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Cinco crianças já morreram de diarreia neste ano

O hábito de lavar as mãos antes das refeições e após o uso do banheiro ajuda a evitar a diarreia - Foto: Ascom SesauEmbora seja uma doença evitável com hábitos simples e facilmente tratável, a diarreia já causou cinco óbitos infantis neste ano. No ano passado, o total de mortes em crianças de um a cinco anos chegou a 20. A incidência da doença está intimamente ligada a hábitos de higiene e, sobretudo, ao saneamento básico. No período chuvoso, pelo qual o Estado passa atualmente, é quando são registrados mais casos da doença.

Das mortes registradas em 2013, sete foram de crianças menores de um ano e outras 13 em crianças de um a cinco anos. Neste ano já ocorreu uma morte em criança menor de um ano e outras quatro em crianças até o quinto ano de vida. Segundo o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), a diarreia é a segunda maior causa de morte em crianças de até cinco anos no mundo, perdendo apenas para a pneumonia.

Neste ano, já foram registrados 4.185 casos de diarréia aguda, nos quais o plano de tratamento mais utilizado foi por meio de soro fisiológico, quando a desidratação é considerada leve. Os dados deste ano representam redução em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram registrados 6.795 casos na faixa de um ano a cinco anos.

A desidratação é a complicação mais comum e mais perigosa para as crianças pela grande perda de água e sais minerais pelas fezes e vômitos. Os indígenas também estão bastante suscetíveis à doença por questões como a falta de saneamento básico, a falta de higiene tanto pessoal como das moradias que têm seu esgoto a céu aberto e por suas crenças culturais onde costumam “tratar” as doenças diarréicas em suas comunidades.

De acordo com Cristina Gomes, responsável pelo Controle das Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar, existem dois tipos de diarreia. Uma delas é a diarréia crônica, considerada de longo prazo, quando o indivíduo evacua fezes líquidas e frequentes por mais de quatro semanas.

A outra, e mais comum, é a diarreia aguda, que causa aumento no número de evacuações líquida ou pastosa, que geralmente dura menos de duas semanas e na maioria das vezes é causada pela água contaminada ou por alimentos mal preparados. “As causas que predominam são a falta de saneamento básico, moradias sem rede de esgoto correndo a céu aberto, ingestão de alimentos contaminados e também o desmame precoce da criança ao leite materno, quando a chance de ela adoecer é maior”, explicou.

A notificação destes casos é feita nas unidades de saúde, de onde as informações são enviadas para o sistema de informação do município. A alimentação neste sistema nem sempre é eficaz, pois a falta de internet nas unidades muitas vezes inviabiliza a atualização dos dados junto ao Ministério da Saúde.

Cuidados

No inverno é quando aumenta a incidência das doenças diarreicas. Neste período, durante o processo de escoamento de esgotos, há mais carregamento de fezes humanas e de animais, fazendo do uso da água não tratada uma prática ainda mais perigosa.

Cuidados simples podem evitar esta doença. Lavar bem e cozinhar os alimentos, lavar as mãos antes e após as refeições e após o uso do banheiro. O aleitamento materno prolongado também ajuda nesta imunização, pois o leite alimenta e ajuda o organismo da criança a se defender dos microorganismos.

 

 

 

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