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Coluna Panorama Esportivo 23.06.14 – Wilson Barbosa

Seleção

O time contará com o retorno de Hulk no lugar do meio-campista RamiresApesar de ter comandado um treinamento sem a presença da imprensa (permitiu o acesso apenas durante os 15 minutos protocolares, no aquecimento do time), neste domingo, no Mané Garrincha, o técnico Luiz Felipe Scolari não fez mistério em relação à escalação da Seleção Brasileira para a partida contra Camarões. O time contará com o retorno do atacante Hulk no lugar do meio-campista Ramires. “Confio naquela equipe que coloquei em campo no primeiro jogo. Não vou fazer mudança alguma. Acho que devo continuar com quem iniciou a estreia”, comentou o comandante do Brasil, que tentará definir a sua classificação no grupo A da Copa do Mundo nesta segunda-feira, no encontro com a já eliminada seleção de Camarões. Felipão não utilizou Hulk no empate sem gols com o México porque o atacante, embora sem lesão muscular constatada, reclamava de dores na coxa esquerda.

Dificuldades

Com Ramires, a sua equipe encontrou dificuldades na transição da defesa para o ataque, apesar de o treinador ter notado evolução em comparação com a vitória por 3 a 1 sobre a Croácia. “Aprovo o desempenho dos jogadores até agora. Ainda não estamos no mesmo nível da Copa das Confederações, mas Copa do Mundo é uma competição diferente, mais forte. E respeito muito Camarões”, avisou Felipão. Ainda assim, o técnico não descartou mudanças para o futuro. “Dependendo do transcorrer do jogo, farei algumas alterações já testadas em jogos e treinamentos. E meus jogadores entendem que, se eu mudar mesmo mais para a frente, será pelo bem do grupo. Existe uma pessoa no comando do elenco, que lidera e deve fazer escolhas”, concluiu. Ao menos por enquanto, portanto, o time titular da Seleção Brasileira é o seguinte: Júlio César; Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar; Hulk, Fred e Neymar.

Confiança

O volante Paulinho não conseguiu se destacar nos dois primeiros jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, mas continua em alta com o seu comandante. O técnico Luiz Felipe Scolari garantiu que o jogador do Tottenham, da Inglaterra, irá se recuperar a partir da partida contra Camarões, nesta segunda-feira, no Mané Garrincha. “Confio cegamente no Paulinho. Gosto dele como jogador e o admiro profundamente como pessoa, pelo seu jeito e dedicação. Ele pode não estar no momento ideal, mas acho que será melhor contra Camarões”, previu Felipão. Paulinho foi eleito o terceiro melhor jogador da última Copa das Confederações, que terminou com a conquista brasileira, e convivia com elogios quando estava no Corinthians. A situação mudou depois que o volante se transferiu para o Tottenham. “Não vejo que o Paulinho tenha caído de produção. Ele está voltando a melhorar, já que vinha de dificuldades no seu time. A gente deve dar tempo ao crescimento”, discursou Felipão, paciente. Paulinho joga em uma posição em que o treinador convocou bastantes opções para montar a sua Seleção Brasileira. Entre elas, estão Hernanes, Ramires e Fernandinho.

Brasileiro

Com uma nota média de 9,6, o zagueiro David Luiz é o único jogador brasileiro na seleção da primeira metade da Copa do Mundo, pelo índice de aproveitamento criado pela Fifa. Segundo a entidade máxima do futebol, as notas são dadas de acordo com o aspecto positivo ou negativo que o atleta tem em sua equipe ao marcar ou sofrer um gol. O líder do ranking das 32 partidas disputadas até agora, em duas rodadas, é o atacante alemão Thomas Müller, com um 9,75. Os dois são acompanhados pelo goleiro nigeriano Enyeama (9,3); os defensores Mehrdad (Irã – 9,7),  Cameron (Estados Unidos – 9,6) e Jagielka (Inglaterra – 9,5); os meias Hector Herrera (México – 9,3), Shaqiri (Suíça – 9,06), James Rodríguez (Colômbia – 9,02) e Andre Ayew (Gana – 8,96); e o atacante holandês Van Persie (9,52). Uma curiosidade das estatísticas do site oficial Copa do Mundo é que a média de bola rolando diminuiu consideravelmente se compararmos ao Mundial realizado na África do Sul, há quatro anos.

