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Coluna Panorama Esportivo 15.07.14 – Wilson Barbosa

Comando

Felipão não é mais técnico do Brasil - Foto: DivulgaçãoEm contato o com o Terra, a assessoria de imprensa da entidade diz que nada é oficial, mas o anúncio do fim do trabalho de Felipão será feito ainda nesta segunda-feira, em entrevista coletiva de José Maria Marin no Estádio do Maracanã. Após entregar o cargo de técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari não continuará no posto. Fontes ligadas a CBF admitem que Felipão não permanecerá no comando do selecionado que encerrou a Copa do Mundo em casa na melancólica quarta colocação. A decisão se estende para o restante da comissão técnica, que contou com Carlos Alberto Parreira e Murtosa. Felipão havia dito que entregaria relatórios à entidade que comanda o futebol no País durante a entrevista coletiva que concedeu após a derrota por 3 a 0 para a Holanda, no último sábado, depois da disputa do terceiro lugar do Mundial. O técnico não pediu demissão e afirmou que sua continuidade no cargo dependeria da vontade dos dirigentes responsáveis pela confederação.

Imprensa

Destaque na capa de praticamente todos os jornais alemães, a conquista da quarta Copa do Mundo da seleção alemã foi muito celebrada no país. Em êxtase, as publicações dispensaram adjetivos para definir a vitória por 1 a 0 sobre a Argentina na decisão e simplesmente exaltaram os “campeões do mundo”. O termo foi usado no Bild e no caderno de esportes do Berliner Zeitung. O jornal da capital, em sua capa principal, simplesmente abdicou de qualquer manchete, ilustrando uma foto do capitão Philipp Lahm levantando o tão desejado troféu. Para o Die Welt, a ficha do triunfo pareceu ter demorado a cair. “É verdade!”, publicou o diário. “Que jogo, que luta, que drama”, classificou o jornal, também da capital Berlim. Já o Hamburger Morgenpost foi mais radical, invertendo a foto de capa e dizendo que “a Alemanha está de cabeça para baixo”.

Conquista

Apesar do gol salvador de Mario Götze no segundo tempo da prorrogação, a imprensa alemã evitou escolher uma única estrela para a conquista, optando por exaltar o todo o grupo comandado por Joachim Löw. Na Argentina, a confiança demonstrada no início da competição se transformou em decepção nas capas dos jornais. Entretanto, as publicações aplaudiram o esforço da equipe, que jogou de igual para igual com os alemães. “Gracias mundiales”, exaltou o Olé, afirmando que o sonho acabou, mas que “a Argentina encarou de frente a poderosa Alemanha e teve chances claríssimas”. O jornal ainda aproveitou para criticar a arbitragem, defendendo que deveria ter sido assinalado pênalti em uma dividida de Higuaín com o goleiro Neuer. “Argentina lutou até o final” foi o destaque no Clarín, que também lembrou o suposto pênalti não marcado para a Argentina. “Sem Copa, com orgulho”, elogiou o Lá Nación, que aproveitou para lembrar que “o time teve outra atuação convincente”.

Festejam

Nos vestiários após a vitória da Copa do Mundo no estádio do Maracanã, neste domingo, os jogadores alemães comemoraram com cerveja a conquista do tetracampeonato. Ainda com o uniforme utilizado em campo, os atletas aparecem sorridentes ao lado da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e do presidente Joachim Gauck. As fotos foram postadas no perfil oficial da Confederação Alemã de Futebol (DFB) no Twitter e no Instagram. “Somos campeões do mundo! Celebrando com a chanceler e o presidente”, era a legenda da imagem em que a taça é segurada por Schweinsteiger e Özil. Em outra foto, Merkel posa para selfie com o atacante Lukas Podolski, que não jogou contra Argentina na decisão de hoje. Com um golaço de Mario Götze aos 8min do segundo tempo da prorrogação, a Alemanha conquistou pela quarta vez a Copa do Mundo e pôs fim ao jejum de 24 anos para os alemães. É a primeira vez que o time conquista o título desde a reunificação do país: os outros três foram ganhos como Alemanha Ocidental, em 1954, na Suíça; em 1974, na Alemanha; e em 1990, na Itália.

