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CPI do Senado: número de homicídios contra adolescentes dobrou em 2014

Audiência discutiu assassinato de adolescentes e jovens no Brasil - Fotos: SupCom

Audiência discutiu assassinato de adolescentes e jovens no Brasil – Fotos: SupCom/ALE-RR

Roraima é considerado o quinto Estado, quando se trata de violência contra jovens e adolescentes, conforme o Mapa da Violência do Brasil de 2013. Pelos dados do Núcleo de Estatísticas e Análise Criminal (Neac), da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), nesse mesmo ano, três jovens, entre 12 e 17 anos, foram assassinados. Doze sofreram tentativa de homicídio enquanto um tirou a própria vida. O número de adolescentes mortos no ano seguinte dobrou. Foram registrados seis assassinatos, 11 tentativas e o número de suicídios aumentou para cinco casos. Nos seis primeiros meses de 2015, de acordo com a SSP, dois adolescentes, com idades até 17 anos, foram assassinados. A informação foi repassada pelo adjunto da Secretaria, Eduardo Castilho, durante audiência na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Assassinato de Jovens no Brasil, na Assembleia Legislativa de Roraima (ALE/RR).

Castilho lamentou a desatualização das estatísticas estaduais devido a problemas enfrentados na estrutura e no setor de informática. “Estamos na tentativa de organizar esse serviço, até porque a nossa segurança pública não existiria se não fossem os convênios com o Ministério da Justiça”, relacionou.

Ele explicou que as informações são repassadas pelos Distritos Policiais e pelas Delegacias Especializadas, mas garantiu melhora nessa arrecadação de dados até o início do próximo ano. Conforme o secretário adjunto, essa desatualização do sistema afeta o desenvolvimento de ações das polícias e de formações de convênios. “O Ministério da Justiça, em Brasília, tem nos dado suporte”. Após atualização, a meta é abastecer o sistema a cada mês.

Ações de repressões e educacionais tem sido utilizados para tentar diminuir o índice de violência contra a população de um modo em geral. Castilho falou da atuação do Ronda nos Bairros, assim como blitze e abordagens, principalmente no período noturno e em bares da cidade, principalmente em bairros mais afastados da área central.

Outra preocupação apresentada por ele é quanto às fronteiras com a Guiana e Venezuela, além da divisa com o Amazonas. No primeiro semestre deste ano, o Departamento de Narcóticos apreendeu cerca de 200 quilos de drogas, durante 67 operações policiais. “Estamos enviado reforços para as fronteiras, pois é por esses caminhos que entram as drogas, as armas, acontecem o tráfico humano e o descaminho de produtos”, frisou Castilho.

A novidade apresentada aos presentes durante a audiência desta sexta-feira, 3, foi a implantação do projeto de enfrentamento contra as drogas “Crack, é possível vencer”, resultado da parceria entre o Governo Federal, SSP, Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc), de Saúde (Sesau) e Secretaria Estadual de Educação e Desportos (SEED).

Socorro Santos

Socorro Santos

Considerada porta de entrada para os males da sociedade, inclusive da violência, o projeto visa coibir a apresentação da droga para crianças e adolescentes, bem como tratar aqueles que já entraram para o submundo através de palestras e acompanhamento especializado.
“Estará em funcionamento no Parque Germano Augusto Sampaio [zona Oeste] e de lá será possível monitorar entre cinco e seis praças ao redor”, ressaltou o uso de câmeras de vigilâncias e um ônibus para identificação de usuários e traficantes em pontos movimentados na capital. “A droga é um problema avassalador nas famílias em Roraima, principalmente quando envolvem crianças e adolescente”, disse.

Enfrentamento

A presidente do Comitê Estadual de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes, Socorro Santos, parabenizou a realização da audiência e acredita no fortalecimento das políticas públicas quando entidades e representações se reúnem para discutir assuntos de relevância social. “Quando a gente se mobiliza, traz uma reflexão e você vai a busca de ensinamentos”, justificou.

Diante dos dados apresentados, a solução apresentada por Socorro estaria na adequação de políticas públicas e envolver diversos segmentos em busca da não violação dos direitos. “Sabemos que há um número muito grande de suicídio no nosso estado, então vamos buscar o motivo das mortes”.

Yasmin Guedes

 

 

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