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| Marilia ressalta os 78 anos do voto feminino no Brasil |
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A parlamentar disse que a mulher brasileira ganhou o direito de votar nas eleições nacionais, obtido por meio do Código Eleitoral Provisório, de 24 de fevereiro de 1932. Mesmo assim, a conquista não foi completa. O código permitia apenas que mulheres casadas (com autorização do marido), viúvas e solteiras com renda própria pudessem votar. As restrições ao pleno exercício do voto feminino só foram eliminadas no Código Eleitoral de 1934. No entanto, o código não tornava obrigatório o voto feminino. Apenas o masculino. O voto feminino, sem restrições, só passou a ser obrigatório em 1946. O direito ao voto feminino começou pelo Rio Grande do Norte. Em 1927, o Estado se tornou o primeiro do país a permitir que as mulheres votassem nas eleições. Segundo Marilia na política nacional, a primeira mulher eleita par ocupar um cargo foi Alzira Soriano, eleita prefeita de Lajes (SC), em 1928, pelo Partido Republicano. Mas ela não terminou o seu mandato. Em 3 de maio de 1933, a médica paulista Carlota Pereira de Queiroz foi a primeira mulher a votar e ser eleita deputada federal. Ela participou dos trabalhos na Assembléia Nacional Constituinte, entre 1934 e 1935. A primeira mulher a ocupar um lugar no Senado foi Eunice Michiles (PDS-AM), em 1979. Suplente, ela assumiu o posto com a morte do titular do cargo, o senador João Bosco de Lima. As primeiras mulheres eleitas senadoras, em 1990, foram Júnia Marise (PRN-MG) e Marluce Pinto (PTB-RR). Suplente de Fernando Henrique Cardoso, Eva Blay (PSDB-SP) assumiu o mandato dele quando o tucano se tornou ministro do ex-presidente Itamar Franco. Marilia Pinto disse que é favorável a uma maior participação das mulheres na política, que contribuirá com novas idéias para apresentar aos eleitores. “O voto feminino contribui com uma parcela muito grande com a melhoria da política brasileira e local”, disse a deputada. Fernando Heder
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