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Artigo: Inverno – Luiz Carlos Amorim

E o inverno chegou. Com frio, como deve ser, mas com muita chuva. As enchentes, deslizamentos, árvores caídas, casas ruindo deixaram muita gente desalojada. Muitos ficaram só com a roupa do corpo, de novo. O sol até tem aparecido, tímido, mas os dias continuam cinzas e a chuva teima em voltar.

Está sendo um início de inverno nada típico, pois parece que as enchentes de início de ano migraram para o meio deste 2014. A natureza anda muito descontente com o ser humano, que não a vem respeitando há muito tempo, que não tem cuidado como deve do seu meio ambiente, do lugar onde vive.

Precisamos atentar para os sinais da Mãe Natureza. Precisamos tentar não abusar, como temos feito até agora. Senão, que será do inverno tranquilo, quando só nos preocupávamos em repartir o agasalho com as pessoas menos privilegiadas que nós? Quando aproveitávamos os dias frios, com uma chuvinha amena, pra se fazer bolinho de chuva, chocolate quente, uma sopa caprichada, pão de queijo com café bem quente, até um quentão, quem sabe?

O inverno chega chuvoso demais, mas as tainhas também chegaram, apesar de tudo. Em quantidades generosas, em tamanhos superlativos, superando algumas das últimas safras. Até quando? Inverno não é inverno sem tainha, aqui no sul, mas muita tainha com inverno ruim também não é nada bom. Então vamos torcer para que a estação seja melhor do que o seu prenúncio, que tenhamos sol em doses suficientes e chuva também em doses equilibradas.

O inverno, no litoral catarinense, é esperado não só pelo frio, mas principalmente pela safra da tainha. Se não der tainha, é inverno pela metade. Abençoada terra, abençoado mar, abençoada natureza, que tão maltratada por nós, a despeito de nosso desrespeito para com ela, nos presenteia com o que ela tem de melhor. Não é à toa que ela é chamada de Mãe Natureza. Por isso precisamos respeitá-la, retribuindo tudo o que ela nos dá, a despeito de nosso descaso para com ela.

Que venha o frio, que venha a tainha, mas que a chuva torrencial e o vento, as tempestades e as enchentes sejam apenas uma lembrança ruim, para pararmos de poluir o nosso planeta Terra. Que o sol brilhe, mas que a água, este elixir da vida que pode ser trágico, se vier em doses muito grandes, venha em quantidades amenas. Que façamos para merecer um tempo melhor, que aprendamos a cuidar melhor do nosso meio ambiente. Porque se há um culpado pelo descontrole do tempo, somos nós, que não cuidamos da água, do ar, do nosso solo, há muito tempo.

(*) Luiz Carlos Amorim é Coordenador do Grupo Literário A ILHA em SC, com 33 anos de atividades e editor das Edições A ILHA, que publicam as revistas Suplemento LIterário A ILHA e Mirandum (Confraria de Quintana), além de mais de 50 livros.

 

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