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Coluna Panorama Esportivo 01.12.14 – Wilson Barbosa

Empate

As duas equipes ficaram apenas no empate neste domingo - Foto: Sirli Freitas / Agencia RBSNeste domingo, sob o forte calor de Chapecó, a Chapecoense arrancou um empate em 1 a 1 com o campeão Cruzeiro. Apesar da distância entre as duas equipes na tabela, o placar não modifica as situações de ambas, uma vez que a Raposa já é campeã brasileira por antecipação, e o Verdão não corre mais riscos e está garantido na elite do futebol nacional no ano que vem. Com o resultado na Arena Condá, a Chape permanece na 14ª posição, na marca dos 43 pontos. Já o time mineiro segue estacionado com 77, com o título garantido independentemente do resultado da próxima – e última – rodada.

Goleada

A vitória por 5 a 2 em cima do Corinthians tinha tudo para ser uma goleada para garantir a tranquilidade nas Laranjeiras, mas o fim da partida trouxe à tona uma realidade: despedida de vários jogadores. Questionado por alguns torcedores, o atacante Fred não escondeu que ficou chateado com o protesto de 10 torcedores após o treino de sábado. “O meu problema sempre foi resolvido de forma clara e sei passar na adversidade. Faço um pedido ao futebol carioca e ao Fluminense. Temos oito jogadores que estão saindo e teremos perdas grandes. A torcida, que não é de verdade, é um bando e não representa a grande torcida tricolor. Tenho 20 meses de imagem atrasado e nunca reclamei. Todo mundo vai sair, mas quero ver dar a cara para bater? Pelo que estou sentindo estão querendo eu vá embora”, destacou Fred. O lateral Carlinhos levou cartão amarelo contra o Corinthians e não enfrenta o Cruzeiro. Na saída do campo, o jogador dava o tom de despedida do Fluminense após quatro anos e meio, com direito a conquista de dois Campeonatos Brasileiros.

Supera

Não foi fácil, mas o Coritiba derrotou neste domingo o Atlético-MG na Arena Independência e garantiu a permanência na primeira divisão do Campeonato Brasileiro em 2014. Um gol de Carlinhos no início do confronto da penúltima rodada da competição e outro de Leandro Almeida no fim deram a vitória por 2 a 1 ao time paranaense, que contou com uma grande atuação do goleiro Vanderlei. Pedro Botelho fez o gol dos donos da casa. O resultado fez o Coritiba subir para o 14º lugar na tabela, com 44 pontos, seis a mais que o Vitória, primeiro time da zona de rebaixamento. O Atlético-MG, já classificado para a Libertadores de 2015, é o sexto colocado, com 61 pontos.

Encarando

O Atlético-MG se despede desta edição do Campeonato Brasileiro no próximo domingo, às 17h (de Brasília), encarando o rebaixado Botafogo no Estádio Mané Garrincha. Já o Coritiba recebe o Bahia no Couto Pereira no mesmo dia e horário. O Coritiba saiu na frente no placar logo aos 6min do primeiro tempo, quando Dudu cruzou para o pequeno Carlinhos cabecear no contrapé de Victor e abrir o placar. Satisfeito com o resultado, que garantia o time na Série A por mais uma temporada, o clube paranaense recuou e passou a sofrer com a pressão do campeão da Copa do Brasil, mas aguentou as investidas dos anfitriões e garantiu a permanência por mais um ano. Foi em um contra-ataque que os comandados de Marquinhos Santos garantiram a vitória no segundo tempo, com gol de Leandro Almeida. Aos 44min, Pedro Botelho descontou para os donos da casa.