Maracanã

A presidente Dilma Rousseff foi vaiada e hostilizada por torcedores antes de entregar a taça da Copa do Mundo ao capitão da seleção da Alemanha, Philipp Lahm, neste domingo, no Maracanã. Dilma, que já havia sido alvo de insultos da torcida na partida de abertura da Copa do Mundo, entre Brasil e Croácia, em São Paulo, foi vaiada ao aparecer nos telões do Maracanã mesmo durante a entrega de medalhas aos jogadores alemães. As vaias deram lugar a ofensas à presidente pouco antes da entrega do troféu a Lahm no estádio lotado com mais de 74 mil torcedores. “Ei, Dilma, vai tomar no c…”, gritaram torcedores no estádio, repetindo o insulto que já havia sido feito durante a final da Copa, vencida pela Alemanha por 1 x 0 sobre a Argentina.

Combates

Na Copa do Mundo de 2014, o número 10 da Seleção Brasileira estampou a camisa de Neymar, mas, na teoria, pesava às costas de Oscar, único meia convocado por Luiz Felipe Scolari com as características do jogador que é mundialmente pressionado para criar jogadas e carregar um time ofensivamente. O atleta de 22 anos do Chelsea, porém, não exerceu esta função no principal evento esportivo da temporada. Nos sete jogos mais importantes de sua carreira, mostrou-se mais efetivo na defesa do que no ataque. De acordo com as estatísticas da Fifa, Oscar foi o líder da Copa do Mundo em combates. Ele efetivamente partiu para cima de um adversário com o intuito de roubar a bola em 30 oportunidades. Em média, foram mais de quatro tentativas por partida. O número total é muito maior que o de qualquer outro jogador que entrou em campo nesta Copa do Mundo.

Vandalismo

O saldo da noite de violência vivida neste domingo em Buenos Aires é de 55 feridos e cerca de 70 detidos. Mas o tamanho do prejuízo ainda não foi calculado. Diversos bares, restaurantes e lojas das imediações do Obelisco, no centro da capital argentina, foram arrasados por grupos de jovens encapuzados. Tudo começou por volta das nove e meia da noite, quando um grupo de torcedores embriagados esqueceu o clima de festa, subindo nos semáforos da avenida 9 de Julho e tentando destruir o veículo de uma empresa de comunicação que fazia a cobertura do evento. Assustados, os demais cidadãos que foram até o local, muito deles com a família inteira, para festejar o vice-campeonato, tiveram que fugir buscando abrigo nos hotéis e restaurantes da zona. 

Informações

O quebra-quebra durou cerca de três horas, e a polícia metropolitana, a cargo da prefeitura de Buenos Aires, demorou para agir. Segundo informações do órgão, a Policía Metropolitana não pode atuar até receber a ordem da Policía Federal. Do outro lado, a Federal diz não ser um procedimento padrão que a Metropolitana tenha que esperar por sua liberação para interceptar uma situação de violência que ocorra na cidade. Os incidentes deixaram um cenário de guerra no local, que amanheceu coberto de estilhaços das vitrines quebradas, conteiners queimados, garrafas de bebida alcoólica e muito dos paralelepípedos usados para ferir policiais. Além de sinaleiras totalmente destruídas; uma das imagens divulgadas pelos meios locais mostra um dos vândalos pendurado em um semáforo e logo caindo de cabeça no chão, em cima da multidão.

