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Artigo: Combate ao desemprego – Luiz Gonzaga Bertelli

Em época de crise econômica, os jovens são sempre a parcela da população que mais sente os efeitos do desemprego. Enquanto a taxa total da população chega a 12%, o índice dos que não trabalham na faixa de 16 a 24 anos ultrapassa os 27%. A falta de experiência profissional e a baixa qualificação prejudicam ainda mais a recolocação no mercado de trabalho. Por conta disso, o CIEE insiste na capacitação prática por meio do estágio e da aprendizagem como instrumentos de valorização da força produtiva da juventude.

Participando do Aprendiz Legal – programa de formação profissional entre jovens de 14 a 24 anos –, os aprendizes são treinados na prática nas empresas, em contato com profissionais experientes, com carteira de trabalho assinada e os demais direitos trabalhistas como férias e 13.° salário. Além disso, um dia por semana, eles transitam pelos polos de capacitação do CIEE, no qual têm aulas teóricas sobre a modalidade em que está atuando, como Auxiliar de produção industrial, Auxiliar de alimentação, Arco administrativo, Arco bancário, Comércio e varejo, Logística, Telesserviços, Turismo e hospitalidade, e Telemática.

Os instrutores do CIEE passam por treinamentos rigorosos com educadores do CIEE e da Fundação Roberto Marinho, parceiro do programa e responsável pela elaboração do material didático das aulas. Os cursos modernizaram-se, aproximando os alunos da realidade do mercado de trabalho após uma recente reformulação na metodologia. Os que frequentam as aulas do Aprendiz Legal têm uniforme e lanche gratuitos e a experiência de um convívio com a informação que lhes serão úteis para toda a carreira profissional.

As vagas abertas pelo CIEE nas empresas de grande e médio porte – que precisam cumprir a cota, conforme as determinações da Lei da Aprendizagem (n.°10.097/2000) podem ser obtidas pelo portal CIEE (www.ciee.org.br) ou nas unidades espalhadas em todos os estados. Para se candidatar às oportunidades, os jovens devem estar cursando o ensino fundamental ou médio ou que já ter concluído o ensino médio.

O Aprendiz Legal conta com acompanhamento de assistentes sociais que dão apoio, não só para o jovem que necessita como para a família. É um verdadeiro programa de cunho social, pois grande parte dos 72 mil aprendizes que estão em capacitação atualmente pertencem a famílias em áreas de vulnerabilidade social. Com o salário recebido, podem dar continuidade aos estudos e ajudar a família nas despesas de casa, afastando-se do mundo das ruas e criando mais responsabilidades. Um programa relevante que combate o desemprego e, sobretudo, resgata o direito à cidadania.

(*) Luiz Gonzaga Bertelli é presidente do Conselho de Administração do CIEE, do Conselho Diretor do CIEE Nacional e da Academia Paulista de História (APH).

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