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Artigo: Lembranças de Rubem Alves – Rosineia Oliveira dos Santos

Dos desejos tristes nascerão emoções que submetem homens e mulheres à passividade. São estas emoções perturbadoras do equilíbrio que servem de alerta ao organismo, onde os conflitos internos demarcam o algo que se perdeu: a saúde. 

Repenso a passagem do livro de Rubem Alves, intitulado: O que é religião? Este doutor dos sentidos humanos não deixou apenas um legado, mas um conhecimento que será eternizado na esperança de uma escola mais justa e com docentes cada vez mais conscientes do seu potencial. Ele falava em “criatividade”, uma palavra extinta e que de tempos em tempos nos remete a nostalgia de algo nunca ocorrido… 

Rubem Alves reforça que “teríamos que perguntar se existem, realmente, essas pessoas das quais as perguntas religiosas foram radicalmente extirpadas”. Nossa tradição filosófica fez seus mais sérios esforços para demonstrar que o homem é um ser racional, ser de pensamento.  Mas as produções culturais que saem de suas mãos sugerem, ao contrário, que o homem é um ser de desejo. 

A cultura parece sofrer da mesma fraqueza de quem sofre dos rituais mágicos: reconhecemos sua intenção, constatamos seu fracasso – e sobra apenas a esperança de que, de alguma forma, algum dia, a realidade se harmonize com o desejo. E, enquanto o desejo não se realiza dizia Rubem Alves, “resta apenas, cantá-lo, dizê-lo, celebrá-lo, escrever-lhe poemas, compor-lhe sinfonias, anunciar-lhe celebrações e festivais”. O sentido da vida é algo que se experimenta emocionalmente, sem que se saiba explicar ou justificar. 

Para Arendt “Se não fossem iguais, os homens seriam incapazes de compreender-se entre si e aos seus ancestrais, ou de fazer planos para o futuro e prever as necessidades das gerações vindouras”. 

Se não fossem diferentes, se cada ser humano não diferisse de todos os que existiram, existem ou virão a existir, os homens não precisariam do discurso ou da ação para se fazerem entender. Seu legado ficará eternizado dentro de cada pessoa que conseguiu entender a sua “Pedagogia da liberdade” das emoções em nossos movimentos. 

Finalizo com a frase de nosso eterno educador “O aprendido é aquilo que fica depois que o esquecimento faz o seu trabalho”.

Pensem!

(*) Rosineia Oliveira dos Santos, Professora no complexo de ensino Andreucci, Pós-graduanda em Docência do ensino superior e Especialista em Psicologia Organizacional e-mail: olisanta@gmail.com

 

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