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| Anchieta e Gilmar Mendes divergem sobre risco de confronto na Raposa |
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Anchieta e Gilmar Mendes divergem sobre risco de confronto na Raposa
“Hoje, há um clima tenso. Seja qual for o resultado, deve ter conflito. O nível de acirramento está muito grande”, afirmou o governador. “Nos preocupa muito que interesses externos chamem a atenção da mídia internacional a Roraima pela possibilidade de um índio morrer lá”, acrescentou Anchieta Júnior, ao salientar que as próprias comunidades indígenas não têm consenso sobre o assunto.
O governador classificou como “imprevisível” o resultado do julgamento. Garantiu que o estado ajudará a cumprir qualquer determinação judicial, mas ressalvou que a responsabilidade por um eventual confronto será da Justiça Federal. “O governo estadual estará de prontidão para ajudar em qualquer das situações. A postura é de cumprir o que o STF determinar”, assinalou.
Em Teresina, o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, disse não acreditar na ocorrência de conflitos na terra indígena, que está sob patrulhamento de agentes da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança. "Não haverá resistência. Podemos ter aqui ou acolá críticas à decisão, mas ela, certamente, será cumprida”, garantiu. Em 27 de agosto, quando o julgamento foi iniciado, o relator, ministro Carlos Ayres Britto, votou pela manutenção da demarcação contínua, que implicaria na saída de todos os não-índios da reserva.
Hoje, Anchieta Júnior relativizou a posição do relator. “Uns gostam do azul, outros gostam do amarelo. É assim que se julga um processo”, disse. Para ele, as grandes extensões de terra de Roraima não podem colocar o estado em condição de ser comparado com outros mais privilegiados economicamente.
Marco Antônio Soalheiro
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