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Família Que Acolhe: especialistas em primeira infância avaliam os resultados programa

Reunão do FQA - Foto: Jackson Souza

Reunão do FQA – Foto: Jackson Souza

Implantado em 2013, por meio da Lei 1.545, o programa Família Que Acolhe (FQA) desenvolve um trabalho voltado à primeira infância, período que compreende de zero aos seis anos de idade. O FQA constitui uma política pública que busca garantir a promoção do desenvolvimento físico, psicológico, intelectual e social da criança, de forma integrada no acesso aos serviços de saúde, educação e desenvolvimento social.

Em pouco mais de dois anos, o programa já atendeu 5.462 mulheres e acompanhou o nascimento de mais de 4 mil crianças. Mãe e filho recebem todo apoio necessário desde a gestação até o início da vida escolar, sendo acompanhados por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, pedagogos e outros profissionais qualificados por meio do Projeto de Desenvolvimento da Primeira Infância, que já formou quase dois mil profissionais.

Por meio do Família Que Acolhe, as mamães têm acesso ao pré-natal, recebem o enxoval e o berço do bebê. As crianças a partir de um ano de idade recebem a complementação alimentar por meio do Programa Leite da Família. Dentro do FQA ainda são desenvolvidos os programas Universidade do Bebê, onde os pais trocam experiências e recebem orientações de profissionais sobre os cuidados com a criança, e participam do Leitura Desde o Berço, que incentiva os pais a lerem para os filhos desde a gravidez, fortalecendo os vínculos. Todas as crianças atendidas ainda têm vaga garantida nas Casas Mãe e creches Próinfância.

O trabalho desenvolvido em prol da primeira infância é acompanhado de perto por especialistas reconhecidos na área. Nessa segunda-feira, 29, o presidente da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Eduardo Queiroz e o especialista em políticas públicas e direito das crianças, Vital Didonet, visitaram a estrutura do programa.

Eles acompanharam os serviços oferecidos na sede do Família Que Acolhe, passaram por algumas unidades de Casas Mãe e creches Próinfância e conheceram o trabalho desenvolvido em outros programas sociais da prefeitura, como o Projeto Crescer e o Abrigo Infantil Pedra Pintada.

Pela terceira vez em Boa Vista, Eduardo Queiroz, que comanda uma fundação referência no atendimento à primeira infância no Brasil, comparou o trabalho desenvolvido em apenas dois anos em Boa Vista a estados que já investem em cuidados voltados aos primeiros anos das crianças.

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Especialistas visitaram ações do projeto – Foto: Diego Dantas

“Desde o início, quando estive em Boa Vista pela primeira vez, eu vi que existia uma intenção muito boa e com um potencial enorme. A prefeita entendeu muito rapidamente a importância de se trabalhar com a primeira infância. Hoje, ao visitar toda a estrutura, eu fiquei impressionado com a integração que ela conseguiu construir com as secretarias de Educação, Gestão Social e Saúde, que é a chave para um projeto como este. Boa Vista chegou a um patamar comparável e até acima de estados que já estão olhando para a primeira infância há muito tempo como Rio Grande do Sul, Ceará, Pernambuco. O trabalho que está sendo feito aqui é muito sério”, avaliou.

O especialista em políticas públicas e direito das crianças, Vital Didonet, foi orientador da prefeita Teresa Surita na Universidade de Havard, nos Estados Unidos, durante o curso sobre a primeira infância, que influenciou a criação do Programa Família Que Acolhe. Para ele, as políticas públicas implementadas em Boa Vista mostram resultados contundentes nos cuidados com as crianças.

“Eu vejo um olhar de cuidado, de carinho e de respeito à criança como pessoa e como um sujeito capaz de promover seu próprio desenvolvimento. A política pública desenvolvida em Boa Vista, manifestada nos diferentes programas sociais, tem um olhar de ternura e de competência profissional, duas coisas importantes quando se trata de crianças. O melhor investimento que se pode fazer é na primeira infância porque ele dá resultados ao longo da vida. As pesquisas mostram que esses resultados são compensadores, tanto do ponto de vista econômico, quanto social”, observou.

Durante a visita à Boa Vista, os especialistas acompanharam ainda uma apresentação da prefeita Teresa Surita que mostrou todo o investimento e a evolução do programa em quase três anos de existência. A prefeita também falou da intenção de expandir o Família Que Acolhe, levando os serviços e os atendimentos do programa para os bairros, ampliando dessa forma, o número de famílias atendidas, além de envolver toda a sociedade em prol da causa pela primeira infância.

“Nós investimos na capacitação dos profissionais de todas as áreas que atuam no programa, ampliamos o número de mães e crianças atendidas e pretendemos chegar ainda mais perto das famílias de Boa Vista, oferecendo esses atendimentos nos Centros de Referência da Assistência Social (Cras). Vamos formar também uma rede de mobilização pela primeira infância envolvendo mães, pais, tios, avós, jornalistas, promotores, comerciantes, para que se tornem multiplicadores. Por entender que os primeiros anos são para sempre, sei que é importante cuidar das nossas crianças desde a barriga da mãe para que possamos formar uma geração de paz”, ressaltou.

Gleyde Rodrigues

 

 

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