Centroavante

Artilheiro da Copa das Confederações no ano passado e principal centroavante do futebol brasileiro na atualidade, Fred chegou à Copa do Mundo com a responsabilidade de ser o fazedor de gols da Seleção pentacampeã mundial dentro de casa. Seis jogos e muitos erros depois, o camisa 9 deixou o Mundial em baixa e com números horríveis e até certo ponto chocantes. De acordo com as estatísticas da Fifa, Fred simplesmente completou menos passes que 14 goleiros na Copa do Mundo. O atacante titular e dono da confiança de Luiz Felipe Scolari encerrou o Mundial com irrisórios 68 toques certeiros em seis partidas – ele foi reserva na decisão do terceiro e quarto lugares.

Goleiro

O goleiro brasileiro Júlio César, por exemplo, completou 130 passes, praticamente o dobro de Fred. O alemão Manuel Neuer, líder do quesito entre os arqueiros, por outro lado, acertou 244 passes, quase o quádruplo do comandante do ataque canarinho. Além dos dois, outros doze goleiros – teoricamente os jogadores que menos tocam a bola com os pés – superaram o camisa 9 do Brasil em passes completados. A maioria deles, aliás, disputou menos partidas que Fred. Isto prova que, de fato, o atacante brasileiro foi pouco participativo nos jogos desta Copa. Ele ficou muito tempo batalhando no ano passado contra lesões e retornou claramente distante de sua melhor forma. Marcou somente um gol no Mundial e acabou duramente criticado pela torcida e imprensa por não buscar a bola e se esconder atrás dos zagueiros rivais. Há os que dizem que a Brazuca não chegava a Fred. A verdade é que ele se só destacou por ter sofrido um pênalti polêmico na estreia contra a Croácia, além de ter encerrado a Copa como reserva de Jô.

Caçado

Neymar sofreu uma das entradas mais duras da Copa do Mundo de 2014. No duelo de quartas de final contra a Colômbia, em Fortaleza, recebeu uma joelhadas nas costas do colombiano Camilo Zuñiga,fraturou a terceira vértebra lombar e perdeu as duas últimas partidas da Seleção Brasileira no torneio. Logo, o defensor colombiano virou vilão nacional e sinônimo de jogador violento. O algoz canarinho, porém, fez somente metade das faltas que o astro brasileiro cometeu nesta Copa do Mundo. De acordo com as estatísticas da Fifa, Neymar foi responsável por oito infrações nas cinco partidas em que esteve em campo no Mundial. Por sua vez, Zuñiga ouviu o apito quatro vezes em quatro duelos. Para um defensor, o número do lateral colombiano é extremamente baixo. Por outro lado, o camisa 10 brasileiro provou que, além de apanhar muito, também sabe distribuir suas faltas.

Copacabana

Após o final do jogo entre Argentina e Alemanha, no Maracanã, neste domingo (13), o clima esquentou entre torcedores brasileiros e argentinos do lado de fora do Fifa Fan Fest, a arena instalada em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Dentro da arena, integrantes do Monobloco pararam o show e pediram calma aos “brigões”. Na saída do estádio do Maracanã também houve confronto entre brasileiros e argentinos. Um grupo, com cerca de 50 torcedores brasileiros, aguardava a passagem dos argentinos para fazer provocações. Em Copacabana, a equipe do G1 flagrou a confusão entre as torcidas. Garrafas de vidro foram lançadas dos dois lados. Uma pessoa chegou a ser detida pelos policiais militares durante a correria. Em um dos pontos da orla, a polícia militar chegou a usar gás de pimenta para acalmar os ânimos. Um torcedor brasileiro, com a bandeira argentina pintada no rosto, foi agredido por um torcedor.