Presidente

Embora esteja em Brasília no horário do jogo, a presidente Dilma Rousseff (PT) não deve ir hoje ao Estádio Mané Garrincha, optando por assistir à partida no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência. A decisão foi a mesma que vem sendo tomada pela maioria dos políticos na Copa: evitar ao máximo ir aos estádios. Reservadamente, eles admitem que o principal temor são as vaias e xingamentos, a exemplo do que ocorreu com Dilma na abertura. Hoje, embora seja a sede do Governo e do Congresso Nacional, Brasília não parecerá a cidade rodeada de figuras poderosas que é. Os presidentes da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não vão ao estádio. Esta semana, sequer haverá sessão no Congresso. Os principais ministros, a exemplo de Dilma, tampouco irão. Nas demais cidades, a prática tem sido idêntica. No Rio, à exceção do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), nenhum pré-candidato ao Palácio Guanabara foi aos dois jogos no Maracanã. Ao contrário de Pezão, Anthony Garotinho (PR), Lindbergh Farias (PT) e Marcelo Crivella (PRB) optaram por se manterem distantes.

Camarões

A seleção de Camarões já está eliminada da Copa do Mundo. Quase não veio ao Brasil por um desacerto nos valores de premiações. Convive com brigas internas dentro do seu elenco. Continua sem contar com o astro Samuel Eto’o, com dores no joelho direito, como titular. E, apesar de tudo, o técnico Volker Finke está esperançoso para a partida contra a Seleção Brasileira, nesta segunda-feira, no Mané Garrincha. “Nós nos preparamos como se fosse uma partida decisiva. Não deixamos nada de lado. Vamos jogar uma decisão”, afirmou o comandante alemão de Camarões, embora cabisbaixo com a série de problemas que enfrenta. “Estamos desmobilizados, mas ninguém que sair daqui deixando uma impressão ruim. Vamos mostrar a nossa cara e jogar pela reputação da nossa seleção”, insistiu.

Possibilidade

Finke acredita até que o fato de não ter mais possibilidade de ir às oitavas de final ajuda Camarões a se soltar diante dos anfitriões, que contam com um bom resultado para sacramentar a primeira colocação do grupo A da Copa. “Haverá uma pressão maior para o Brasil. Eles terão que controlar o jogo, sem se arriscar muito. Para nós, infelizmente, isso já não existe. Só queremos fazer uma boa partida”, disse. O treinador ainda garantiu que não é o único a pensar dessa forma na delegação de Camarões. O elenco também estaria animado para minimizar a má impressão deixada na Copa. “Conheço bem os meus jogadores. Sei que eles realmente querem dar o seu máximo. Foram dias difíceis depois de duas derrotas, mas conseguimos nos mobilizar de novo” afirmou.

Suspenso

O Comitê Disciplinar da Fifa anunciou nesta segunda-feira ter decidido suspender o volante camaronês Alexandre Song por três jogos pela expulsão no jogo diante da Croácia na última quarta-feira, válido pela segunda rodada do grupo A da Copa do Mundo. Em um contra-ataque no fim do primeiro tempo, Song acertou uma cotovelada nas costas de Mandzukic, que sequer com a bola estava e acabou sendo expulso pelo árbitro Pedro Proença imediatamente. O jogo ainda estava 1 a 0 para os croatas, que ainda fizeram mais três gols no segundo tempo. Como Camarões já está eliminado da competição, Song, de 26 anos, cumprirá um jogo de punição no duelo desta segunda contra o Brasil, na despedida da equipe deste Mundial, e o restante nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, da Rússia.

