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Alunos de escolas municipais fazem mobilização nas ruas contra o aedes aegypti

Alunos da escola Joel Barradas em ação contra a dengue – Fotos: Andrezza Mariot

Nesta sexta-feira, 15, os alunos das escolas municipais Jael da Silva Barradas, no Cauamé, e Jardim das Copaíbas, Distrito Industrial, deixaram as salas de aulas para mobilizar a sociedade na luta contra o aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e Chikungunya.

Eles saíram às ruas nas proximidades das escolas para entregar panfletos, recolher criadouros e chamar a atenção da comunidade para evitar a proliferação do mosquito nos ambientes domésticos e nas ruas.

Esta é uma luta de todas as escolas municipais que integram o projeto “Escola Interventora: sem lixo, sem doença”. Ao longo do semestre, as unidades desenvolvem diversas ações de conscientização tanto no ambiente escolar quanto fora dele. Podendo ser mobilizações nas ruas, apresentação de trabalhos voltados ao tema, exibição de vídeos, confecção e fixação de cartazes com desenhos, confecção de maquetes e bonecos, peças teatrais, passeios ambientais, participação em palestras voltadas ao tema.

Na Escola Jael Barradas as crianças saíram apitando e cantando o grito de guerra “Jael contra a dengue”, segurando cartazes e entregando panfletos aos moradores. Na Escola Jardim das Copaíbas, duas turmas do 5º ano saíram com sacolas de lixo nas mãos acompanhados dos agentes de endemias para conscientizar a população e recolher os possíveis criadouros dos mosquitos encontrados.

Nas duas escolas, o evento marca o encerramento da semana de ações com os professores de Educação Física que foram os responsáveis para trabalhar o tema com os alunos. Para a professora de Educação Física da Jael Barradas, Evangelina Santos, a semana foi intensa e de muito aprendizado. “Estas crianças moram nas proximidades da escola, temos um rio próximo aqui e o risco é maior. A passeata é mais para chamar a atenção da comunidade porque a base que são as crianças já estão bem conscientes”, ressaltou.

O empresário Edson Hélio, 42 anos, pai da pequena Camila Vitória acompanhou a ação na Jael Barradas. Segundo ele, o movimento é importante para que todos se conscientizem e não criem mosquitos em casa, colocando toda a família em risco. “Na minha casa tenho o cuidado de manter tudo em ordem, mas às vezes o vizinho não. E esta ação é louvável, porque as crianças aprendem o certo e levam isso para as ruas e para dentro de suas casas”, disse o pai.

Na escola Jardim das Copaíbas, as duas turmas da manhã se dividiram em seis equipes pelas ruas acompanhados dos seis agentes de endemias do setor 3, enviados pela Secretaria Municipal de Saúde. Por onde passavam recolhiam os resíduos considerados criadouros em sacos de lixo.

“Foi uma intensa mobilização que continuará com os alunos da tarde. Os alunos estão pelas ruas, adentraram às residências acompanhados dos agentes e verificaram a real situação. O índice de casos de chikungunya na região está muito alta e por isso estamos nesta luta. Eles já saem sensibilizados da escola e seguem mobilizando os moradores”, disse Rosângela Araújo, gestora da escola.

A ação continua a partir das 16h com os alunos da tarde. A unidade está localizada na rua Adalberto Penteado Duarte, 440, Distrito Industrial Governador Aquilino Mota Duarte.

Todas as ações voltadas ao tema estão inseridas no cronograma do projeto Escola Interventora, que começou em agosto e segue até 15 de dezembro com a participação efetiva de toda a comunidade escolar, Secretaria Municipal de Educação e parceria da Secretaria Municipal de Saúde.

Ceiça Chaves

 

 

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