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Cesáreas representam 35% dos partos na maternidade

A maternidade tem uma equipe de fisioterapeutas e psicólogos com exercícios musculares para minimizar as dores que antecedem um parto normal - Foto: Ascom/SesauNo Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth (HMINSN), única maternidade pública do Estado, sete em cada 20 partos são cesáreos, o que representa uma média de 35% de procedimentos cirúrgicos em relação aos normais. O índice é considerado satisfatório para uma unidade de alto risco, tanto que está bem próximo da meta definida pelo Ministério da Saúde, que orientou a redução deste número para 33% até o fim do ano.

O desempenho da unidade está bem abaixo da média do Brasil, que tem aparecido na segunda colocação entre os países com mais cesarianas no ranking da Organização Mundial de Saúde (OMS). De 2000 a 2010, quase metade dos brasileiros que vieram ao mundo (43,8%) foram por partos cesáreos.

No ano passado, dos 8.828 partos realizados, 3.115 (35,29%) foram cesáreos. Neste ano, até o mês de junho, houve 4.436 nascimentos, dos quais 1.582 (35,66%) foram em procedimento cirúrgico. O assunto é um dos indicadores pactuados com o Ministério da Saúde para garantir um atendimento cada vez mais qualificado e humanizado. As atividades para cumprimento desta meta serão acompanhadas mensalmente.

A diretora-geral do HMI, Ana Carolina Brito, explicou que o número é satisfatório por se tratar de uma unidade com alta demanda de casos de alto risco, nos quais a indicação para parto cesáreo é mais frequente. Ela ressaltou que o parto normal é mais vantajoso para a mãe e para o bebê, uma vez que nesta modalidade, as chances de complicações são menores e a alta médica acontece de forma mais rápida.

Além disso, a mortalidade materna está mais relacionada aos cesáreos, devido aos riscos que qualquer cirurgia oferece. Com a redução das operações, o Estado também sai ganhando. “As cirurgias cesarianas podem trazer mais complicações e demora na recuperação no pós-parto”, pontuou.

A redução no índice está intimamente ligada ao fortalecimento das ações para acompanhamento pré-natal na rede básica de saúde. Quando chega a hora do bebê nascer, quando o parto normal é sempre prioridade a depender do quadro de cada paciente, a maternidade possui vários artifícios medicamentosos, além de uma equipe de fisioterapeutas e psicólogos que realiza aconselhamento e exercícios musculares para minimizar as dores que antecedem um parto normal.

A maternidade também desenvolve ações de humanização do parto, tornando o momento o mais confortável possível. O Parto Humanizado faz parte da política de ação da Rede Cegonha (RC), implantada há dois anos em Roraima. Entre ações constam ainda os projetos Visita Antecipada, Método Canguru e Aconchego (redes nas incubadoras), e o Meu Bebê Minha Vida. “Na maioria dos casos, o parto normal é a maneira mais segura e saudável de ter filhos e, por isso, deve ser estimulado por meio de uma assistência humanizada (parto natural) segura e de qualidade.

 

 

 

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