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Artigo: Cristiana Águas, música portuguesa e brasileira numa só grande vóz – Luiz Carlos Amorim

cristianeaguas1Estou ouvindo, como tenho feito muito nos últimos tempos, a Diva Cristiana Águas, a nova e cristalina voz da música portuguesa. Seu CD de estreia é um primor, uma joia musical preciosa, a evidência da talento e dedicação total à música, da cantora que chegou para brilhar. O olho clínico de Pierre Aderne – ou seria o ouvido? – que descobriu a potencialidade de Cristina e não aceitou nada menos do que produzir o primeiro álbum da cantora, estava corretíssimo. A cantora estava destinada ao sucesso.Não é à toa que Cristiana Águas foi a voz de Amália Rodrigues quando jovem,  interpretando músicas do ícone maior da música portuguesa, em “Amália, o Filme”, em 2008. Desde muito cedo, a cantora já brilhava e encantava seus fãs no Clube do Fado, onde ainda recebe seus fãs, embora faça muitos shows por toda Portugal e em palcos de outros países. Na sua agenda, shows na Rússia, Espanha, Áustria e Candadá, para breve. E outros ainda virão.

Cristiana Águas, a bela portuguesa de voz harmoniosa e cristalina, cantora por vocação e pelo talento transbordante de emoção e sensibilidade é a nova grande voz da música portuguesa. Seu primeiro CD, que leva seu nome – e não poderia ser de outro modo – é ouro puro. É difícil escolher as melhores músicas do CD, pois todas são interpretadas magistralmente pela jovem Diva portuguesa.

São onze músicas – “Só porque não sei nadar”, de Pierre Aderne e Lula Ribeiro; “A vinha e o Olival”, de Pierre Aderne e Mu Carvalho, em dueto com o fadista Pedro Moutinho; “Porque não”, de Luiz Caracol; “Alma Sadina”, de Pierre Aderne; “Cromologia”, de Pierre Aderne, Dadi e Alexia Bomtempo; “Sangue Latino”, o grande sucesso dos Secos & Molhados, em dueto com Ney Matogrosso; “Margem”, de Pedro Esteves; “À porta da brasileira”, de Domingos Lobo e Mário Pacheco; “Tristes Pássaros”, de Paulo Mendonça e Philippe Baden Powell, em dueto com a fadista Cuca Roseta; “Ingravidez”, de Diego Vasalla; “Fala da Mulher Sozinha”, de Eduardo Olimpio e Paco Bandeira.

São letras belíssimas em músicas da melhor qualidade que, depois de cantadas por Cristiana Águas, não podem ser cantadas por mais ninguém, tamanha a personalidade e o talento da cantora. A música portuguesa está mais rica, agora, com a grande voz da nova Diva do Fado. Mas é bom que se diga que essa grande cantora não canta só fado. Ela é fadista por natureza, mas sua potente e lapidada voz interpreta qualquer outro gênero e seu álbum comprova muito bem isso, pois nele temos música popular brasileira e também portuguesa, inclusive cantando em parceria com Ney Matogrosso, Cuca Roseta e Pedro Moutinho. É um CD para ouvintes portugueses e brasileiros, pois os dois países se encontram nele.

O álbum de Cristiana Águas não é um disco para fazer sucesso apenas em uma época, em um período de tempo, é para se ouvir sempre. Não é todo dia que temos uma seleção de tamanha qualidade, valorizada ainda mais por uma voz incomensurável, inigualável, como a dessa jovem portuguesa que esbanja talento por todos os poros. Você ouve uma vez e quer ouvir de novo, e de novo, e de novo. Vida longa a essa grande voz, a essa grande cantora.

luizcarlosamorim1(*) Luiz Carlos Amorim é Coordenador do Grupo Literário A ILHA em SC, com 34 anos de atividades e editor das Edições A ILHA, que publicam as revistas Suplemento Literário A ILHA e Mirandum (Confraria de Quintana), além de mais de 50 livros.

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