Classificação

Sem chances de classificação à próxima edição da Copa Libertadores e livres do rebaixamento, Atlético-PR e Goiás se enfrentaram neste domingo em confronto da penúltima rodada do Campeonato Brasileiro. Na Arena da Baixada, os paranaenses levaram a melhor por 1 a 0, com gol de Marcelo. A vitória isolou o clube rubro-negro na oitava colocação do torneio, com 53 pontos. Já o Goiás ficou estacionado no 14º lugar, com 44 pontos. Os paranaenses emendaram a segunda vitória consecutiva na competição, pois haviam derrotado o Bahia na rodada anterior. Na rodada derradeira do Campeonato Brasileiro, o Atlético-PR viaja a São Paulo para encarar o Palmeiras no Allianz Parque. O Goiás, por sua vez, recebe no Serra Dourada a Chapecoense. Ambas as partidas serão realizadas no próximo domingo, às 17h (de Brasília). Sem mais objetivos na temporada, as duas equipes fizeram um primeiro tempo morno na Arena da Baixada. Foi apenas na etapa complementar que o jogo esquentou, quando Marcelo foi lançado em velocidade pela esquerda, entrou na área e fuzilou Renan para abrir o placar aos 17min.

Arquibancada

Mano Menezes repetiu, na derrota por 5 a 2 do Corinthians para o Fluminense, algo que tem feito com frequência nos estádios com arquibancada perto do campo. Quando Fred se preparava para bater o pênalti que abriria 3 a 1 para a formação tricolor no Maracanã, discutiu com um torcedor atrás do banco. “Pode deixar que, já, já, eu vou sair”, disse o técnico, de acordo com a transmissão da TV Globo. A frase foi imediatamente ligada ao futuro do gaúcho, que está em fim de contato e dificilmente permanecerá na agremiação do Parque São Jorge na próxima temporada. Questionado sobre o assunto após a partida, Mano negou que estivesse confirmando sua saída do clube ao término do Campeonato Brasileiro. “Eu estava me referindo à expulsão, estava prevendo a expulsão. Conheço o que estava acontecendo dentro do campo”, afirmou.

Despedida

A festa para a despedida de Kaká do Morumbi foi bonita, o jogo que marcou o adeus do meia não. Apesar do empate por 1 a 1 contra o Figueirense na tarde deste domingo, o camisa 8 do time tricolor agradeceu o apoio da torcida e de seus companheiros: “Emocionante os companheiros me cumprimentando, a torcida me aplaudindo. Está sendo uma semana toda especial. Fica a imagem de quarta-feira. Ser eliminado de uma competição internacional e a torcida chamando o time de guerreiro”, afirmou, referindo-se à queda para o Atlético Nacional de Medellín na semifinal da Copa Sul-Americana. Enquanto o meia falava na beira do gramado, o placar do Morumbi mostrou a frase “até logo, Kaká”. Além dos agradecimentos, Kaká deu esperanças ao torcedor são-paulino e deixou seu futuro em aberto. “Agora tenho um contrato com Orlando de três anos. Não é hora de falar em volta. Mas o futuro a Deus pertence”, afirmou.

Rebaixamento

Ao longo de 2014, os números do Botafogo dentro de campo foram péssimos. Só no Campeonato Brasileiro o time sofreu 22 derrotas, empatou 6 vezes e venceu apenas 9 jogos. Tem o terceiro pior ataque da Série A. Mas não é exatamente isso que explica o rebaixamento do time, definido matematicamente neste domingo com a derrota para o Santos. O que realmente explica é a má gestão fora de campo. Problemas na gestão de Mauricio Assumpção fizeram a estrela solitária ser apagada e ir para a Série B novamente. O ano de 2013 deu uma grande chance para o Botafogo evoluir: no ritmo do holandês Clarence Seedorf, o time se classificou para a Copa Libertadores e poderia crescer em 2014. Mas aconteceu exatamente o contrário: o Botafogo caiu na fase de Grupos da Copa Libertadores, ficou em 9º lugar no Campeonato Carioca e agora está rebaixado.

