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Dengue: redução no número de casos não é sinônimo de tranquilidade

A única forma de conter o avanço da doença é a eliminação dos criadouros do mosquito transmissor - Foto: Ascom/SesauA dengue tem apresentado altos índices de redução nos últimos meses. Em contrapartida, as equipes de controle dos municípios têm detectado presença de muitos criadouros nos locais visitados. Embora não se saiba exatamente o motivo de não estar havendo a transmissão, a Secretaria Estadual de Saúde de Roraima alerta que o alto índice de infestação do mosquito transmissor da dengue (Aedes Aegypti) demonstra que a situação requer atenção.

O número de casos notificados no primeiro semestre deste ano é 40% menor do que o registrado no mesmo período do ano anterior. São 735 notificações contra 1.233 no mesmo período de 2013. Quanto aos casos confirmados, foram 42 até o mês de maio, contra 326 no mesmo período do ano anterior.

A confirmação dos casos pode demorar, pois, por se tratar de um procedimento caro, o material de 96 notificações é guardado para a comprovação sorológica. No entanto, a equipe médica não espera esse resultado para início do tratamento do paciente. Uma vez que, excluídas laboratorial e ou clinicamente outras doenças, a dengue passa a ser o diagnóstico mais provável e o tratamento deve ser iniciado imediatamente.

O gerente do Núcleo Estadual de Controle de Febre Amarela e Dengue, Joel Lima, explicou que uma das hipóteses para o quadro atual é o “esgotamento de suscetíveis”, uma barreira imunitária pela grande quantidade de pessoas infectadas.

Muitas pessoas tiveram os tipos 1, 2 e 4 nos últimos anos e cada vez que você pega um tipo do vírus, não pode mais ser infectado por ele. Ou seja, na vida, a pessoa só pode ter dengue quatro vezes. Quem já teve dengue devido ao tipo 1, só pode ter novamente se ela for causada pelos tipos 2, 3 ou 4. “O tipo 3 da doença [DENV-3] não circula no Estado desde 2009, mas desde então, nasceram mais de 53 mil crianças, que nunca tiveram contato com o tipo da doença, se tornando um público mais suscetível”, explicou o gerente.

Devido ao comportamento do mosquito, o comum era haver uma intercalação entre anos de alta e baixa incidência. No entanto, os números vêm reduzindo nos últimos anos.

De 2012 para 2013, o estado de Roraima apresentou uma redução de 52,23% nas notificações dos casos de dengue. Em 2012, foram notificados 4.577 casos. Já em 2013, foram 2.186 notificações. Nos últimos dois anos apenas três casos de dengue com complicação (um em 2012 e dois casos em 2013). “A forma grave do dengue também pode ocorrer em quem tem a doença pela primeira vez”, explicou. Apesar do nome “dengue hemorrágica”, o principal sintoma da doença não são os sangramentos, mas sim a perda de líquido levando a desidratação.

Ações de controle

O Aedes aegypti é um mosquito doméstico, que vive dentro ou nas proximidades das habitações. O único modo possível de evitar ou reduzir a transmissão de dengue é a eliminação dos criadouros do transmissor. Isso é muito importante porque, além do dengue, o Aedes Aegypti também pode transmitir a febre amarela urbana e chikungunya. Qualquer coleção de água relativamente limpa e parada, inclusive em plantas que acumulam água (bromélias), pode servir de criadouro para o Aedes aegypti.

O “fumacê” é útil para matar os mosquitos adultos, mas não acaba com os ovos e as larvas. Por isso, deve ser empregado apenas em períodos de epidemias com o objetivo de interromper rapidamente a transmissão.

 

 

                

         

 

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