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Boa Vista Junina: adolescentes do novo Projeto Crescer gravam filme de ficção durante o arraial

Equipe de gravação durante as filmagens - Foto: Eduardo AndradeJu é uma adolescente de cabelos ondulados e sorriso sereno. Animada com a maior festa de sua cidade, o Boa Vista Junina, a menina juntou-se com um grupo de amigas para festejar ao som das quadrilhas. Durante o arraial, Ju perde o seu celular e, do telefone da amiga, liga para seu número na esperança de resgatá-lo. Do outro lado da linha, atende Alex, um garoto de voz suave que encontrou o aparelho no meio da multidão. Os dois trocam mensagens de whatsapp e ligações para combinar um encontro durante a festa. No meio do caminho, antes mesmo de se conheceram pessoalmente, eles se apaixonam.

A história, lúdica e cheia de romance, faz parte do roteiro do filme que está sendo realizado por um grupo de adolescentes do novo Projeto Crescer. As filmagens começaram na tarde de quinta-feira, 26, durante o evento na Praça do Centro Cívico, e se estendem até o sábado, dia 28. A ficção, estrelada e dirigida pelos jovens, é o produto final da oficina de áudio-visual oferecida como parte da programação do Malocão Cultural, em parceria com a Secretaria Municipal de Gestão Social e com o cineasta Thiago Chaves Briglia.

“A nossa ideia foi proporcionar acesso à produção audiovisual para os meninos do projeto social da Prefeitura de Boa Vista. O cinema é uma arte que normalmente as pessoas só assistem, mas não sabem como fazer. Trabalhar a realização com os meninos e meninas do Crescer durante o nosso arraial foi uma forma de integrar as artes e incentivar um olhar mais sensível e artístico nesses jovens”, explicou o superintendente de Cultura da FETEC, Hudson Romério.

Em meio às coloridas bandeirinhas de São João, um grupo de nove adolescentes colocou em prática todos os seus dons cênicos e conhecimentos tecnológicos. Camilla Rafaelle Souza, de 15 anos, ficou com o papel principal, interpretando a adolescente Ju. “É a gente mesmo que está fazendo tudo, o que é muito legal. Mas também é cansativo, eu não imaginava que fosse assim. Temos que repetir várias vezes até ficar bom”, revelou Camilla.

O papel de Alex ficou por conta de Airton da Silva Reis, 17 anos, que se empolgou com as técnicas de gravação. “Eu nuca tinha mexido assim com a câmera, aprendi sobre os tipos de ângulos e até a fazer uma boa imagem com o meu celular”. De acordo com o cineasta Thiago Briglia, a intenção da oficina era exatamente orientar os adolescentes para um uso mais eficiente e produtivo das ferramentas que já fazem parte de seu cotidiano.

“Uma coisa é conhecer o filme pronto e outra é praticar o fazer, com todo o trabalho e as dificuldades envolvidas. Apesar deles já terem um forte contato com a tecnologia, essa forma de fazer um filme com técnica e metodologia é bem diferente para eles. Tenho certeza que quando eles se virem na tela, o sentimento vai ser especial”, revelou Bríglia.

Ao total, a oficina terá duração de três dias. O conteúdo inclui história do cinema, roteiro, técnicas de gravação e formação de equipe de produção. Quando o curta-metragem estiver pronto e editado, o filme será exibido na sede do projeto Crescer, no núcleo Calungá, para que todos os jovens possam conferir o resultado do trabalho.

 

 

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