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Assembleia Geral dos povos indígenas de Roraima inicia com o resultado da eleição para a nova coordenação geral do CIR

 

 

Foram indicados pelas comunidades indígenas para concorrer o pleito de dois anos, 2015 a 2017, os atuais coordenadores do CIR, o coordenador geral Mario Nicacio, Wapichana, comunidade indígena Pium, da região Serra da Lua, o vice-coordenador Ivaldo André, Macuxi, da comunidade Maturuca, região das Serras e da secretaria do movimento de mulheres indígenas, Telma Marques, Taurepang, da comunidade indígena Mangueira, região do Amajari. Além disso, as comunidades indígenas apresentaram novas indicações para concorrer à coordenação, Walter de Oliveira, Macuxi, da região Surumu e para Secretaria, Azila de Oliveira, da comunidade indígena Guariba, região da Raposa e Tereza Pereira de Souza, da comunidade indígena Maturuca, região as Serras, ambas do povo indígena Macuxi.

Os resultados saem após as deliberações da Assembleia, abertura oficial, apresentação cultural, leitura da ata da 43ª Assembleia Geral, informes das regiões e do CIR, e por último, o anúncio dos resultados que será feito pela comissão eleitoral formado por lideranças indígenas de diferentes regiões. A posse da nova composição está marcada para o final da Assembleia, no dia 14.

Os coordenadores atuais, se eleitos, vão para o terceiro mandato consecutivo, sendo que de acordo com Estatuto da organização indígena contempla a possibilidade de até três reeleições. O processo de votação ocorreu nas comunidades indígenas durante o período de dezembro a março, onde foram distribuídas pela comissão eleitoral as fichas de votação.

Breve avaliação da Coordenação Geral do CIR

Mario Nicacio avalia que durante os quatro anos de mandato a participação direta do CIR nas comunidades indígenas foi fundamental para fortalecer e garantir um trabalho de união com foco sempre voltado para garantia dos direitos conquistados. E considera que dedicar a vida pela causa indígena não é fácil, mas todo dia se têm resultados alcançados, resultados positivos. O jovem coordenador celebra o tempo de coordenação reafirmando que, independente do resultado da eleição para coordenação, a missão sempre foi e será o movimento indígena.

Ivaldo André, também avalia que, ao chegar ao quarto ano de coordenação, o mais importante da experiência é ter a clareza da política que o CIR faz há mais de 40 anos, a política de defesa dos direitos indígenas. Ivaldo apresenta que a demanda do CIR atualmente cresceu e que a preocupação é quanto à sustentabilidade dos povos indígenas. O Vice-coordenador destaca pontos positivos como a valorização e preservação da cultura indígena, a iniciativa das comunidades de buscarem alternativas de desenvolvimento da terra com ações sustentáveis e a própria organização social, política das comunidades, questão que tem sido discutido entre as comunidades indígenas.

Telma Marques da Silva aponta avanços na execução de projetos voltados para as mulheres indígenas, um deles, o Projeto Água na região do Murupu e o outro, a realização do seminário sobre direito, políticas públicas e relações de gênero, por meio do “Projeto Direito e Povos Indígenas” em parceria com o Departamento Jurídico do CIR. A Secretária avalia que a execução dos projetos é resultado da articulação da secretaria, onde tem buscando com entidades, órgãos públicos e demais parceiros, com o intuito de fortalecer o movimento de mulheres indígenas de Roraima.

Programação

De acordo com a programação, no primeiro dia, à tarde, a pauta será destinada para o diálogo com as lideranças tradicionais e a discussão sobre politicas públicas e gênero, envolvendo a participação das mulheres e jovens indígenas. À noite, haverá o lançamento do vídeo sobre Sementes Tradicionais, da publicação Amazad Pana`adinha – Percepção das Comunidades Indígenas sobre Mudanças Climáticas e a publicação sobre Acácia Mangium no entorno das Terras Indígenas.

No dia seguinte, 12, a programação começa com o debate sobre Etnodesenvolvimento nas terras indígenas, com destaque para o projeto “Uma vaca para o índio”, parceria da Diocese de Roraima e as comunidades indígenas de Roraima. Dando continuidade no período da noite, as lideranças indígenas avaliam as eleições partidárias de 2014.

O terceiro dia, 13, pela manhã, a pauta é destinada para discussão sobre questão fundiária, gestão territorial e ambiental, no contexto da vigilância e fiscalização, invasão, indenização, desintrusão, além da realização da última atividade do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) da Terra Indígena Manoá-Pium, a validação do Plano. No período da tarde, as lideranças indígenas discutem sobre a saúde indígena.

E o último dia, pela manhã, as lideranças indígenas debatem sobre a educação indígena no estado de Roraima, seguindo para o planejamento regional e atividades do CIR e por fim, os encaminhamentos da 44ª Assembleia Geral dos Povos Indígenas de Roraima com a leitura do documento final do evento. À noite, haverá a cerimonia de posse da nova coordenação geral do Conselho Indígena de Roraima.

 

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