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Cólera: reunião discutirá Plano de Contingência para Roraima

A reunião começará às 9h na sala de reuniões da CGVS - Foto: DivulgaçãoTécnicos da Coordenação Geral de Vigilância Sanitária (CGVS) se reúnem nesta terça-feira, 8, com representantes da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Laboratório Central de Saúde Pública do Estado de Roraima (Lacen-RR) e o Departamento Estadual de Vigilância Ambiental, para discutir a criação de um Plano Estadual de Contingência do Cólera. A reunião começa às 9h, na sala de reunião, da CGVS, na Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes e segue até 12h.

No encontro serão discutidos a criação de um Plano Estadual de contingência e a implantação de unidades sentinelas nos municípios de Boa Vista, Pacaraima, Bonfim, Rorainópolis e Caracaraí. As propostas criadas para Roraima serão enviadas, por meio de um relatório, ao Ministério da Saúde para posterior análise e avaliação.

Conforme a gerente em exercício do Núcleo de Doenças Diarreicas Agudas, Cristina Gomes, o encontro terá a finalidade de discutir e formular as metas do Plano Estadual de Contingência do Cólera. “Queremos a partir desse encontro, retomar as discussões iniciadas no ano passado a respeito da criação do Plano Estadual e a implantação das unidades sentinelas em Roraima”, esclareceu.

A proposta é implantar nas unidades de saúde já existentes, unidades sentinelas que possam fazer um trabalho complementar e especializado em relação ao diagnóstico do cólera. “A CGVS vai buscar com essa reunião discutir pontos importantes para o Estado, e definir como será o processo de implantação das unidades sentinelas que irão funcionar nas unidades de saúde já existentes, na capital e nos municípios. Além disso, tratar da atuação dos profissionais que já atuam com outros tipos de diarreias, mas que na unidade sentinela farão o trabalho de uma maneria específica, por se tratar de uma diarreia diferente”, complementou.

Em Roraima nunca houve registros de casos de cólera, mas nos estados do Amazonas e Pernambuco sim, por isso, desde o ano passado o Ministério da Saúde recomendou aos estados brasileiros que pensem em políticas públicas que possam ser adotadas nas regiões brasileiras, de forma que o surgimento de algum caso não resulte na disseminação da doença no país. “Diante do caso importado de Cólera, registrado no estado do Pernambuco, o Ministério passou a estreitar as discussões nos estados a repeito de um Plano de Contingência. Desta forma, queremos nesse encontro discutir propostas e definir as responsabilidades, pois para que o Plano seja executado e suas metas sejam alcançadas é necessário um trabalho conjunto entre as coordenações estaduais e municipais”, finalizou.

Doença

Cólera é uma infecção do intestino delgado, que provoca grande quantidade de diarreia aquosa. Cólera é causada pela bactéria Vibrião colérico (Vibrio cholerae), e ocorre em locais com saneamento deficiente, aglomeração, guerra e fome. As pessoas são infectadas ao comer alimentos ou beber água contaminada. Entre os fatores de risco estão a exposição à água contaminada ou não tratada e viver ou viajar para áreas em que haja cólera.

Na década de 90, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil chegou a ser o país mais afetado do mundo com maior número de casos. De acordo com dados do Ministério da Saúde, entre os anos de 1996 e 2006 foram registrados 146 casos de cólera na região Norte, 11.705 casos no Nordeste, 13 casos no Sudeste, 467 casos no Sul e 1 caso na região Centro-Oeste, totalizando 12.332 ocorrências.

 

 

 

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