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CUT realizou debate sobre racismo no mundo do trabalho em preparação à Marcha das Mulheres Negras

Oficina foi uma oportunidade de unificar a luta das mulheres negras junto aos movimentos sociais - Ascom/CUT-RR

Oficina foi uma oportunidade de unificar a luta das mulheres negras junto aos movimentos sociais – Ascom/CUT-RR

Em preparação à Marcha das Mulheres Negras de 2015, a Central Única dos Trabalhadores de Roraima (CUT-RR) em parceria com o Núcleo de Mulheres de Roraima (Numur) realizou na noite da última quinta-feira, 5, uma oficina sobre o Racismo no Mundo do Trabalho, visando discutir com a base cutista questões conceituais para a interação e a integração da luta das mulheres negras como uma das pautas do movimento sindical no estado de Roraima.

Além disso, a oficina visa consolidar e compartilhar as informações sobre o racismo no modo geral, suas causas e consequências, sempre na perspectiva de construção da Marcha das Mulheres Negras que acontercerá no dia 18 de novembro em Brasília e contará com a participação de representantes do movimento sindical e social roraimense.

Conforme exclareceu o presidente da CUT Roraima, Gilberto Rosas, a oficina foi uma oportunidade de unificar a luta das mulheres negras junto aos movimentos sociais e de buscar – através da luta da classe trabalhadora – melhorias na defesa das mulheres, principalmente daquelas que sofrem maiores preconceitos.

“A luta da CUT é uma luta contra a discriminação e o preconceito e não poderíamos ficar omissos nesse debate de conscientização e de combate às infinitas formas de preconceitos raciais e de gênero que ocorrem cotidianamente no mundo do trabalho no qual as mulheres são as principais vítimas”, fez questão de afirmar o dirigente cutista.

A vice-presidente da CUT-RR que também é presidente da Federação dos Agricultores e Agricultoras do Estado de Roraima, Maria Alves, disse ser fundamental as entidades sindicais discutirem sobre o racismo no mundo do trabalho sob a ótica das mulheres e mulheres negras, pois o preconceito e o desrespeito com as mulheres faz parte da rotina diária das mulheres da cidade e do campo.

“Essa luta de combate ao preconceito deve ser uma luta constante e deve perpassar todas as atividades do movimento sindical e dos movimentos sociais, incluindo a situação das mulheres trabalhadoras urbanas e rurais. Fico feliz em ver que a CUT se faz presente numa luta que deveria ser de toda a sociedade”, fez questão de afirmar Maria Alves.

A Marcha das Mulheres Negras faz parte da programação da chamada Década Internacional dos Afrodescendentes que vai de 1° de janeiro de 2015 a 31 de dezembro de 2024.

Pablo Sérgio

 

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