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Baixo estoque sensibiliza instituições a firmarem parceria com o Hemocentro

A grande dificuldade do Hemocentro é a fidelização de doadores, ou seja, que o doador sendo homem, doe a cada dois meses e sendo mulher, a cada três - Foto: Ascom/SesauO banco de sangue do Hemocentro de Roraima há tempos vem passando por baixa no estoque. Campanhas seguidas são lançadas pela unidade no intuito de normalizar a situação. Contudo, muitos doadores fazem apenas uma doação e depois não retornam para dar continuidade ao ato solidário. Sensibilizada com a crise, o Exército Brasileiro, através do comando do 6º BEC, motivou os militares a tornarem-se voluntários.

A coordenadora do setor de Captação do Hemocentro, Terezinha de Jesus Khan, informou que recebeu no mês de abril deste ano, um militar voluntário a doção que ficou tão satisfeito como o ato, que resolveu passar adiante sua experiência. Através do trabalho de sensibilização aos militares, o Hemocentro recebe semanalmente uma média de dez militares. “É um ato muito relevante, pois assim conseguimos direcionar bolsas de sangue para manter o estoque”, comentou a coordenadora, explicando que apesar do compromisso destes militares, a demanda por sangue ainda é muito maior do que a quantidade de doadores disponíveis atualmente.

A grande dificuldade do Hemocentro é a fidelização de doadores, ou seja, que o doador sendo homem, doe a cada dois meses e sendo mulher, a cada três. Terezinha associa esta situação ao fato de que muitos voluntários procuram a unidade pelo interesse de receber alguns benefícios concedidos por lei, como: folga do trabalho, isenção em concursos públicos, prioridade nos atendimentos bancários. “Não são todos, nós temos doadores regulares, ou seja, doadores que são comprometidos e solidários ao próximo, porém eles não dão conta de suprir a crescente demanda”, desabafou Terezinha.

A coordenadora lembra que em época de concurso público, a unidade recebe muitos candidatos à doação. Ela esclarece que para ter direito ao benefício da isenção da taxa de inscrição, o doador tem de ter feito no mínimo três doações nos últimos seis meses se for homem e se for mulher três doações, conforme o intervalo preconizado aos doadores.

Entre os doadores que fazem apenas uma doação, também estão os chamados “Doadores específicos”. Estes, que geralmente são um familiar ou um conhecido, fazem doação em nome de um paciente internado. O objetivo não é de se tornar um doador voluntário e sim de suprir aquela necessidade momentânea. A doação específica tem aumentado e é extremamente necessária para que a bolsa de sangue possa ser disponibilizada e liberada ao paciente indicado. Contudo, os doares voluntários fidelizados têm sido cada vez mais raro no Hemocentro. “As doações não especificadas vão para o estoque e servem para atender casos de emergência”, reitera Terezinha, ressaltando a importância que tem um doador regular.

O servidor público Júnior Garcia, relata que é doador desde 2002, ou seja, há mais de dez anos ele comparece à unidade a cada dois meses. Ele conta que já trabalhava em laboratório quando decidiu tornar-se um doador. “Eu só sabia o que era doação de sangue de ouvir falar, então tomei a decisão experimentar”, disse, relatando que a partir da primeira doação, nunca mais deixou de doar a não ser nestes últimos meses porque passou por uma cirurgia e então só poderá voltar a doar quando passar o tempo de seis meses do procedimento.

O doador fala também da satisfação de beneficiar pessoas que necessitam de sangue e dependem do gesto de solidariedade. Ele conta que doa a uma jovem de 18 anos desde que esta tinha 10. Garcia explica que ela tem um tipo de anemia que se faz necessário tomar sangue periodicamente. “A sensação de ajudar o próximo, de saber que eu posso estar colaborando para salvar uma vida não tem preço” finaliza o doador.

Requisitos para doar

O voluntário a doação de sangue precisa ter mais de 50 kg e não deve estar em jejum, mas é preciso evitar a ingestão de alimentos gordurosos até 2h antes da doação. O adolescente a partir de 16 anos de idade, acompanhado pelos pais ou responsável legal, também pode ser um doador de sangue. Para quem já é doador, até 69 anos é a idade apropriada.

Pessoas com febre, gripe ou resfriado não podem doar temporariamente, assim como grávidas e mulheres no pós-parto. Nas duas horas que antecedem ao procedimento, o voluntário preenche um cadastro, e em seguida é avaliado clinicamente. Se não houver nenhum obstáculo clínico, a coleta é realizada logo em seguida.

A coleta funciona de segunda a sexta-feira, de 7h30 às 12h, e das 13h30 às 18h, mas a unidade fica aberta no intervalo de meio dia para fazer a entrega de exames de sorologias (após 30 dias da doação) e de declarações. No sábado, a unidade abre no horário de 7h30 às 12 horas.

O Hemoraima fica na avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, depois do HGR. Para os doadores regulares, é preciso observar os intervalos das doações. A coordenadora do setor de Captação do Hemocentro, Terezinha de Jesus Khan, explicou que no caso do homem, o período mínimo é de 61 dias, e da mulher, 91 dias. Outras informações no (95) 2121-0883.

 

 

 

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