora muito a interação social das crianças, que posteriormente se tornam adolescentes mais saudáveis, com menos problemas e com condições de enfrentar as adversidades. Todas as melhorias são conseguidas se houver programas de primeira infância onde há o investimento desde a gestação”, explicou Marcos Davi.

O funcionamento do programa em Boa Vista surpreendeu o presidente da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, que se dedica à promoção do desenvolvimento da primeira infância. Ele acompanhou de perto como funciona a integração dos serviços oferecidos às gestantes e as crianças. “O que vocês estão fazendo em Boa Vista é algo que não ocorre em São Paulo, que é a maior cidade do Brasil. A ciência vem mostrando que o trabalho com a primeira infância que é a base de tudo. A gente só vai ter uma sociedade melhor se a gente fizer um trabalho forte com essas crianças, com as famílias e com os cuidadores. Eu me emocionei com o que eu vi aqui”, destacou.

Com o início do novo ciclo do FQA, a expectativa é que os benefícios do programa cheguem a cerca de 50 mil famílias em Boa Vista, por meio dos Centros de Referência da Assistência Social, Unidades Básicas de Saúde, Casas Mãe e visitas às famílias. Para a prefeita Teresa Surita, esse é o momento compartilhar com a sociedade, seja nos setores públicos ou privados, a responsabilidade do cuidado com o desenvolvimento humano da cidade, de expandir a Rede de Desenvolvimento da Primeira Infância do Família Que Acolhe.

“Nós temos um programa consolidado, integrado, baseado no que tem de mais moderno pra pode atender essa fase da vida que é fundamental pra quando crescer, ser um ser humano mais equilibrado, com condições de enfrentar a vida. Hoje nós estamos aqui para continuar com a segunda etapa de capacitação de todos os funcionários da prefeitura que participam dessa ação”, destacou a prefeita.

Teresa também falou, orgulhosa, sobre a formação da equipe de trabalho. “A gente tá muito adiantado nessa questão e eu fico muito feliz de poder tá formando uma equipe tão boa como essa. Isso é o começo, pois esse programa é da sociedade, é um programa que pertence às pessoas, o que a gente quer é que elas abracem essa causa e que cuidem realmente dessa parte da vida que é fundamental pra quando a pessoa crescer, ter uma condição bem melhor”, ressaltou.

Gleyde Rodrigues

 

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