Esperanças

Se entrou na Arena Fonte Nova para enfrentar o Grêmio, neste domingo, praticamente rebaixado à Série B do Campeonato do Brasileiro, o Bahia saiu dela com as esperanças renovadas. Contando com atuação aquém do esperado dos comandados de Luiz Felipe Scolari e demonstrando muita vontade para superar as próprias limitações técnicas, o time tricolor baiano triunfou por 1 a 0 e respirou na batalha contra o descenso à Série B. Isto porque os resultados da 37ª rodada da competição nacional garantiram ao Bahia o melhor cenário possível na parte de baixo da tabela: Palmeiras e Vitória perderam, e ele, Bahia, venceu. Assim, apesar de ter permanecido na 18ª colocação do Brasileiro, subiu aos 37 pontos e agora está a apenas dois da saída da degola. A missão para escapar do rebaixamento, contudo, segue muito dura: no próximo fim de semana, o time comandado por Charles Fabian precisa vencer o Coritiba fora de casa e ainda torcer para derrota do Palmeiras e no mínimo um empate do Vitória.

Renovação

A tranquilidade com que Denis comentou no domingo sobre a nova prorrogação de contrato de Rogério Ceni não foi à toa. O substituto natural do camisa 1 do São Paulo foi pego de surpresa com a notícia de que terá que esperar mais para assumir a posição, mas reagiu com naturalidade por ter sido tranquilizado por dois membros da comissão técnica. O primeiro papo foi com Anahy Couto, psicóloga do clube. Depois, o goleiro reserva também ouviu algumas palavras do técnico Muricy Ramalho, que não imaginava que o titular desistisse da aposentadoria e, há um mês, chegou a bancar Denis como o titular a partir de janeiro. “Tem que disputar campeonato para mostrar o trabalho dele. Ele é o goleiro para começar 2015”, disse, no fim de outubro. No ano passado, quando Ceni também tinha dúvida se iria ou não a encerrar a carreira, o reserva admitiu que torcia para que a decisão fosse afirmativa. “Vou ser bem sincero, porque acho que minha hora chegou. Já vou fazer 27 anos, e acho que está na hora de jogar”, justificou-se. Desta vez, no entanto, a definição já tinha sido anunciada pelo dono da posição com muita antecedência, em abril, e foi alterada novamente.

Temporada

O técnico Argel Fucks não poupou elogios à equipe do Figueirense – que nesta tarde empatou em 1 a 1 com o São Paulo, no Morumbi. Feliz com a temporada do time na Série A do Campeonato Brasileiro, o treinador fez questão de ressaltar que uma derrota neste domingo seria completamente injusta. O gol do Figueira saiu depois de uma vacilada de Rogério Ceni fora da área e foi marcado pro Mazola. “O Figueira é grande para poder jogar uma competição Sul-Americana. A nossa equipe teve uma postura espetacular. Para quem gosta de futebol bem jogado, com lances bonitos, bolas na trave, as duas equipes se entregando de uma forma espetacular, tenho um orgulho muito grande dos meus soldadinhos. Parece que não acaba a sede deles, a determinação é muito grande. É um time que joga com a faca nos dentes, jogamos para ganhar o jogo, tivemos oportunidades para matar a partida. Mesmo ao levar o gol, não ficamos atrás. Seria uma injustiça se perdêssemos hoje”, disse Argel.

Incentivo

A famosa “mala branca”, incentivo financeiro que jogadores e equipes recebem para correr um pouco mais atrás da bola, foi um dos principais assuntos do noticiário do Campeonato Brasileiro durante a última semana. Equipes em situação difícil na luta contra o rebaixamento poderiam estar preparando o incentivo aos times que jogariam contra seus adversários contra o rebaixamento. Uma das equipes que supostamente poderia ser alvo da mala branca era o Flamengo, que enfrentou o Vitória neste sábado em Manaus. Após a sonora goleada de 4 a 0 sobre os baianos, o técnico Vanderlei Luxemburgo foi enfático na negativa de qualquer incentivo e culpou a imprensa por espalhar os boatos. “A gente tem cada história aí de mala branca. Eu quero lá saber se o Flamengo tem que ganhar do Vitória por causa do Palmeiras? Se o Palmeiras está nesta situação, é por culpa dele. O Flamengo mostrou que não precisa de mala branca, não. Nós jogamos pelo Flamengo, que é quem paga nosso salário”, esbravejou Luxa.

