Piracema: equipes de fiscalização apreendem carotes e malhadores
A Secretaria Municipal de Gestão Ambiental e Assuntos Indígenas (SMGA) está realizando a Operação Rio Livre. A intenção é coibir a pesca indiscriminada nos rios Uraricoera, Branco e demais cursos d’água localizados no Município de Boa Vista.
A operação começou 1º de março. Nos primeiros vinte dias de ação, as equipes conseguiram apreender 16 malhadores e 15 carotes. As apreensões ocorreram nos rios Urariquera, na altura da ponte (BR-174), e Branco, nas proximidades da Serra Grande. Os donos dos equipamentos de pesca não se encontravam nos locais no momento das apreensões.
Piracema A implantação da Operação Rio Livre coincidiu com o início do defeso da piracema que, obedecendo à legislação ambiental, vai do dia 1º deste mês até 30 de junho. Nesses quatro meses, fica proibida a pesca mediante o uso de explosivos, espinhéis, malhadores, carotes, entre outros.
A equipe de fiscalização terrestre, formada por um inspetor e guardas municipais, faz a fiscalização nas barreiras de entrada de Boa Vista. Essa equipe conta com apoio da Polícia Militar e Polícia Civil. O grupo que atua nos rios é formado por um piloto e quatro inspetores.
Tanto a equipe embarcada quanto a terrestre atuam buscando o elemento surpresa. O trabalho conta ainda com a parceria da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) e Femact (Fundação Estadual do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia).
Alerta
O chefe da Fiscalização Ambiental da Secretaria Municipal de Gestão Ambiental (SMGA), Edivaldo Victor de Lima, alerta aos “pescadores de fim-de-semana”, aqueles que pescam por hobby, que usem sempre em suas pescarias a linha de mão ou a vara.
“Qualquer pessoa encontrada pescando com outros apetrechos, como redes, espinhéis, ou explosivos, além da apreensão do pescado, ficará sujeita ao pagamento de multa que varia de R$ 700 a R$ 100 mil, acrescida de R$ 10 por quilo de pescado apreendido”, alerta Edvaldo.
Justificativa
Piracema é uma palavra indígena (tupi), que significa “saída para a desova”. Corresponde ao período em que os peixes se deslocam em cardumes, obedecendo a sinais emitidos pela natureza, em busca de locais apropriados para a reprodução.
A captura de peixes durante esse período põe em risco o processo de reprodução, prejudicando a renovação dos estoques. Isso será sentido nos anos subseqüentes, com a diminuição da quantidade de espécimes para a pesca.