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| Artigo: Avatar - Luiz Carlos Amorim |
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Fui ver Avatar, em terceira dimensão, há alguns dias. E valeu a pena. Não havia ido ver nada no cinema em 3D e achei fantástico os galhos das árvores quase batendo na gente, aquelas criaturinhas que parecem flores voando na frente dos nossos narizes, o fato de a gente se desviar rapidamente de alguma coisa jogada na direção da câmera que filmou, isto é, em nossa direção. A tela do cinema parecia uma janela de onde a gente observava as coisas acontecendo ao vivo. Muito “maneiro”, como disse meu sobrinho de seis anos.
Mas independente da tecnologia de ponta utilizada para fazer o filme, recursos de última geração, efeitos especiais, da espetacular fotografia, da criatividade dos realizadores, impressionou-me sobremaneira a história. A mesma ganância, o imediatismo para transformar tudo em dinheiro, o egoísmo e a sede de poder a qualquer preço que vimos aqui no nosso velho mundo, na nossa maltratada Terra, a gente vê em Avatar. Alguns homens da Terra, depois de exauri-la, de arrancar tudo o que podiam tirar dela, agredindo a natureza e o meio ambiente, depois de matá-la, voltam-se contra um outro planeta, que tem alguma coisa de interesse deles, para destruí-lo, destruir seus habitantes e seu ambiente, suas coisas sagradas, seu habitat. Mas esse planeta é habitado por nativos lutadores e, embora suas armas sejam rudimentares, sua união, seus valores e seu senso de preservação e de preservação do seu planeta são muito fortes. E eles lutam e conseguem expulsar o invasor, que destrói antes de ser expulso, mas não consegue acabar com os nativos. E a Terra, quem vai nos impedir de tentar acabar de vez com ela? Onde está a nossa consciência, o nosso senso de preservação, a nossa responsabilidade para com nossos filhos e netos? A ficção nos abre os olhos para o fato de que estamos destruindo o futuro. (*) Luiz Carlos Amorim é Coordenador do Grupo Literário A ILHA em SC, com 29 anos de atividades e editor das Edições A ILHA, que publicam as revistas Suplemento LIterário A ILHA e Mirandum (Confraria de Quintana), além de mais de 50 livros. Editor de conteúdo do portal PROSA, POESIA & CIA. e autor de 25 livros de crônicas, contos e poemas, três deles publicados no exterior. Colaborador de revistas e jornais no Brasil e exterior – tem trabalhos publicados na Índia, Rússia, Grécia, Estados Unidos, Portugal, Espanha, Cuba, Argentina, Uruguai, Inglaterra, Espanha, Itália, Cabo Verde e outros, e obras traduzidas para o inglês, espanhol, bengalês, grego, russo, italiano -, além de colaborar com vários portais de informação e cultura na Internet, como Rio Total, Telescópio, Cronópios, Alla de Cuervo, Usina de Letras, etc. O autor assina, também, o Blog CRONICA DO DIA, em http://luizcarlosamorim.blogspot.com
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Comentários
Leo Réplica | Responder com citação | Citar
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