Questionado

Quando questionado sobre as oportunidades de colocar alguns jogadores pouco utilizados para jogar em Manaus, o treinador admitiu que pôde fazer algumas observações e fez questão de comentar o caso do zagueiro equatoriano Frikson Erazo. “O cara é titular de uma seleção, já jogou Copa do Mundo, tem experiência. Não é porque errou em uma partida que tem que ser execrado. A gente tem que avaliar. Se ele vai ficar ou não, é outra coisa”, disse o treinador, que também citou Anderson Pico, Lucas Mugni, Elton e Marcelo como jogadores observados na partida. O treinador disse que ainda não tem definida a programação para o compromisso final da temporada, diante do Grêmio em Porto Alegre. A partida está inicialmente marcada para o domingo, mas pode ser antecipada para sábado caso o Grêmio não esteja mais na disputa por uma vaga na Libertadores. O volante argentino Canteros é desfalque certo, já que recebeu o terceiro cartão amarelo no duelo deste sábado e terá de cumprir suspensão.

Lanterna

O já rebaixado Criciúma recebeu o Sport neste domingo na despedida do estádio Heriberto Hülse ao Campeonato Brasileiro da Série A. Com dois gols de Lucca para o Tigre, e Patric e Ewerton Páscoa para o Leão, o placar ficou no 2 a 2 nesta 37ª rodada. Ainda na lanterna, o Criciúma tem 32 pontos e a única aspiração ainda é terminar o campeonato na 18ª posição, mas pra isso precisa torcer contra Botafogo e Bahia neste domingo. O Sport dorme como 10º na tabela, com 49 pontos, e ainda quer a Sul-Americana de 2015. A bola mal rolou no estádio Heriberto Hülse e Patric já colocava o Sport com a vantagem no placar. Logo aos oito minutos do primeiro tempo, Joelinton recebeu a bola e rolou para o lateral, que chegou de trás batendo firme, sem chances para o goleiro adversário. Com o resultado parcial, o Criciúma resolveu lançar-se mais ao campo de ataque, mas não deu certo.

Explosiva

A expulsão do técnico Mano Menezes no jogo com o Fluminense foi o estopim de uma relação explosiva com o árbitro Wilton Pereira Sampaio, o mesmo que se envolveu na polêmica do caso Aranha, no Olímpico. Mano disparou contra a arbitragem e deixou claro que não conseguiu segurar a revolta dos jogadores. “O que descontrolou foram as duas penalidades, que foram muito próximas uma da outra. Revi as imagens e sigo achando que não foram pênalti. O árbitro estava com vontade de marcar e marcou rápido. Desde o início do jogo, a arbitragem sempre errou para o outro lado. O segundo pênalti foi fora da área, mas é um lance de interpretação. Os jogadores estavam nervosos e tentei acalmá-los no vestiário, mas é difícil controlar”, admitiu o treinador corintiano, que criticou a postura do time no fim do primeiro tempo. O Corinthians não depende apenas do seu resultado para chegar à fase direta da Libertadores. Com isso, o time precisará vencer o Criciúma, domingo, na Arena Corinthians, e torcer por um tropeço do Inter diante do Figueirense. 

Transição

“Iniciamos bem o jogo, com controle, chegando na frente com frequência, fizemos o gol e tivemos chance de fazer mais. Depois, da metade do primeiro tempo pra frente, começamos a errar na transição do jogo. Ora pela opção da jogada errada ou pelo toque de calcanhar desnecessário. Com isso, o Fluminense cresceu e foi pra cima empatando o jogo, o que deu mais tranquilidade. Estes erros custaram caro. No segundo tempo, voltamos muito bem e perdemos três oportunidades de gol. Por detalhes, por escolha ou por mérito do Cavalieri não fizemos o nosso gol”, avaliou Mano Menezes. Quem também ficou insatisfeito com a atuação de Wilton Pereira Sampaio foi o goleiro Cássio, que pediu punição ao juiz. “Houve erros da arbitragem. Ele entrou pressionado por outros times, que falaram a semana inteira. A gente precisa tomar cuidado com o que fala, porque a punição acontece. Eles estão errando bastante, apitando mal, e não são punidos”, desabafou o goleiro.