Chilenos

Depois de percorrer mais de 7 mil quilômetros entre Santiago e São Paulo, a caravana com mais de mil veículos chilenos que acompanha os jogos do Chile na Copa do Mundo se prepara para cair na estrada novamente. Desta vez, a aventura poderá levá-los a cruzar o Brasil, num percurso de mais de 3 mil quilômetros – ou quatro dias – até Fortaleza. A próxima etapa da Caravana Santiago – Brasil 2014 será decidida na Arena Corinthians nesta segunda-feira, quando o Chile disputa com a Holanda o primeiro lugar do grupo B, às 13h (de Brasília). Em caso de derrota, o comboio com mais de 3 mil chilenos segue para Belo Horizonte para ver “La Roja” jogar as oitavas de final. Mas, se vencer, seu destino será o Nordeste do Brasil.

Marcados

Se a primeira rodada da Copa do Mundo de 2014 impressionou pelo alto número de gols marcados (49, maior marca desde o Mundial de 1958), o segundo giro de jogos não ficou para trás. Em 16 jogos, foram 45 balanços de rede, média de 2,8 gols por partida (um pouco inferior aos 3,1 da primeira rodada) e, novamente, mais tentos que o Mundial da África do Sul, em 2010. Há quatro anos, esta mesma parte do torneio presenciou 42 gols (média de 2,6 por partida). A ofensividade da Copa do Mundo no Brasil é ainda mais chocante se comparada com os números dos outros Mundiais disputados com 32 seleções.

Rodadas

Desde que tal formato foi adotado pela Fifa, em 1998, nunca se anotou tantos gols nos 32 primeiros jogos. Após duas rodadas, a Copa do Mundo na França teve 80 gols; a na Coréia do Sul e Japão, 81; a na Alemanha, 75; e a na África do Sul, 67. Em solo verde e amarelo, foram incríveis 94 bolas na rede. A média total é de 2,94 gols por jogo (maior número desde os 2,97 tentos por partida da Copa de 1970, mundialmente famosa pelo chamado “jogo bonito”). Além do alto número de gols, a segunda rodada da Copa do Mundo de 2014 também teve outros fatos importantes. E alguns até históricos. Três estádios, por exemplo, bateram seus recordes de público nos últimos cinco dias.

Favorito

Cristiano Ronaldo ainda não jogou a toalha. Apesar da classificação portuguesa às oitavas passar por uma série de combinações (a melhor seria a vitória da Alemanha sobre os Estados Unidos e uma goleada portuguesa sobre Gana, de modo que a diferença de cinco gols no saldo a favor dos americanos seja anulada) ele ainda tenta manter a esperança. Na concorridíssima entrevista que concedeu na zona mista da Arena da Amazônia após o empate por 2 a 2 com os Estados Unidos, o melhor do mundo lembrou que o torcedor português não deveria ter a ilusão de que o time era um favorito ao título. “Diziam que seriamos campeões? Ficção. Nós, jogadores, sabíamos disso. Há equipes melhores do que nós e merecedoras do título”, disse o atacante do Real Madrid.

Classificação

Sobre algo mais urgente, a possibilidade de classificação para as oitavas, o astro disse que no futebol tudo é possível. “Está muito difícil, quase impossível. Mas tudo pode acontecer. Vamos buscar um resultado positivo no próximo jogo”, afirmou o confiante jogador. Ele disse não saber o motivo de Portugal não conseguir engrenar na Copa. Nem ter o poder de reação que mostrou, por exemplo, na repescagem contra a Suécia. “Não sei o que falhou. Não ganhamos e não há explicação para isso. Nos últimos tempos não temos jogado da maneira que esperávamos, embora déssemos o nosso melhor. Não foi falta de atitude”, lamentou. Cristiano Ronaldo também disse que não queria debitar aos seus problemas físicos a culpa dos insucessos. “Isso já está ultrapassado. Tentei aqui dar a cara o meu melhor, correr. Estou aqui de corpo e alma para ajudar. Daquilo que eu tenho não adianta falar, sempre sai notícias de meus problemas no joelho, tendinite, isso e aquilo”, concluiu.

