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Cúpula da Segurança fala sobre a operação policial no Cantá que resultou na prisão de quatro criminosos e morte de outros três

Acusados Presos - Foto: AscomFotos: Dedson MachadoNo final da tarde desta sexta-feira, 27, a cúpula do Sistema de Segurança Pública de Roraima apresentou o resultado da ação integrada entre policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), Civis do Cantá e do Núcleo de Inteligência do Departamento de Narcóticos (Denarc) e da Divisão de Capturas, que frustrou um furto qualificado a caixas eletrônicos na sede da Prefeitura do Cantá. Houve um confronto entre os bandidos com os policiais e três criminosos foram alvejados e morreram em seguida. quatro pessoas integrantes da quadrilha foram presas em flagrante ainda no local e outras estão sendo investigadas.

Participaram da entrevista coletiva o  secretário de Segurança Pública, coronel Amadeu Soares, o secretário adjunto da Segurança, Eduardo Wayner, o delegado geral de Polícia, Luciano Silvestre, o delegado geral adjunto, Eduardo Henrique Batista, o diretor do Departamento de Narcóticos (Denarc), Márcio Amorim, o comandante de Policiamento da Capital (CPC), coronel Ronan Marinho, o coronel Barros e o delegado titular do município do Cantá, Maique Evelin.

O  secretário de Segurança Pública disse que havia uma investigação em andamento para desarticular uma quadrilha de criminosos que vinha atuando em Roraima, especializada em crimes de furtos e roubos qualificados. Ele apontou que alguns dos integrantes trabalham em instituições que tiveram caixas eletrônicos furtados e/ou roubados e outros são integrantes do sistema prisional o que, para ele, vai ao encontro de conceito de “organização criminosa”.

“Eles se utilizavam dessa condição em que obtinham informações privilegiadas para a prática dos crimes. Entretanto, desde que o primeiro crime praticado em caixa eletrônico foi realizado, nós elencamos essa investigação para desarticular essa quadrilha como prioridade. No Estado de Roraima não vamos tolerar a atuação de organizações criminosas. Estamos preparados, integrados e unidos”, disse.

Soares disse ainda que  os policiais que participaram da ação no Cantá  serão acompanhados pela equipe do Centro de Qualidade de Vida da Secretaria de Segurança Pública.

“Quando alguém atira contra o policial, ele está atirando no Estado. Numa situação de extremo, como a que os policiais passaram durante  esta madrugada é preciso apoiá-los, pois foi algo estressante e de alto risco. A equipe está de parabéns e tem todo o nosso apoio”, assegurou.

Monitoramento

O delegado geral de Polícia, Luciano Silvestre, informou que integrantes da quadrilha já vinham sendo monitorados. Segundo ele, havia uma situação de alerta e várias frentes de investigações estavam em andamento e os trabalhos continuam.

“Os policiais não chegaram de forma aleatória. Havia investigações em andamento, monitoramentos diversos. Sabíamos que eles iriam agir e estávamos acompanhando a atuação deles”, disse.

O diretor do Denarc, Márcio Amorim, informou que a ação da quadrilha rendeu a eles aproximadamente R$ 500 mil e o que princípio da surpresa foi importante para desarticulá-los.

“O princípio da surpresa, o revezamento no serviço de campanas e a ação eficiente das nossas Polícias foram de extrema importância para o resultado da operação”, disse ele.

Para o coronel Ronan Marinho, muitas vezes a ação policial é colocada sob suspeita, mas ele apontou que os quatro homens presos no Cantá não reagiram e foram tratados com respeito e dignidade. “A ação foi proporcional a conduta de cada um deles. Para nós é doloroso ter que confortar a família de policiais feridos ou mortos em confrontos e por sorte, nesta operação, nenhum policial foi ferido”, disse.

O delegado titular do município do Cantá, Maique Evelin lembrou que há um mês os policiais da cidade estavam em alerta aguardando o possível ataque de criminosos na região. Segundo ele, as investigações apontam que o vigilante Daniel da Silva Rodrigues estava envolvido com a quadrilha e que ele “reagiu a abordagem atirando contra os policiais”, disse.

O caso

Uma ação de investigação da Inteligência Policial frustrou um crime de furto qualificado a caixas eletrônicos na sede da Prefeitura do Cantá, durante a madrugada desta sexta-feira, 27.

Houve um confronto entre os bandidos com os policiais e três criminosos foram alvejados e morreram em seguida. São ele: o ex-presidiário Paulo Henrique Matos dos Santos, 24, o vigilante Daniel da Silva Rodrigues, 27, e Alex Almeida Duarte, 30, que tinha mandado de prisão decretado pela Justiça.

Logo após a ação foram presos, ainda no Cantá, o motorista da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc) Leandro Dias Mafra, 33, apelidado de “Nóis”, o vigilante Caio Sousa de Souza, 24, o mecânico Eder de Souza, 33, o servidor público Francisco Carlos Gouveia, 42, conhecido por “Chiquinho”, e o comerciante Vanilson Rodrigues da Silva, conhecido por “Louro”, 35.

Durante o trabalho foram apreendidas três armas de fogo, sendo uma pistola calibre 380, dois revólveres calibre 38, um cilindro de gás utilizado no maçarico, máscaras e malas para transportar o dinheiro, que em poder dos três homens tentavam praticar  o furto contra o caixa eletrônico e que foram mortos no confronto. Foram apreendidos ainda em poder deles, sete munições de calibre 38 intactas, duas deflagradas e quatro munições de calibre 380 deflagradas.

Em seguida foram apreendidos dois carros, uma motocicleta, nove aparelhos de telefone celular, algemas, rádio walk talk e ferramentas.

Os trabalhos estão sendo coordenados pelo Departamento de Polícia Judiciária do Interior (DPJI). Todos os presos foram levados à Central de Flagrante I, na sede do 5º Distrito Policial onde estão se concentrando os trabalhos.

O delegado Geral de Polícia, Luciano Silvestre, mandou reforçar as equipes com delegados, escrivães e agentes de Polícia, para poder atender toda a demanda, uma vez que pelo menos 20 pessoas estão sendo ouvidas no caso, incluindo testemunhas, policiais e integrantes da quadrilha de criminosos.

O diretor do DPJI, Ronaldo Sciotti, disse que os integrantes da quadrilha foram identificados e conduzidos à Central de flagrante I, pela prática dos crimes de furto qualificado, pelo rompimento de obstáculo e emprego de arma de fogo e formação de quadrilha ou bando.

As diligência continuam em andamento para localizar demais integrantes da quadrilha. Segundo ele, os três criminosos mortos já tinham conseguido cortar duas das camadas protetoras do caixa eletrônico e já estavam chegando às gavetas onde o dinheiro fica armazenado.

Sciotti disse ainda que a quadrilha é apontada como autora de três crimes semelhantes que ocorreram na capital: na Setrabes, na Orla Taumanan e na Sesau.

 

 

 

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