Mandatário

A principal promessa do dirigente é nesta nova gestão fazer o oposto da primeira: montar um time competitivo, capaz de disputar grandes títulos. Além do péssimo desempenho em clássicos, o Palmeiras só ganhou entre 2013 e 2014 a Série B. O plano, porém, não o fará abrir mão da austeridade que tanto defende no clube. “O Palmeiras não vai cair, independente do jogo de hoje ou do próximo fim de semana, o Palmeiras não vai cair. Temos de fazer um trabalho que possa possibilitar a Sociedade Esportiva Palmeiras estar sempre forte, sempre competitiva, não pode ser coadjuvante, tem que ser sempre protagonista nos campeonatos que participa”, falou o presidente em entrevista na Academia de Futebol, durante o intervalo do jogo contra o Internacional.

Promessa

A principal promessa do dirigente é nesta nova gestão fazer o oposto da primeira: montar um time competitivo, capaz de disputar grandes títulos. Além do péssimo desempenho em clássicos, o Palmeiras só ganhou entre 2013 e 2014 a Série B. O plano, porém, não o fará abrir mão da austeridade que tanto defende no clube. “O futebol do Palmeiras tem que ser sempre competitivo, o que aconteceu neste ano é óbvio estava completamente fora de qualquer plano, o que o torcedor pode esperar é um time competitivo e para disputar títulos nos campeonatos que participar, mas da mesma forma eu tenho um estilo de responsabilidade e não vou ficar comprometendo as finanças futuras do clube, porque tenho um respeito aos futuros gestores da Sociedade Esportiva Palmeiras, mas não significa que não possamos ter um time competitivo para disputar títulos no ano que vem”, afirmou.

Chuteiras

A vitória por 2 a 1 diante do Atlético-MG neste domingo, no Estádio Independência, garantiu matematicamente a permanência do Coritiba na Série A do ano que vem, chegando aos 41 pontos. E também marca o penúltimo jogo do meio-campista Alex na carreira. Contra o Bahia no próximo domingo, no Estádio Couto Pereira, o camisa 10 alviverde pendura as chuteiras. A vontade de contar com o atleta em 2015 é apenas um sonho, que dificilmente será realizado. “Gostaria muito de titubear um pouco e poder voltar atrás (da decisão de aposentadoria), mas fisicamente não consigo acompanhar o ritmo necessário”, afirmou. O experiente jogador de 37 anos acredita que seu desempenho não é mais como antes e, assim, prefere parar ainda jogando em um bom nível. “Meia-boca não serve no futebol. Chegou meu momento, foi ótimo jogar. Fazendo um balanço, mostra que valeu a pena. O mais legal é que tenho agora mais uma semana como profissional, mas relaxado, sem a pressão de precisar da vitória”, completou.

Comemorou

Como não podia ser diferente, Paulo Henrique Ganso seguiu o coro da maioria dos atletas são-paulinos e comemorou a renovação de contrato de Rogério Ceni, que jogará pelo clube até agosto do ano que vem, quando termina a Copa Libertadores. Porém, depois da partida contra o Figueirense, na qual as equipes empataram por 1 a 1, o camisa 10, apesar da pouca idade, usou o bom humor para dar um “puxão de orelhas” no experiente capitão do São Paulo. “Nós ficamos felizes, é um líder da nossa equipe. Só quero dar os parabéns pela permanência e que ele possa nos ajudar muito ano que vem, mas que não faça mais essas brincadeiras que fez hoje”, disse Ganso, dando risadas, lembrando da falha do goleiro no gol de empate do Figueirense. Ganso tentou explicar o motivo do erro, já que Ceni trabalha bem com os pés. “Ele acabou errando, mas acho que por saber do resultado no Maracanã, pela vitória do Fluminense, nós ficamos um pouquinho relaxados”, finalizou.

