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Dados da ABES apontam avanços significativos no saneamento básico em Roraima

Roraima avançou de forma significativa na escala dos indicadores de água e esgoto – Foto: Ascom/Caerr

Segundo dados da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) o Roraima avançou de forma significativa na escala dos indicadores de água e esgoto, ocupando posição privilegiada no ranking do saneamento básico no Brasil.

A informação foi reiterada no ciclo de debates sobre os “Desafios do Saneamento Ambiental”, evento nacional, realizado pela Caerr (Companhia de Águas e Esgotos de Roraima) e promovida pela Abes. O evento aconteceu na manhã desta segunda-feira, 17, na sede da Companhia.

Em se tratando do país como um todo, os números são desanimadores. Menos da metade dos domicílios tem rede de esgoto. Indo na contramão, em apenas dois anos, Boa Vista subiu 14 posições no ranking dos melhores no saneamento, ocupando atualmente a 50ª posição.

“Os avanços registrados mostram o compromisso da governadora Suely Campos e indicam que as políticas públicas adotadas estão no caminho certo. Tudo isso é reflexo de medidas prioritárias e feitas de forma planejada, estratégica e correta”, garantiu o presidente da Caerr, Danque Esbell.

Temas como a situação do saneamento básico no Brasil, os 10 anos da Lei de Saneamento, saneamento na região Norte, mais especificamente em Roraima e as discussões sobre saneamento público ou privado foram destaque na apresentação do presidente nacional da Abes, Roberval Tavares de Souza.

“Podemos garantir que Roraima tem um indicativo muito positivo nas áreas de esgoto e distribuição de água e foi o estado que mais avançou nos últimos anos na região Norte e em comparação aos demais estados brasileiros”, explicou Souza.

Segundo o presidente da entidade, o Estado facilmente baterá a meta de universalização do esgotamento sanitário, que foi proposta até o ano de 2033. A região Norte foi a que menos evoluiu, chegando por último na lista de melhorias no setor por região. Após a apresentação, foi aberto espaço para perguntas sobre os temas abordados.

Desperdício

Além dos problemas de acesso ao saneamento, o elevado indicativo de perdas na distribuição de água é o maior desafio dos gestores. Além do desperdício, a falta de arrecadação prejudica investimentos e melhorias no setor.

O estudo apresentado pela ABES também mostra preocupação nesse sentido. Na região Norte o problema é ainda maior, de acordo com o levantamento. “O país tem problemas de planejamento urbano e isso afeta a eficiência também. Além disso, temos a burocracia, falta de recursos, tem perdas, roubo de água, etc”, apontou o diretor da ABES, Sérgio Gonçalves, que já foi colaborador da Caerr, durante três anos.

Ministério Público Estadual, Funasa e Femarh foram representados no encontro. O ciclo de debates já foi realizado em capitais como Manaus, Curitiba, Goiânia e Porto Alegre. A última edição será realizada em Vitória, no Espírito Santo, dia 19 de abril.

 

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