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Educação: Deputado questiona como governador decreta estado de emergência e mantém gestores

Flamarion contesta permanência do gestor da Educação - Foto: Secom/ALE-RRO segundo decreto de situação de emergência no Estado, desta vez no setor da Educação, preocupa o deputado Flamarion Portela (PTC), que acredita que tal medida tomada pelo governador Chico Rodrigues (PSB) não tenha intenção de resolver os problemas existentes na área e nem mesmo apurar a aplicação de recursos, já que apesar da decretação da emergência, os gestores que antes já estavam a frente da Secretaria Estadual de Educação, gerindo as políticas públicas e a aplicação de dinheiro, permanecem.

“Será que a decretação dessas situações de emergência são apenas para poder comprar sem licitação, já que dessa forma é mais propício mais desvio de recursos?”, questionou.

Segundo ele, com base no levantamento de recursos enviados pelo Governo Federal ao Estado, Roraima é a unidade da Federação, que comprovadamente recebe mais recursos no país para as ações educacionais da rede pública de ensino, levando em conta a quantidade populacional, ou seja, a distribuição per capita é a maior em todo o Brasil no setor da Educação, e mesmo com todo esse volume de recursos, tem uma das piores Educações do país.  

“Para nossa surpresa o governador decretou estado de falência em mais essa pasta tão vital para sociedade. Mas é muito estranho que essa medida seja tomada e que os gestores à frente da secretaria permaneçam os mesmos, como a cunhada dele, a professora Neide, que trabalha há muito tempo, e o próprio secretário Nonato Mesquita, que continua como titular.  Quer dizer então que se comprova que a política pública está errada e os gestores permanecem nos cargos? Com isso se mostra que não há vontade no mínimo de apurar como foi a aplicação do dinheiro para Educação até agora, de que forma esses recursos foram aplicados que não beneficiaram os alunos, que Estado não melhora essa Educação. É preciso que os gestores sejam afastados e que se esclareça esse volume de dinheiro tão expressivo e Roraima chegar a esse ponto de decretar emergência em mais esse setor”, destacou, observando que os gestores precisam ainda ser responsabilizados pela possível má aplicação dessas verbas.

O deputado informou ainda que pretende chamar tanto o secretário estadual de Saúde, quanto o de Educação, para que dêem explicações na Assembleia Legislativa do Estado de Roraima (ALE-RR), sobre as condições de cada setor e sobre como a verba a esses setores vitais para a sociedade vem sendo aplicadas pelas pastas. “É obrigação da Saúde a prestação de contas trimestral ao Poder Legislativo e vamos chamar Educação também para saber para onde esse dinheiro está indo”, comentou.

Merendeiras

Outra situação, que segundo o deputado Flamarion Portela, também deverá ser questionada do secretário Nonato Mesquita é a qualidade da merenda escolar. “O grupo de Oposição recebeu hoje na Assembleia várias mães merendeiras, que estão há cinco meses sem receber salário, mas que também estão preocupadas com a qualidade da comida que vem sendo servida aos alunos do Estado, dentre os quais os filhos delas também fazem parte. Elas relataram que não há mais condições da merenda permanecer do jeito que está, pois os próprios alunos estão deixando de comer e rejeitando a merenda, que é de qualidade ruim. É preciso tomar uma medida administrativa e não decretar estado emergência”, criticou.

 

 

 

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