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| Roraima fecha 2011 com 169 casos de tuberculose |
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A Secretaria Estadual de Saúde Roraima (Sesau) registrou 169 casos de tuberculose em 2011. Em 2010, o número de notificações foi 152. Um aumento de mais de 10%. As informações são do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
Por concentrar a maior população do Estado, Boa Vista é responsável por mais de 51% dos casos. Foram 87 notificações, sendo cinco pacientes transferidos do estado do Amazonas e três reigressos. Alto Alegre é o segundo município com o maior número de novas detecções, 15. Dessas, mais de 93% são pacientes indígenas, isto é, 14. Já Pacaraima é o terceiro, com nove casos. Desses, quatro são indígenas. De acordo com a gerente do Núcleo de Controle da Tuberculose, Elba Lamounier, o aumento no número de detecções é reflexo do trabalho do Estado e dos profissionais dos municípios. “São mais ações realizadas no ano passado, como busca ativa e capacitações”, afirma. Elba destaca que ainda é preocupante o número de notificações feitas em unidades hospitalares. Só o Hospital Geral de Roraima (HGR) detectou 65 casos, ou seja, 38,5% do total de 2011. Hospital municipal de Normandia Ruth Quitéria, Casa de Saúde do Indio (Casai), Hospital Coronel Mota (HCM) e HGR notificaram juntos 82 casos, quase 50%. “A principal porta de entrada deveria ser Unidade Básica de Saúde”, informa. Na próxima semana, a Sesau vai se reunir com os profissionais da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) para definir o plano de ações para 2012, a programação da campanha de combate à tuberculose que será realizada em março e o estabelecimento de metas. Segundo Elba, os profissionais receberão instrumento de monitoramento, ou seja, será distribuído um manual atualizado com normas e recomendações do Ministério da Saúde (MS) relacionado à tuberculose, como diagnóstico, tratamento e indicadores para controle da doença. A mesma reunião será feita com as demais localidades. Os profissionais que atuam na saúde indígena participarão do encontro no dia 13 de fevereiro. Já os 14 municípios do interior de Roraima estão com o encontro marcado para dia 15 deste mês. Fatores de risco Toda pessoa com tosse com mais de três semanas deve procurar atendimento médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. O diagnóstico é simples e o medicamento é distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento dura no mínimo seis meses. Segundo Elba, qualquer pessoa está sujeita a contrair a doença. Por isso, é importante o diagnóstico precoce, pois quando tratada corretamente pode evitar o óbito. O paciente deve tomar os medicamentos todos os dias, sem interromper o tratamento mesmo que os sintomas tenham desaparecidos. Caso contrário a doença pode voltar de forma mais agressiva. Rebeca Alencar
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