Alemanha

A Alemanha acordou eufórica nesta segunda-feira (14), após uma noite de muita comemoração pelo quarto título mundial conquistado pela “Mannschaft”, com a vitória sobre a Argentina na final disputada no Maracanã, no Rio de Janeiro. Em Berlim, mais de 250 mil pessoas explodiram de alegria diante do Portão de Brandeburgo com o gol de Gotze, de apenas 22 anos, no segundo tempo da prorrogação e ao fim da partida. Este é o primeiro título mundial da Alemanha desde a reunificação do país, em outubro de 1990. A seleção retorna para casa na terça-feira e mais de 400 mil pessoas devem receber os jogadores no Portão de Brandemburgo, símbolo da Alemanha reunificada. A imprensa é só elogios para a equipe, em particular para Mario Gotze, autor do gol do título. O jornal Bild, o mais lido da Europa, tem como manchete “Louvado seja Gotze”, em uma brincadeira com a proximidade fonética do sobrenome do jogador com a palavra ‘Gott”, Deus em alemão.

Discorda

Maior jogador argentino de todos os tempos, Diego Armando Maradona segue como o herói do último título mundial de seu país. Lionel Messi teve a chance de liderar a seleção alviceleste ao tri em 2014, mas teve que se contentar com o vice-campeonato para a Alemanha e o prêmio de melhor jogador do torneio. A eleição do camisa 10, porém, não foi aprovada pelo maior nome da conquista de 1986. Maradona venerou Messi, mas discordou da premiação da Fifa. “Messi? Eu lhe daria o céu se possível”, disse o ídolo em seu programa de televisão na emissora venezuelana Telesur, antes de acrescentar: “mas não é certo quando alguém ganha alguma coisa que não deveria ter vencido apenas por causa de algum plano de marketing”.

Encerrou

Além de vice-campeão, Lionel Messi encerrou a Copa do Mundo com quatro gols. Eles, porém, foram marcados todos na primeira fase. A partir das oitavas de final, o maior brilho do camisa 10 foi uma assistência para Angel Di Maria no duelo diante da Suíça, na Arena Corinthians. Por sua vez, Arjen Robben, James Rodriguez e Thomas Müller tiveram desempenho mais regular. Além de cutucar a decisão da Fifa, Maradona também criticou uma intervenção do técnico Alejandro Sabella na grande decisão deste domingo. O treinador daseleção argentina no Mundial de 2010 não concordou com a substituição de Lavezzi por Aguero no intervalo da partida contra a Alemanha.

Repórter

O lateral direito Zabaleta foi um dos poucos jogadores argentinos que parou para conversar com a imprensa na zona mista, após a derrota para a Alemanha por 1 a 0, na final da Copa do Mundo, neste domingo, no Maracanã. Apesar da boa vontade, o jogador que concedeu entrevista apenas para os jornalistas argentinos acabou se irritando com uma indagação. O repórter questionou se o camisa 4 argentino se sentia culpado pelo gol anotado por Mario Götze, já no segundo tempo da prorrogação. Na jogada, o lateral estava na marcação do atacante Schürlle, quando ele acertou o passe por cima do jogador do Manchester City. Na sequência, Götze dominou no peito e anotou o gol em cima de Romero. 

Entrevista

Bastante bravo, Zabaleta abandonou a entrevista, passou pelos demais jornalistas e, no meio da zona mista, virou de longe para o repórter que fez a pergunta e disse: “você é um desorientado”. Depois ainda esbravejou: “seu filho de uma p…”. Além do jogador apenas mais quatro jogadores pararam para falar com os jornalistas: o zagueiro Demichelis, o volante Mascherano, o meia Messi e o atacante Aguero. Destes, apenas Mascherano ficou mais que 10 minutos na zona mista. Cabisbaixos, os demais jogadores saíram com um semblante bastante abatido. Um dos que mais sentiu a derrota foi o goleiro Romero, último jogador a deixar o vestiário no Estádio do Maracanã. 

