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| BUSCA ATIVA - 27,83% das crianças avaliadas tinham tracoma |
Os pais das crianças que apresentaram a doença também passaram pela avaliçãoA técnica do Núcleo de Contole de Tracoma, Luciana Gomides, esclarece que o tracoma é uma doença parecida com a conjutivite, mas que pode levar a cegueira. “O tracoma surge de forma recidivante, ou seja, ela vai e volta com intervalos irregulares”, explicou. As crianças identificadas na busca ativa receberam tratamento do Estado. Segundo gerente do Núcleo de Controle de Tracoma, Rodrigo Oliveira, além dos estudantes, os pais das crianças que apresentaram a doença passaram pela a avalição para serem acompanhadas pela Sesau. “Os pacientes foram medicados e em março retornaremos para verificar se a medicação reagiu bem”, acrescentou. Preocupado com a situação, Oliveira faz o alerta: “a higienização do corpo e da casa é a melhor forma de previnir a doença”, afirma. O tracoma é transmitido de forma direta, de pessoa para pessoa, por isso as crianças são as mais afetadas pela doença. Para que seja combatida, alguns cuidados básicos devem ser tomados, como: a higienização adequada das mãos e do rosto, não compartilhar objetos de uso pessoal como toalhas, lençois e travesseiros, além de manter a casa limpa, pois a mosca doméstica pode transmitir a doença. De acordo com Luciana, caso a mosca tenha contato com os olhos de alguém infectado, ela pode transmitir a doença para outras pessoas saudáveis. SINTOMAS Vermelhidão e coceira nos olhos, além de fotosensibilidade são os principais sintomas da doença. “A pessoa pode sentir ainda a sensação de areia nos olhos”, disse Luciana. De acordo com Rodrigo Oliveira, nem todas as pessoas com tracoma apresentam os sintomas da doença. “Depende do organismo do paciente”, afirma. Caso a pessoa apresente os sintomas da doença, o paciente deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua casa para o tratamento com um profissional preparado.
Rebeca Alencar ASCOM/SESAU
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