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Joaci Luz é o novo diretor da Embrapa Roraima
 A Embrapa Roraima, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, em Boa Vista (RR), passou a ter um novo gestor. O pesquisador Francisco Joaci de Freitas Luz assumiu o cargo de chefe-geral nesta semana. Uma de suas principais propostas de trabalho é fortalecer o apoio da Embrapa a políticas para o desenvolvimento sustentável da agricultura em Roraima, alinhado ao atendimento de políticas federais para a Amazônia.

Para isso, estabeleceu algumas linhas de atuação como o fortalecimento da pesquisa em novas áreas do conhecimento e inovação tecnológica nas áreas de agroecologia, biotecnologia, compostos bioativos, substitutos de insumos agrícolas derivados do petróleo e no manejo florestal de uso múltiplo (madeireiro e não madeireiro). Além disso, pretende reforçar o apoio à validação e transferência de tecnologias para comunidades indígenas organizadas e para a agricultura familiar em áreas de assentamento, no Estado.

Essas linhas de atuação serão inseridas no planejamento da Unidade. Atualmente a Embrapa Roraima, como as demais unidades da Empresa, estão passando por uma fase de planejamento, com a elaboração do Plano Diretor da Unidade (PDU), que define e projeta sua atuação para os próximos quatro anos (2008-2011), tendo como referência o planejamento estratégico da Embrapa de 2008 a 2023, quando a Empresa completará 50 anos.

Parcerias

Joaci Freitas afirmou que sua gestão quer reforçar parcerias estratégicas para a Embrapa Roraima, no âmbito estadual, nacional e internacional. Isso inclui a articulação com outras Unidades da Embrapa na Amazônia e centros de pesquisa temáticos da Empresa, para reforçar competências na Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). Além disso, quer buscar uma maior integração com outras instituições que trabalham com PD&I na área agrícola no Estado, além da parceria com institutos internacionais de pesquisa visando o avanço do conhecimento.

Também pretende estabelecer parcerias em projetos de cooperação técnica e financeira com os órgãos que atuam em Roraima em áreas afins. Pretende ainda manter e ampliar a relação com as universidades públicas e privadas, no apoio a estágios curriculares, cursos de pós-graduação e na incubação de empresas de base tecnológica.

Outro aspecto importante nas parcerias internacionais é o empenho para atendimento a demandas de países vizinhos como Venezuela e Guiana, ação que faz parte das diretrizes estratégicas da empresa e do Governo Federal e que já vem ocorrendo inclusive com a implantação de um escritório da Embrapa em Caracas, na Venezuela, para cooperação técnica e transferência de tecnologias.

No ambiente interno da Unidade, o novo gestor disse que pretende fazer uma administração compartilhada, pautada na motivação para o trabalho e na efetivação da gestão por processos, além de melhorar e adequar a infra-estrutura do centro de pesquisa “aos novos paradigmas e desafios exigidos para a inclusão da Amazônia no cenário do desenvolvimento nacional”. Para isso, pretende buscar recursos do Plano de Aceleração e Crescimento (PAC) da Embrapa.

Joaci Freitas é pesquisador da Embrapa Roraima há 21 anos. Engenheiro agrônomo, concluiu em 2007 o doutorado em Agronomia/Produção Vegetal pela Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (Unesp), onde desenvolveu um estudo sobre a diversidade genética de pimentas do gênero Capsicum encontradas em Roraima.

O novo chefe-geral foi nomeado pelo presidente da Embrapa, Sílvio Crestana, e terá um mandato de dois anos, prorrogável por mais dois. O processo de seleção para chefe-geral nas unidades da Embrapa é um processo público que envolve análise de currículo, defesa de proposta de trabalho e avaliação de capacidade gerencial.

No final da tarde de segunda-feira, 19, foi realizada uma reunião com os empregados para transmissão do cargo. Joaci sucede o pesquisador Antônio Carlos Centeno Cordeiro, que dirigiu a Unidade nos últimos quatro anos e oito meses.

Na transmissão do cargo, Antônio Carlos Cordeiro fez uma retrospectiva de sua gestão, destacando a recuperação da capacidade de investimento da Unidade, que saiu de um orçamento anual de R$ 50 mil, há cinco anos, até chegar no ano passado com um orçamento em torno de R$ 2 milhões. Esse reforço foi possível, tanto com o incremento no orçamento da Embrapa quanto com a captação externa de recursos pela aprovação de projetos em editais propostos por pesquisadores e o aporte de recursos com emendas parlamentares.

Síglia Regina

 

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