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| Marilia diz que governo não tem atuação eficiente no que diz respeito aos crimes contra as mulheres |
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As ocorrências de crimes de violência contra a mulher estão cada vez mais assustadoras. Ao todo, 5.000 processos estão sendo analisados na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). Os dados foram publicados na imprensa local e traz preocupação às autoridades roraimenses.
A preocupação também é notória na Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR). Ao tomar conhecimento do número alarmante de processos de violência contra a mulher no estado, a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Família, da Mulher, da Criança, do adolescente, do Idoso e de Ação Social, deputada Marilia Pinto (PSB) afirmou que ações em defesa da mulher devem ter prioridade. Disse também que o governo estadual não estabelece políticas públicas para o combate à violência. “Essas políticas devem ser ostensivas e intensificadas junto às crianças, escolas e sociedade. Questões sociais auxiliam para o crescimento da violência: o desemprego e o uso de drogas lícitas e ilícitas. O governo não tem zelo e não dá importância a esses problemas do jeito que eles merecem. O momento é preocupante”, afirma a deputada. Conforme a parlamentar, o poder público deve investir em capacitação de seus profissionais para que o problema da violência doméstica tenha medidas mais eficaz. “Tenho um projeto que versa sobre essa temática. A capacitação de profissionais preparados para atuarem nessas situações: como lidar com a realidade da violência, como lidar com a família da vítima, etc. Porém, esse projeto está pronto há mais de um ano, mas nada foi feito até hoje” enfatizou a parlamentar. Através de emenda parlamentar, a deputada conseguiu recursos em um montante de R$ 1 milhão para a construção de uma Delegacia da Mulher. Foi discutido que seria construído na Avenida São Sebastião, com uma equipe multidisciplinar, mas infelizmente essa delegacia nunca foi construída. “Este recurso está no orçamento de 2010, mas ainda não saiu do papel” critica. MulherA parlamentar reiterou a importância de projetos voltados à segurança da mulher. Afirmou que muitos avanços foram conquistados, mas que falta ‘muita’ ação do governo estadual. “Criamos o Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame) e com o auxílio do Tribunal de Justiça criamos o Juizado especializado. Tudo isso é referência de nosso comprometimento. E é o que falta no governo estadual. Ele não se manifesta de maneira eficiente para resolver essa questão. Nenhuma atenção prática é dada, nada de concreto. A ALE-RR tem feito a sua parte com esmero”. Marília. AbandonoEla criticou a 1ª Dama do Estado pelo ‘abandono’ ao trabalho efetivo voltado às mulheres de Roraima. “Quando a ministra Nilcéa Freire esteve em Roraima foi assinado um Pacto Estadual de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, mas infelizmente nada ainda foi feito em prol às mulheres roraimenses. Lamento muito por isso, pois o abandono do governo sobre essas questões estadual é notório” concluiu a deputada. Kátia Bezerra
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