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Deputado Masamy Eda visita trecho interditado da BR-174

Indígenas conversam com deputado e pedem solução para o problema de violência no trânsito - Foto: Platão Arantes

Indígenas conversam com deputado e pedem solução para o problema de violência no trânsito – Foto: Platão Arantes

O deputado estadual Masamy Eda (PMDB), presidente da Comissão Permanente de Viação, Transportes e Obras da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE/RR), visitou as comunidades da Terra Indígena São Marcos, que realizam protesto desde o dia 25, em decorrência do atropelamento de uma criança de sete anos na Comunidade Nova Esperança.Quem circula pela região do trecho norte da BR-174, sentido Pacaraima, a cena encontrada a partir da comunidade Sorocaima II é de obstáculos feitos pelos próprios moradores das localidades. No último final de semana, os indígenas das etnias Taurepang e Macuxi fecharam a estrada duas vezes com galhos, pneus e uma barreira humana foi formada, com intuito de inibir a circulação de veículos nos dois trechos da via.

A reivindicação, segundo moradores, é quanto à implantação de redutores de velocidade, como lombadas e de sinalização ao longo da estrada. O trecho afetado está localizado na Terra Indígena de São Marcos e contempla as comunidades de Sorocaima I, Santa Rosa, Sabiá, Entroncamento (entrada para o Surumu) e Nova Esperança.

De acordo com o comerciante Carlos Costa, da comunidade Sorocaima II, há um mês houve a retirada das lombadas em frente a Escola Estadual Índio Manoel Barbosa. “O Dnit [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes] tirou os ‘quebra-molas’ para implantar esse pardal, mas não melhorou em nada nossa situação. Todos os dias, principalmente os alunos, correm riscos”.

Na frente do seu comércio, uma vala foi cavada pelos membros da comunidade e uma faixa foi colocada com frases pelo fim da violência no trânsito e foi incrementada com os nomes das pessoas que foram atropeladas, nos últimos anos, naquele trecho movimentado. “Nós só queremos mais segurança. Cada perfuração ao longo da BR significa que ali deveria ter um ‘quebra-molas’”, destacou Costa.

Para Masamy Eda, a ida até o local se fez necessária, após tomar conhecimento dos problemas enfrentados pelos moradores daquela região. “Viemos aqui na Comunidade Nova Esperança para saber o que eles reivindicam, pois é um ato de prioridade”, ressaltou o parlamentar.

“Vamos ouvir cada um para quando chegar a Boa Vista me reunir com a Comissão e mostrar o que acontece de fato e fazer um trabalho que possa atender a Comunidade Nova Esperança, assim como as outras comunidades que se encontram ao longo da BR-174”, destacou o parlamentar. O deputado disse ainda que entre as demandas está a convocação de todos os agentes públicos responsáveis. “Pedimos que a governadora Suely Campos fosse mais sensata com essa situação”.

O parlamentar acompanhou os relatos dos moradores e se mostrou preocupado com a gravidade dos relatos. A ele foi entregue uma lista contendo os nomes das vítimas de atropelamento e aos grupos a quem pertenciam. “Infelizmente várias vidas foram perdidas. O que devemos evitar é que outras pessoas sejam vítimas de imprudência”, destacou Masamy Eda.

Moradores pedem que problemas sejam resolvidos

A rotina de quem mora as margens da BR-174 é marcada por perdas irreparáveis. A estudante Angélica Katiely, de sete anos, foi a 17ª vítima de atropelamento nos últimos anos. Com a batida, a menina foi socorrida, mas chegou ao hospital de Pacaraima sem vida, por conta de uma politraumatismo.

Adelaide Magalhães, tia da menina, pede para que as autoridades vejam a área com mais sensibilidade e que a justiça seja feita. “A maioria dessas mortes foram causadas por taxistas e pampeiros. O cidadão que matou minha sobrinha está solto e nada foi feito até o momento”.

Emocionado, o padrasto da vítima, Luis Pinto, pede para que as autoridades olhem pela comunidade, em especial pelos estudantes por estarem mais vulneráveis. “A nossa revolta aqui e porque ninguém fez nada a respeito, hoje foi uma criança e amanhã? Queremos mais presença de fiscalização.”

O avô Bernades Branco chorou ao lembrar-se da neta, criada por ele como filha. “Nós não queremos prejudicar ninguém, só queremos justiça, pois essa pessoa tirou uma filha que tinha um futuro pela frente. Queremos mais providências”. Ele ressaltou que é comum os motoristas passarem em alta velocidade e que não é de hoje a falta de respeito e imprudências cometidas por quem passa pela estrada.

Yasmin Guedes

 

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