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Caos na Saúde: deputado questiona como foram investidos os R$ 47 milhões emprestados do BNDES

Flamarion questionou a atual situação da saúde pública em Roraima - Foto: Secom/ALE-RRAs últimas mortes registradas no HGR (Hospital Geral de Roraima), em que as famílias das vítimas apontam a causa em razão de uma falha no fornecimento de oxigênio para os pacientes, é um assunto que o deputado Flamarion Portela (PTC) destacou que a sociedade roraimense precisa refletir atualmente.

Durante a sessão desta terça-feira, 24, na Assembleia Legislativa do Estado de Roraima (ALE-RR), o parlamentar questionou o fato da Saúde está na situação em que se encontra, com decretação de emergência e suspeitas de mortes por falha no serviço prestado, mesmo depois do Estado ter recebido R$ 350 milhões em empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), sendo que R$ 47 milhões deveria ter sido destinados apenas para investimentos no HGR.

“É muito preocupante quando se tem a informação de que três pessoas podem ter perdido a vida por falta de um item básico para a prestação de serviços em um hospital, por falta de oxigênio, quando o Governo do Estado é responsável pelo sistema público de Saúde, é responsável mais ainda por dar condições dignas de atendimento aos usuários deste sistema. E como chegou a este ponto, se há dois anos o Estado recebeu R$ 47milhões para serem investidos na ampliação e melhorias do mesmo hospital onde acusam que três pessoas podem ter perdido a vida?”, questionou o deputado.

Ele lembrou mais uma vez o fato do TCU (Tribunal de Contas da União) ter emitido relatório apontando que Roraima é o estado da federação que por quantidade de habitantes recebe mais recursos do Governo Federal para investir no setor de Saúde. “Se somos o estado que mais recebemos dinheiro para Saúde, porque não se consegue atender a contento a população”, observou.

Flamarion destacou ainda o fato de que apesar do Governo do Estado ter decretado situação especial de emergência em Roraima, as pessoas continuam reclamando dos serviços e atendimentos prestados na rede pública estadual de saúde. “Vida é essencial e o papel do Estado é tanto tratar as pessoas que precisam do sistema público quando prevenir que as pessoas adoeçam, evitar que se disseminem doenças como Dengue, Malária e muitas outras. Conversamos com sindicatos de profissionais da área e com demais funcionários das unidades de Saúde do Estado e todos eles foram unânimes em dizer que não têm condições para trabalhar, que as unidades de saúde não tem condições para desenvolver os trabalhos que lhes cabe, não há mais condições de acomodações na rede pública. Como então o direito à saúde da população será garantido, se mesmo depois de um decreto de emergências as coisas continuam na mesma. Funcionários e população afirmam não ter visto melhoras e continuam reclamando da Saúde?”, enfatizou.

Para o deputado, é preciso que a população reflita e discuta sobre a situação pela qual o Estado passa, se atentar para a que ponto o Estado chegou e que saúde, que a vida, não têm valor. “O que nós e nossas famílias queremos é saúde para todos e o que esperamos do Governo é que pare de ficar falando de em abrir sindicâncias, em apurar erros e apliquem efetivamente as ações, que gerem resultados. Por que quanto vale uma vida? Ninguém é capaz de mensurar isso? Vale um cilindro de oxigênio de R$ 75? Queremos é eficácia nas atitudes do Governo para que a Saúde funcione a contento e a população esteja satisfeita com o sistema e serviços oferecidos”, declarou. 

 

 

 

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