Arbitragem

O fim do sonho do tricampeonato da Argentina foi bastante lamentado na imprensa do país sul-americano, normalmente provocativa e brincalhona. Logo após a derrota por 1 a 0 para a Alemanha na prorrogação da final disputada no Maracanã, no Rio de Janeiro, os principais sites esportivos do país mostraram chateação e inconformismo com um suposto pênalti em Higuaín. O Olé, maior publicação esportiva da imprensa do país, decretou o sentimento na manchete: “o mundo vem abaixo”. Logo depois, trocou para “nos roubaram a ilusão”. No texto sobre a partida, a lamentação também era evidente. “Dói. E como vai doer. Passada a dor, tem que aplaudir estes homens”, cita. Ainda assim, houve espaço para reclamação e ressentimentos. “Götze meteu um golaço quando a Alemanha não merecia”, desdenharam. O árbitro italiano Nicola Rizzoli também sofreu com reclamações: “o árbitro italiano não deu um pênalti claríssimo em Higuaín”, em alusão ao choque de Neuer com o atacante.

Lamentou

Já o Clarín também mostrou o mesmo sentimento. “O sonho argentino se frustrou com gol na prorrogação”, lamentou. Críticas ao árbitro também apareceram: “Argentina desperdiçou boas chances quando a partida estava igualada e ademais o árbitro ignorou um pênalti em Higuaín”. Ainda assim, o periódico mostrou orgulho e relatou que a “Argentina ficou sem troféu, mas com o peito inflado e a cabeça bem alta”. A publicação La Nación, por sua vez, exibia um vídeo na capa de seu site do lance que Neuer se choca com o atacante Higuaín na área. “O pênalti para a Argentina que o árbitro não viu”, manchetava. 

Europeia

A vitória da Alemanha na prorrogação por 1 a 0 sobre a Argentina, no Estádio Maracanã, neste domingo, resultou no primeiro título de uma seleção europeia em uma Copa do Mundo disputada nas Américas. Das 20 edições da competição organizadas até hoje, oito foram sediadas por países das América do Sul, Central ou do Norte. Das sete primeiras, o Brasil venceu três, com Uruguai e Argentina conquistando duas cada. Por outro lado, a Seleção Brasileira é a única americana a ser campeã na Europa. De dez edições realizadas no continente europeu, apenas a de 1958, na Suécia, foi vencida por um país do outro lado do Oceano Atlântico. Na ocasião, o Brasil derrotou os anfitriões suecos na decisão por 5 a 2, com direito a dois gols de Pelé.

Clandestina

A polícia chinesa desmantelou uma rede de apostas clandestinas envolvendo as partidas da Copa do Mundo do Brasil e que movimentava mais de 2 bilhões de euros, informou a imprensa oficial. As apostas são proibidas por Pequim, com exceção que sejam gerenciadas pelo governo, que usa os lucros obtidos para fazer obras de caridade. Mas, na prática, os escritórios e sites de apostas clandestinos, que propõem números mais atraentes que os bookmakers oficiais, são bastante ativos, principalmente durante um Mundial, o que resulta numa série de operações policiais. “Cento e oito pessoas foram detidas”, informou o jornal Guangming Ribao, citando cifras da polícia, que não indica o número de grupos desmantelados.

Manipuladas

As cifras manipuladas por estas redes são impressionantes, mas provavelmente representam apenas uma pequena parte das quantias apostadas de forma ilícita na China durante a Copa de 2014, que gerou enorme paixão no público do gigante asiático. Segundo os especialistas do setor, as apostas clandestinas superam amplamente as que são feitas de forma legal. Segundo estimativas publicadas pela imprensa chinesa, os bookmakers oficiais devem ter registrado apostas de mais de 10 bilhões de iuanes no total (1,2 bilhão de euros) ao longo de toda a competição.

Eliminatórias

Depois de um ciclo afastado, o Brasil voltará a disputar as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018 em uma edição que promete muitos obstáculos diante do que ocorreu no Mundial de 2014. As seleções sul-americanas mostraram grande força no torneio e, embaladas pela comoção gerada em seus países, têm tudo para elevar e muito a dificuldade por uma das quatro vagas diretas. A Conmebol ainda não oficializou como será o formato da disputa do torneio, o que deve ocorrer até o fim do ano. A Federação Peruana propôs um sistema novo, que teria início em 2016. Porém, se o formato utilizado desde a qualificação para Copa de 1998 for mantido é provável que já em setembro de 2015 o Brasil tenha compromissos pelo torneio.