Futuro 

Em sua terceira participação na Copa do Mundo 2014, Pernambuco recebe, nesta segunda-feira (23), uma partida decisiva para o grupo da Seleção Brasileira. México e Croácia se enfrentam a partir das 17h, em São Lourenço da Mata, no Grande Recife, para tentar garantir uma vaga nas oitavas de final da competição. Esta será a última partida das equipes pela primeira fase do torneio, e pelo menos uma delas seguirá no Mundial. O jogo deve receber uma invasão de estrangeiros, já que 70% dos ingressos foram vendidos para não brasileiros. A maioria dos compradores é formada por americanos e mexicanos, que representam, cada, 23% dos ingressos vendidos para a Arena Pernambuco. Os croatas compraram apenas 2,4% das entradas. O time que sair vencedor na partida automaticamente já estará classificado para as oitavas de final. O México, entretanto, joga apenas por um empate, assim como o Brasil, na partida contra Camarões, que acontece no mesmo horário, em Brasília. Se o jogo no Recife terminar empatado, as duas seleções se classificam apenas se o Brasil sofrer uma goleada histórica dos camaroneses.

Ingressos

Torcedores que tiveram ingressos para os jogos da Copa do Mundo furtados se queixam da falta de solução para o problema, como mostrou o Bom Dia Rio nesta segunda-feira (23). Algumas das vítimas não conseguiram uma nova impressão dos tíquetes no dia da partida. A publicitária Carla Teixeira e o engenheiro Luiz Felipe Moreira compraram os ingressos para a partida do Chile contra a Espanha em 2013 no site da Fifa. Mas quando eles estavam no portão C do Maracanã, na quarta-feira (18), tiveram as duas entradas do jogo levadas por ladrões. “Quando eu fui mostrar o ingresso que eu senti que ele não estava no meu bolso deu um desespero. Eu não sabia o que fazer”, contou Luiz Felipe Moreira. O casal comprou também outros cinco ingressos para jogos no maracanã. Mas a partir de agora os dois disseram que vão tomar mais cuidado. “Agora a gente vai usar um bolso interno, alguma coisa assim para não correr o risco de novo de perder os ingressos”, reforçou o engenheiro.

Analista

O analista de sistemas Leonardo Silva também teve o ingresso do jogo entre Chile e Espanha furtado, perto do portão A. Ele procurou a Polícia Civil e depois o posto da Fifa para tentar imprimir um novo ingresso, mas não conseguiu. “Eu fiz o boletim de ocorrência, procurei o setor da Fifa aqui no portão A, fiquei um tempo tentando fazer a reimpressão do meu ingresso, até que eles sinalizaram que tinha sido suspenso. Já que a gente é obrigado a fazer registro no site, informar todos os dados, então pelo menos que fosse possível fazer o upload da foto, para a foto da pessoa sair impressa no ingresso”, sugeriu Leonardo Silva. A Fifa informou que os ingressos podem ser reimpressos até a véspera da partida. Nos dias dos jogos, o serviço foi suspenso porque, segundo a Fifa, muitas pessoas estavam apresentando registros falsos de roubo para pegar um novo ingresso.

Inglaterra

O príncipe Harry, do Reino Unido, chega a Brasília nesta segunda-feira (23) para uma visita de uma semana ao Brasil e ao Chile. O herdeiro do trono inglês visitará o Hospital de Reabilitação da Rede Sarah. A assessoria do príncipe informou que ele deve conhecer pacientes, médicos e funcionários. Na sequência, Harry participará de uma atividade de canoagem com pacientes e professores. A embaixada britânica em Brasília não informou se Harry irá ao Estádio Mané Garrincha para ver o jogo entre Brasil e Camarões. A partida está marcada para as 17h. Na terça (24), o príncipe deve visitar Belo Horizonte (MG), local onde a seleção da Inglaterra vai treinar para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio, em 2016. À tarde, o herdeiro vai ao Estádio Mineirão ver a seleção de futebol do seu país se despedir da Copa. A seleção da Inglaterra foi eliminada da Copa do Mundo na última sexta-feira (20), com a derrota da Itália para a Costa Rica.

