Qua, 01 de Julho de 2009 16:47    | Imprimir |
Artigo: Motivação para alcançar os objetivos - José Antonio Séspedes

A motivação tem sido nos últimos tempos alvo de livros, palestras, cursos, workshops e outras propostas que visam alavancar o potencial das pessoas. O resultado não poderia ser diferente, demos um salto na direção do aprimoramento profissional e no desenvolvimento humano. Contudo, ainda tem muita gente vivendo deprimida e desmotivada. Há também os casos de indivíduos que depois de atingir um gordo saldo bancário, se enjoam de tudo, devido ter conseguido o conforto que o mundo globalizado oferece e não ter mais as dificuldades que o impelem a lutar. Não se pode cair na utopia que os métodos usados para motivar sobrevivam por muito tempo, sem que o sujeito compreenda em profundidade o ato que pratica, do contrário, agirá mecanicamente, ‘programado-para-vencer’ ao invés de ‘preparado- para- viver’... Para se entender que nem sempre ganhar é o melhor negócio, vamos dividir a motivação em duas, isto é, as aspirações concretas do cotidiano e as transcendentais, abstratas e que são sentidas no íntimo do ser; e que nem sempre andam de mãos dadas. O desejo aviva o impulso dando origem à ação que visa alcançar uma meta, um objetivo, entretanto, se esta energia não estiver formatada pela ética e canalizada em articulações inteligentes, mesmo lucrando, o fruto será insípido.

O ato de viver é orquestrado por uma força que atua em todos os seres. Os batimentos cardíacos e as funções fisiológicas cumprem à risca o sopro vital que independe da vontade humana. No entanto, corre-se o risco de interferir nesse empurrão cósmico através de atitudes que podem ser favoráveis ou avessas. De posse deste conhecimento é possível distinguir os por quês do triunfo e do fracasso.

A existência é dinâmica e não se detém em situações que possam mudar a rota central do indivíduo. O ‘impulso-motor’ sempre prioriza o essencial em detrimento ao efêmero, de importância relativa.

Conforme falamos de início, estar motivado e aperfeiçoar-se é imprescindível para a carreira profissional no competitivo mercado de trabalho. No entanto, é preciso estar em sintonia com a razão principal de se viver, ou seja, as necessidades materiais e os ensejos que transcendem o mundo visível devem fluir paralelamente.

(*) José Antonio Séspedes é autor do livro: Depressão, um beco com saída - www.outonos.com.br
 

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