Adversários

Independente da opção, a Seleção encontrará adversários que mostraram na Copa um poder de competitividade muito grande. OEquador foi o único a não se classificar para as oitavas. Uruguai eChile caíram em confrontos contra outros sul-americanas, assim como a Colômbia nas quartas. A Argentina chegou à decisão do Mundial. Para chegar à semifinal, o Brasil teve que superar uma mini Copa América marcada por jogos equilibrados e muito quentes. Os duelos diante de chilenos e colombianos foram os campeões em faltas do Mundial e acirraram uma rivalidade que será revista nas Eliminatórias.  Contra o Chile, histórico freguês, a Seleção esteve muito perto da eliminação em uma bola na trave de Pinilla e só passou de fase nos pênaltis. Os colombianos ofereceram menos resistência, mas quase empataram a partida em um lance com Yepes milimetricamente impedido e pressionaram os donos da casa nos minutos finais.

Arrumando

Assim como boa parte dos argentinos que vieram ao Rio de Janeiro para acompanhar a final da Copa entre Argentina e Alemanha, Cristian Ferme, de 32 anos, passou parte da manhã desta segunda-feira arrumando as malas, após a derrota por 1 a 0. No Terreirão, área disponibilizada pela prefeitura carioca para acampamento, antes lotada, argentinos desmontavam barracas e se preparavam para retornar ao país. Cristian chegou ao Brasil no sábado, vindo de Buenos Aires, após 40 horas de viagem de ônibus. Decidiu embarcar para o Rio de Janeiro assim que a Argentina venceu a Holanda, na quarta-feira, nos pênaltis, e se classificou para a final do Mundial após 24 anos. Sem o tricampeonato, planeja pegar o primeiro ônibus de volta para o país. “Estamos todos muito tristes, poderíamos ter vencido”, disse.

Balanço

Com seu nome confirmado na entrevista de balanço da Copa do Mundo de 2014, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, não compareceu ao evento. Coincidentemente, a ausência de Marin, que também acumula a função de presidente do Comitê Organizador Local da Copa (COL), acontece horas depois de vazar a notícia de que o técnico Luiz Felipe Scolari não permanecerá no comando da Seleção Brasileira. A notícia foi confirmada pelo Terra com fontes ligadas a entidade máxima do futebol brasileiro. Marin aceitou o pedido de demissão de Scolari, feito depois da derrota diante da Holanda, no último sábado. Junto com Felipão deixam a Seleção toda sua comissão técnica, incluindo o coordenador técnico Carlos Alberto Parreira. 

Confirmado

Outro nome que estava confirmado na entrevista realizada no Maracanã e que não compareceu foi o ex-atacante Ronaldo, um dos membros mais importantes do COL. Sem a presença dos dois, a entrevista que marcou o fim da Copa do Mundo contou com a presença do presidente da Fifa, Joseph Blatter, do secretário geral da Fifa, Jérome Valcke, do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, do CEO do COL, Ricardo Trade, além de Luis Fernandes, secretário-executivo do Ministério do Esporte. Logo no início da entrevista, Trade tentou explicar a ausência de Marin na entrevista. “O presidente Marin não pôde aparecer, pois teve que ir para São Paulo”. O presidente da CBF esteve presente na decisão da Copa do Mundo, que acabou com vitória da Alemanha sobre a Argentina, por 1 a 0, com gol na prorrogação. Marin, inclusive, ajudou a entregar as medalhas aos argentinos e alemães.

(*) Wilson Barbosa é jornalista e cronista esportivo. Email: www.wilsonbarbosatreze@gmail.com

 

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