Arrancou

A seleção portuguesa só não foi eliminada matematicamente da Copa do Mundo porque arrancou um empate por 2 a 2 com os Estados Unidos aos 49 minutos do segundo tempo, em Manaus. É muito delicada, porém, a situação da seleção do melhor jogador do planeta na última temporada. O resultado – obtido com cruzamento de Cristiano Ronaldo e cabeceio de Varela – deixou a formação rubro-verde com um ponto, mesmo número de Gana, seu rival na última rodada do Grupo A. Alemanha e Estados Unidos, com quatro, dividem a primeira posição. Para sobreviver, o time dirigido por Paulo Bento precisa ganhar, torcer por uma derrota norte-americana para os alemães e tirar uma diferença de cinco gols no saldo. Em caso de triunfo dos Estados Unidos, seria necessário ultrapassar a Alemanha no saldo – algo irreal, pois a diferença hoje é de oito tentos.

Goleada

Na prática, a esperança de Ronaldo é uma nova goleada dos alemães, que fizeram 4 a 0 em seu time na estreia. O atacante teve mais uma atuação relativamente discreta – sem grande ajuda de uma equipe fraca, é verdade -, mas participou do lance que manteve alguma esperança. Os portugueses ganharam um gol de presente logo no início, em falha do beque Cameron aproveitada por Nani, mas erraram seguidamente pelo lado esquerdo da defesa, onde os Estados Unidos buscaram a virada. Praticamente no último lance, chegou o empate definitivo. 

Jogadores

Os cabelos dos jogadores da Copa do Mundo são uma atração à parte nas partidas. Há os tipo black power, com tranças ou totalmente raspados. Mas um corte especial tem chamado a atenção, não porque seja novo, muito pelo contrário, mas porque tem sido adotado por vários atletas de todas as partes do mundo: o corte militar, ou aqui também chamado de corte reco. Raspado com máquina 1 ou zero nas laterais, e com topetinho de várias alturas, o corte mereceu até matéria no New York Times há três anos, por conta do nome adotado nos EUA: Hitler Youth, ou seja, “juventude hitlerista”. Ok, vários jogadores alemães também adotaram o corte, mas o nome politicamente incorreto dos americanos não retrata nenhuma ligação com o nazismo. 

Adotado

O mesmo texto do NYT falava que o estilo era adotado por homens do mundo todo, e apenas nos EUA esta denominação pegou. Soldados, tanto alemães, quanto italianos e aliados, inclusive americanos, usaram na Segunda Guerra, mas muitos homens cortavam os fios dessa forma na década de 30, sendo ou não do exército, marinha ou aeronáutica. Ainda hoje, o corte é adotado por militares, quando optam por não raspar todo o couro cabeludo.  “Os militares não estão ligados no estilo ou para lançar moda, mas ao fato de ser prático”, afirma Júnior Carvalho, cabeleireiro da rede C.Kamura, de São Paulo.

Rachada

A Espanha que reinou no topo do futebol mundial nos últimos anos tem hora marcada para dar seu último suspiro: será às 13h desta segunda-feira, em Curitiba, quando o time entra em campo para enfrentar aAustrália em um jogo melancólico no Grupo B da Copa do Mundo. A partida não vale nada em termos competitivos – as duas seleções já estão eliminadas -, mas simboliza uma era dourada que chega ao fim de forma abrupta e amarga. Em um time que constantemente se definiu como uma “família” e conseguiu manter o bom ambiente em meio a tantas estrelas, o vestiário rachou de vez após a derrota por 2 a 0 para o Chile, no Maracanã, que selou a eliminação precoce. Xabi Alonso disse que faltou “vontade e fome de vencer” dos colegas; Fabregas se irritou publicamente com o técnico Vicente del Bosque por não ser titular e ouviu de volta que era “egoísta”. O clima é inédito na seleção após anos de calmaria e conquistas.

Portuguesa

O empate da seleção portuguesa com os Estados Unidos em 2 a 2, neste domingo, deixou Cristiano Ronaldo e companhia em situação delicada na luta pela classificação às oitavas de final da Copa do Mundo, o que fez a imprensa do país tratar a possibilidade de conquista da vaga como “milagre”. Com apenas um ponto e com saldo negativo de quatro gols, os lusos precisarão vencer Gana na quinta-feira, e torcer para que haja derrotado no duelo entre alemães e americanos. Se o ‘US Team’ perder o jogo por 1 a 0, a Seleção das Quinas precisará vencer quatro gols de diferença. A frase “Agarrados ao respirador”, algo que poderia ser traduzido para o português brasileiro como “respirando por aparelhos”, estampou a primeira página do jornal esportivo “O Jogo”.

