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Estiagem: Defesa Civil distribui água potável a comunidades indígenas

Os efeitos da seca são comparados a 1998, ano da pior seca de todos os tempos em Roraima - Foto: Secom-RR

Os efeitos da seca são comparados a 1998, ano da pior seca de todos os tempos em Roraima – Foto: Secom-RR

A estiagem em Roraima atingiu níveis críticos, obrigando o Governo do Estado a atuar na distribuição de água potável às comunidades indígenas. A pedido da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), cerca de cinco mil indígenas dos municípios de Pacaraima e Uiramutã passam a ser atendidos pela distribuição de água, por meio de caminhões-pipa.

A previsão é que as primeiras chuvas comecem a ocorrer em abril e a Defesa Civil a precisou agir até mesmo nos municípios que não têm Situação de Emergência decretada. Estas ações não interferem nas atividades já executadas no restante do Estado. Pequenos produtores rurais são atendidos com o abastecimento de água potável através de caminhões-pipa, e escavação de cacimbas para o suprimento dos animais. Paralelo a isso, também são realizadas ações de combate a incêndios.

Segundo o secretário executivo da Defesa Civil, Cleudiomar Ferreira, este abastecimento é um fato inédito em Roraima, dando indícios de que esta é a seca mais severa desde 1998, quando Roraima sofreu a maior estiagem de todos os tempos. “Já havíamos atuado na falta de água para a produção, mas a falta de água para a população, chegando a atingir as comunidades indígenas, é um fato inédito, mostrando que os prejuízos da seca já se aproximam ou até superam os de 1998”, disse.

A distribuição é feita em parceria com o Exército, por meio de carros-pipas, que diariamente, levam mais de 12 mil litros de água potável, provenientes de reservatórios da Caer (Companhia de Águas e Esgotos de Roraima) e de poços artesianos cedidos por parceiros que estão contribuindo com a operação.

Além disso, cacimbas estão sendo cavadas, em áreas de produção rural, para atender aos pequenos agricultores e criadores de animais, que também sofrem com prejuízos provocados com a situação climática no estado.

Reconhecimento

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Ministério da Integração Nacional, reconheceu a Situação de Emergência decretada em decorrência de estiagem nos municípios de Bonfim, Cantá, Caracaraí e Normandia. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, dia 26, o que vai possibilitar o apoio financeiro às ações que já vêm sendo realizadas pela Defesa Civil. Juntamente com os municípios de Alto Alegre, Mucajaí, Amajari e Iracema, somam oito as cidades em situação de emergência.

Após o reconhecimento de situação de emergência pelo Governo Federal, o município pode pedir ajuda para as ações de resposta, que são aquelas voltadas a socorro, assistência e estabelecimento de serviços essenciais, e assim solicitar recursos para as ações de reconstrução das áreas atingidas pelos desastres. Para solicitar tais recursos, o município deve mandar um plano detalhado de resposta indicando qual é a necessidade para o repasse.

Independentemente das liberação de recursos, as ações não podem parar. A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil estima um custo da operação de resposta a aos novos municípios em torno de R$ 3,5 milhões. Os municípios de Alto Alegre, Amajari, Mucajaí e Iracema também já tiveram os seus pedidos de situação de emergência reconhecidos.

Para esses, o plano detalhado de resposta estima gastos da ordem de R$ 4 milhões.

Yana Lima

 

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