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Animais peçonhentos: Sesau promove treinamento para médicos e enfermeiros

Acidentes com animais peçonhentos requerem tratamento específico para cada espécie e gênero de animais - Foto: InternetPara atualizar os conhecimentos e proporcionar a troca de experiências entre profissionais da área da saúde sobre acidentes por animais peçonhentos, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) promove a capacitação para médicos e enfermeiros em “Diagnóstico e Tratamento de Acidentes com Animais Peçonhentos”. O evento acontece nesta terça e quarta-feira, dias 12 e 13, no Conselho Regional de Medicina (CRM).

A atividade é realizada pelo Departamento de Vigilância Epidemiológica, por meio do Núcleo de Controle de Zoonoses, em parceria com o Ministério da Saúde. Aproximadamente 170 médicos e enfermeiros que atuam nas unidades de saúde do Estado são esperados no evento.

Entre os palestrantes, estão o técnico responsável pelo programa de acidentes com animais peçonhentos do Ministério da Saúde, o médico de referência também do Ministério da Saúde, o especialista em animais peçonhentos do Estado de Rondônia e técnicos do Núcleo de Controle de Zoonoses e Núcleo Estadual do Programa Nacional de Imunização (NEPNI). O evento tem colaboradores do CRM, Museu Integrado de Roraima e Universidade Federal de Roraima.

Durante o evento, serão abordadas questões como a situação epidemiológica, importância da notificação do agravo, diagnósticos, tratamentos, imunobiológicos, entre outros assuntos.

De acordo com a responsável técnica do Programa de Acidentes com Animais Peçonhentos, Viviane Sakazaki, a identificação do animal agressor é essencial para o diagnóstico e tratamento adequado dos casos. “O soro é a única forma de neutralizar a ação do veneno desses animais e este tratamento é específico para cada tipo de acidente”, disse. Em Roraima, a maioria dos casos de acidentes envolvem serpentes, no entanto, também há registro de casos com aranhas, escorpiões, abelhas e arraias.

Pelo Manual de Diagnóstico e Tratamento de Acidentes por Animais Peçonhentos, do Ministério da Saúde, o atendimento deve ocorrer em até oito horas após o acidente. Por isso, é muito importante a identificação correta do animal causador do acidente. Essa identificação pode ser feita pela coleta do bicho, mas, na maioria dos casos, ocorre pelas manifestações clínicas, que em alguns gêneros de serpentes, por exemplo, são muito parecidas.

Dados

No ano passado foram notificados 639 casos enquanto neste ano, 313 vítimas já foram registradas, inclusive com um óbito. Os números demonstram que esse agravo merece atenção do ponto de vista da saúde pública e que necessita de medidas de intervenção precoce.

 

 

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