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Empresários sul-coreanos querem instalar parque eólico em Roraima

Investidores ficaram surpresos com o potencial eólico da região - Fotos: Raimundo Nonato

Investidores ficaram surpresos com o potencial eólico da região – Fotos: Raimundo Nonato

A comitiva formada por nove empresários sul-coreanos que estão visitando o Estado pela terceira vez, com o propósito de continuar com negociações e parcerias com o Governo, visitou, neste sábado, dia 21, os municípios de Bonfim e Normandia, para estudos da melhor área para a instalação de um parque eólico. O grupo é coordenado por Yong Gul Sul.

Acompanharam os coreanos na visita a secretária-adjunta de Relações Internacionais, Fátima Araújo, o diretor-presidente da CERR (Companhia Energética de Roraima), Antônio Carramilo, o diretor de Planejamento, Renato Amorim, e pelo diretor de Políticas Públicas da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Hipérion Oliveira.

A primeira parada foi na região do Tucano, município do Bonfim. Yong Sul e os demais integrantes ficaram surpresos com a quantidade de vento no local. “Estamos muito felizes e impressionados com a velocidade do vento que é muito boa”, disse, acrescentando que é viável a construção do parque de energia eólica (produzida por meio do vento) em Roraima.

Fátima Araújo destacou que é uma preocupação da governadora Suely Campos a questão energética e a presença deles no Estado demonstra essa vontade da governadora em resolver a questão.

“Estamos acompanhando de perto. Não só o projeto do parque eólico como também projetos na área de agricultura, a implantação de uma fábrica de casas pré-moldadas, para exportar para a Colômbia, Venezuela, para o mercado interno, gerando muitos empregos no Estado”, comentou.

Antônio Carramilo disse que foi uma feliz ideia da governadora Suely Campos convidar os investidores coreanos para Roraima. “O objetivo desses representantes da Coreia do Sul é que se instale, inicialmente 130 MV (megawatts), em 2016 e, mais 120 MV (megawatts) em 2017. À medida que formos gerando energia vamos consumindo”, disse ele, ressaltando a competência e experiência dos coreanos em geração de energia por meio do vento.

Ele ressaltou que esse procedimento precisa de autorização da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e outros trâmites legais, mas que a CERR vai intermediar esse processo junto ao órgão, para agilizar as condições necessárias para a implantação do projeto.

Hipérion Oliveira: “Implantação do parque eólico resolve um problema crônico em Roraima”

Hipérion Oliveira: “Implantação do parque eólico resolve um problema crônico em Roraima”

O diretor de planejamento da Cerr, Renato Amorim, destacou a importância de mais uma fonte de geração de energia para o Estado. “Principalmente a eólica, que é uma energia limpa e vem complementar com a energia hidrelétrica. A CERR está dando todo apoio passando as informações técnicas e legais para o grupo decidir”, afirmou.

Para Hipérion Oliveira, a implantação do parque eólico resolve um problema crônico que é a questão da energia, e também vai proporcionar maior desenvolvimento para o Estado.

“Somado a isso, se tem todo um trabalho e um potencial de desenvolvimento de outras atividades. Na habitação, na saúde e na produção, cria-se uma condição favorável para mudar a matriz econômica e crescer o setor produtivo, de forma que se possa produzir alimento para abastecer o mercado interno e também para exportar”, destacou.

Em Normandia, a caravana visitou a fazenda Cariri, e conversou com o propritário Gelb Pereira para avaliar a possibilidade de montar um parque eólico naquela local.

“O Linhão de Tucuruí está encalhado na reserva indígena Waimiri-Atroari, então, é urgente dar ênfase à questão energética e essa é uma atitude louvável do Governo do Estado, que está tentando atrair os coreanos com o objetivo de fornecer energia”, explicou.

Para ele, outro potencial na região de Normandia, além da excelente qualidade de vento, é com relação ao potencial para o plantio de arroz irrigado, soja, milho e também o algodão. “Está provado que a soja no banho, tem uma produtividade de até três safras ao ano, como 70 a 75 sacos por hectare em cada safra”, disse, afirmou, complementando que o município tem potencial também para o cultivo de fruticultura, pois tem solo fértil, água e boa luminosidade.

Vânia Coelho

 

 

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