Exigências

Se o discurso dos jogadores é de despedida, o do técnico Cristóvão Borges segue a linha dos atletas. Com contrato terminando em 31 de dezembro, ele ainda não foi procurado pela diretoria. Mesmo entendendo a atual situação financeira do clube, que ainda não se acertou com a patrocinadora Unimed, Cristóvão faz algumas exigências para continuar no comando do time em 2015. “Preciso de clareza no projeto. A cobrança não muda e você tem que ganhar. Não vamos entrar para ser mais ou menos. Tem que ter todo mundo junto. É apostar e bancar. A única certeza que tenho é que não vai ser um time forte como hoje. Tem que ficar claro e saber que não vai ser assim. A torcida vem aqui e cobra o time que ganhou dois Brasileiros, mas precisa deixar tudo claro ao torcedor”, ressaltou o treinador. Durante a temporada, os problemas financeiros foram o tema principal das conversas internas do elenco com a comissão técnica. Na saída do gramado, o atacante Fred revelou que está sem receber direito de imagem desde março de 2013. Cristóvão Borges admitiu que foi difícil manter o foco da equipe.

Frustração

“Convivemos com esta situação e foi uma pena não ter chegado à Libertadores, porque chegamos ao fim de forma digna, administrando esta situação de um elenco de nível alto”, exaltou o treinador, que não escondeu a frustração com a saída do G-4. “A frustração é bem grande e tenho a certeza que poderíamos ter ido mais longe. A oscilação em momentos decisivos pesou e é frustrante. Conversei algumas vezes com o Fred, inclusive hoje na concentração. Por conta da dificuldade que o Fluminense tem encontrado com a patrocinadora interfere. O clube está tendo dificuldade em lidar com esta nova realidade”, avaliou Cristóvão. A goleada diante do Corinthians serviu para aumentar a motivação para carimbar a faixa do campeão Cruzeiro, domingo, no Mineirão. Pelo menos, este é o sentimento do zagueiro Guilherme Mattis. “Foi uma vitória para lavar a alma e mostramos que temos um time de homens. Espero dar continuidade para fechar com chave de ouro”.

Polêmica

A vitória do Internacional por 3 a 1 sobre o Palmeiras na noite do último sábado, no Beira-Rio, terminou com muita polêmica. Após troca de agressões, o meia Bruno César e o lateral esquerdo Fabrício foram expulsos, mas a confusão não parou por aí. Depois de ficar transtornado com o cartão vermelho e relutar em deixar o campo, o defensor colorado teria tentando invadir o vestiário da equipe alviverde. Isto é o que foi relatado pelo árbitro mineiro Ricardo Marques Ribeiro em sua súmula, que também descreve os golpes trocados com Bruno César. De acordo com o juiz, Fabrício prosseguiu com sua revolta após o apito final, o que pode complicar sua situação junto à Justiça Desportiva. “Após deixar o campo de jogo, com a partida encerrada, já na zona mista, (Fabrício) tentou invadir o vestiário da equipe da S.E. Palmeiras, sendo contido, com extrema dificuldade, por seguranças de ambas agremiações e também pelo árbitro assistente n° 1, Sr. Márcio Eustáquio Santiago e pelo árbitro assistente adicional n° 1, Sr. Igor Junio Benevenuto, os quais presenciaram o fato descrito, reportando ao árbitro da partida”, escreveu Marques.

Revoltado

Richarlyson não chegou a deixar o gramado da Arena da Amazônia antes de anunciar o fim de sua carreira. Revoltado com a arbitragem de Elmo Alves Resende Cunha na derrota por 4 a 0 do Vitória para o Flamengo, o volante disse que sua última partida será na próxima semana, em Salvador. “Na próxima partida, estou encerrando a minha carreira. Não passo mais por isso, não. Não vou deixar um cara me fazer passar a vergonha que passei hoje. Vai ser a última partida da minha vida contra o Santos, no Barradão”, afirmou o meio-campista de 31 anos, que atuou na lateral esquerda. A revolta dos atletas do Vitória é ligada a um lance aos 20min do segundo tempo, quando o placar apontava 1 a 0 para o Flamengo. Dinei recebeu na cara de Paulo Victor e foi ao chão, reclamando muito de pênalti. O juiz não deu, e a equipe carioca marcou pouco depois.

Classificação e rodada final

(*) Wilson Barbosa é jornalista e cronista esportivo. Email: www.wilsonbarbosatreze@gmail.com

 

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