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CPI do Senado: Roraima pode ser pioneiro na redução de homicídios de jovens, senador carioca

Lindbergh Farias - Fotos: SupCom

Lindbergh Farias – Fotos: SupCom

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga o Assassinato de Jovens no Brasil esteve em Boa Vista, na manhã desta sexta-feira, 3, no Plenário Deputado Noêmia Bastos da Assembleia Legislativa de Roraima, para discutir com as autoridades locais dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, além da sociedade civil organizada, as razões do elevado índice de jovens mortos no Estado, e encontrar soluções que mudar essa realidade.Conforme dados divulgados pelo Mapa da Violência 2015, Roraima teve um crescimento de 356,3%, na taxa de homicídios de 2003 a 2013 na faixa etária de 0 a 19 anos de idade. Saiu de uma posição relativamente tranquila, 21º, em 2003 e passou a ocupar o 5º lugar no ranking da violência no Brasil em 2013, ficando atrás apenas de Alagoas, Espirito Santo, Ceará e Rio Grande do Norte.

“Na medida que possamos investir as causas do crescimento dessa violência, vamos apresentar propostas para os governos estaduais, municipais e federal de políticas que possam ser preventivas nessa situação. Não tenho dúvidas, que com base em dados objetivos, investir em educação, inclusão social e qualificação para o emprego é um caminho a ser considerado”, disse a presidente da CPI, senadora Lídice da Mata (PSB/BA).

Para o relator da CPI, senador Lindbergh Farias (PT-RJ), Roraima pode ser um Estado com atuação pioneira na redução de homicídios nessa população jovem. Os dados apontam que os mais vulneráveis, pobres e que moram na periferia são as principais vítimas. No caso de Roraima, jovens indígenas e negros.

“Os jovens dão sinais e o primeiro está ligado à educação/escola, ou seja, o abandono da escola. Dá para mapear isso. Todos os governos estaduais e municipais tem um trabalho na Secretaria de Assistência Social de busca ativa. Você consegue monitorar quando aquele estudante sai e abandona a escola. Nós precisamos ir atrás desse jovem”, disse o parlamentar.

Farias propõe um trabalho dirigido para essa juventude. “Roraima é um estado que dá para mapear de forma mais fácil, pois não tem uma
população como São Paulo. O problema está naquilo que é chamado hoje de “neném”. Nem estuda e nem trabalha. Uma turma com idade entre 16 e 24 anos muito vulnerável. E nós temos como oferecer um conjunto de politicas públicas para esse jovem com atividades culturais, ação profissional e volta à escola”, sugeriu.

Para a presidente da Comissão de Direitos da Família, da Mulher, da Criança, do Adolescente e da Ação Social, deputada Angela Águida Portella (PSC), o Poder Legislativo roraimense tem trabalhado em defesa dos direitos das crianças e adolescentes. Para ela, por trás do assassinato de jovens existe a pobreza, violência, uso de drogas, evasão escolar, desestruturação escolar e falta de perspectiva de vida.

“Precisamos fortalecer as políticas públicas que garantem integralmente todos os direitos dessa população, priorizando os mais vulneráveis. Precisamos de mais educação, mais segurança, mais saúde e mais esporte. São soluções efetivas que pede muito trabalho e empenho de nós parlamentares e de toda sociedade civil”, afirmou.

O deputado Evangelista Siqueira (PT) também participou das discussões e sugeriu a criação da Frente Parlamentar Jovem no Estado para contribuir com as investigações sobre os assassinatos de jovens no Estado. “É exigido de nós, um mínimo de resposta sobre esses dados alarmantes e que nos assustam. Nos propormos a buscar alternativas para mudar essa realidade”, declarou. A CPI do Assassinato de Jovens em Roraima foi uma iniciativa do senador Telmário Mota (PDT).

A senadora Ângela Portela (PT), além de representantes do governo do Estado, Procuradoria Geral da Justiça, Ordem dos Advogados do Brasil, representantes da Igreja Católica e Assembleia de Deus, Secretaria Estadual de Segurança Pública, Juizado da Infância e Juventude, Secretaria Estadual de Educação e Federação das Associações de Moradores do Estado de Roraima participaram das
discussões.

Sônia Lúcia Nunes

 

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