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Especialistas em primeira infância estão em Boa Vista para debater sobre o programa Família que Acolhe


Comitê Técnico Maria Cecilia Vidigal – Fotos: Igohr Martins

Nesta terça-feira, 31, pesquisadores e especialistas em primeira infância de várias instituições brasileiras visitaram a rede integrada do Programa Família que Acolhe (FQA), em Boa Vista. O intuito foi conhecer a realidade das ações e planejar as estratégias de atuação com a Prefeitura de Boa Vista para os próximos quatro anos. Durante o dia, o grupo conheceu a sede do FQA, no bairro Pintolândia, Cras, Casas Mãe, Creches Proinfância e postos de saúde. As ações futuras serão traçadas por meio de oficinas de planejamento estratégico que acontecem nesta quarta e quinta-feira, 1º e 2, das 8h às 18h, no Centro de Ciência, Tecnologia e Inovação (CCTI).

Estão em Boa Vista: Mariana Fragata, coordenadora de conhecimento aplicado da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, com sede em São Paulo; Cássio França, Elisa Camarote e Vanessa Munhoz, consultores da empresa Trajetórias e Planejamento de Desenvolvimento Institucional; Fabíola Galli, do Instituto Tellus; Rafael Parente e Lyna Malheiros do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Rio) e Alexandra Brentani, pesquisadora chefe do programa Saving Brains da Universidade de São Paulo (USP).

Para Marina Fragata, a iniciativa tem a intenção de reunir especialistas para se aprofundar na realidade do município de Boa Vista. “O nosso interesse aqui é conhecer como as políticas funcionam e pensar se há possibilidades de ajudarmos a fortalecer ainda mais os serviços da primeira infância. O que nos chamou a atenção foi o engajamento de uma equipe preparada, o envolvimento das pessoas e a seriedade com que a gestão lida com a primeira infância em Boa Vista”, disse.

Nas oficinas, os participantes discutirão os objetivos e estratégias da política de primeira infância durante a gestão 2017-2020, com foco na qualificação dos profissionais e aprimoramento da oferta dos serviços de apoio às famílias e às crianças de Boa Vista. O público-alvo são 28 servidores das secretarias municipais integradas ao Programa Família que Acolhe, como Educação, Saúde e Gestão Social.

Quem acompanhou os visitantes neste primeiro dia de programação foi o vice-prefeito, Arthur Henrique Machado, e secretários municipais de Educação, Saúde e Educação. Para o vice, a presença dos especialistas é para ajudar no funcionamento do Programa Família que Acolhe. “Com o apoio deles, pretendemos definir, planejar e alcançar os nossos objetivos. Eles estão primeiro conhecendo a realidade do programa para depois construirmos novos passos”, ressaltou.

Na ocasião, Arthur explicou aos presentes sobre o sistema Cidade Social, uma plataforma a ser implantada pela prefeitura para controle de gestão social, onde estarão os dados das famílias beneficiadas de todos os projetos sociais da prefeitura. Segundo ele, o Programa Família que Acolhe será o primeiro a ser incluído neste novo sistema. “Queremos controlar todo o fluxo de funcionamento do programa, o sistema já está pronto e vamos começar a alimentação com os dados já com os novos beneficiários que já serão cadastrados nesta plataforma”, ressaltou.

Quem ficou encantada com o que viu foi a consultora Vanessa Munhoz. “Eu nunca vi algo assim tão completo e inovador no Brasil como o Programa Família que Acolhe. Estamos aqui para ajudar a estruturar um plano de ação para os próximos anos e assim contribuir de alguma forma para o crescimento dessa rede integrada de ações, voltadas às famílias mais carentes”, disse.

Boa Vista – Capital da Primeira Infância

Nestas duas últimas gestões da prefeita Teresa Surita, a prioridade do plano de governo é a primeira infância, período que vai da gestação aos seis anos de idade. Nessa construção de uma rede integrada de desenvolvimento infantil, existem várias ações que acabam por sustentar o propósito em transformar Boa Vista na Capital da Primeira Infância.

Além do FQA, a prefeitura trabalha com projetos sociais voltados para adolescentes, jovens e idosos. Nas escolas a pedagogia de ensino é diferenciada e estruturada e as obras feitas pela cidade evidenciam um olhar caracterizado para o cuidado com as crianças, cuja ideia agora é projetar a capital para o público infantil. Um exemplo de projeção são as praças revitalizadas e adaptadas para o lazer e entretenimento e os novos abrigos de ônibus com espaços lúdicos, que promovem um ambiente que fortaleça o vínculo afetivo com as crianças.

Ceiça Chaves

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