Lamentou

A publicação lamentou a falta de resistência física dos jogadores, que permitiram a virada americana no segundo tempo. Outro jornal esportivo, o “Record” admitiu que “só por um milagre” a vaga nas oitavas será conquistada, até porque, um empate no jogo entre Alemanha e Estados Unidos bastará para ambas as seleções avançarem na competição. Portugal, goleada na estreia pelos tricampeões mundiais por 4 a 0, ontem chegou a sair na frente dos americanos, com gol de Nani aos 5 minutos do primeiro tempo. Na etapa complementar, Jermaine Jones e Clint Dempsey viraram o placar. Aos 50 minutos, Varela completou cruzamento de Cristiano Ronaldo e decretou a igualdade em 2 a 2.

Eliminados

A Copa do Mundo de 2014 está mais difícil do que o esperado para os campeões. No Brasil, zebras se multiplicam e decepções fazem com que apenas duas rodadas sejam suficientes para garantir a queda de três times que têm uma taça do mundo guardada da sala de troféus. A primeira fase ainda pode derrubar outros três deles, incluindo a Seleção Brasileira comandada por Luiz Felipe Scolari. A Espanha deu o primeiro e maior vexame da Copa do Mundo. Atual campeã da competição, bicampeã europeia e vice na Copa das Confederações, a equipe falhou feio no Grupo B e acabou derrotada duas vezes: primeiro, foi massacrada pela Holanda e levou 5 a 1; depois, sucumbiu ao Chile e perdeu por 2 a 0. Só uma goleada por seis gols de diferença sobre a Austrália pode evitar que essa seja a pior campanha espanhola na história da competição – em 1962 e 1966, caiu na primeira fase com apenas uma vitória e saldo de um gol negativo.

Derrotas

Os ingleses caíram também com duas derrotas, mas pelo menos têm o “desconto” de figurar no chamado “Grupo da Morte” da Copa do Mundo. Em ambos os casos perderam por 2 a 1: primeiro para a Itália, depois para o Uruguai – dois campeões mundiais. O problema é que essas duas equipes não fizeram exatamente sua parte, e agora só uma delas vai avançar à segunda fase no Grupo D: vão se enfrentar na terça-feira para “matar ou morrer”, com a vantagem sendo dos italianos, que podem até empatar. Isso ocorreu porque a Costa Rica, maior zebra da Copa até agora, venceu ambos os campeões e já garantiu vaga. Portanto, serão pelo menos três equipes com títulos que cairão na primeira fase. O grupo pode aumentar ainda mais, no entanto: França e Alemanha não estão matematicamente confirmadas nas oitavas de final, embora a situação esteja bem encaminhada. Até o Brasil corre riscos: fica com a vaga se empatar com Camarões na segunda-feira; se perder, terá de torcer pelo México contra a Croácia ou depender de diferença de saldo de gols.

Espanhóis

Os espanhóis não são os únicos campeões mundiais a cair na primeira fase no Brasil, mas alcançaram um seleto rol de seleções que, na Copa seguinte à que se sagraram campeões, não passaram da primeira fase. Esse grupo tem a Itália (1950 e 2010), Brasil (1966) e França (2002). O fracasso da Espanha impressiona porque a equipe estava em alta, mesmo após a derrota para o Brasil na Copa das Confederações. Para a outra equipe já eliminada, no entanto, o impacto é menor. Apenas duas seleções campeãs foram irretocáveis até agora na Copa do Mundo: Holanda e Argentina. Especialmente os holandeses, que, além de golear a Espanha, mostraram força para superar a ameaça de zebra imposta pela Austrália. Os argentinos garantiram vaga, mas não jogaram tudo o que prometem: venceram a Bósnia e sofreram para triunfar contra o Irã – foram pressionados e só fizeram gol nos acréscimos do segundo tempo.

(*) Wilson Barbosa é jornalista e cronista esportivo. Email: www.wilsonbarbosatreze@gmail.com

 

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