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Adolescentes e idosos de projetos sociais da prefeitura assistem à palestra sobre o Dia da Consciência Negra

Palestra sobre Consciência Negra no Nova Cidade - Fotos: Marcos Lima

Palestra sobre Consciência Negra no Nova Cidade – Fotos: Marcos Lima

O Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, foi lembrado nesta quinta-feira, 19, por cerca de 100 integrantes dos programas Cabelos de Prata e Conviver, do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro Nova Cidade. Eles assistiram a uma palestra sobre a história da capoeira, uma das maiores expressões da cultura negra no Brasil. O esporte, que mistura luta, dança e cultura, foi pano de fundo para contar a luta dos negros contra o preconceito no país.

A palestra foi ministrada pelo instrutor de capoeira do grupo Raízes Brasileiras, Neyllon Nadson Corrêa, o professor Tom. “Aqui nós tentamos passar um momento de reflexão sobre todas essas lutas que o negro teve para construir a sociedade brasileira, pra ter um espaço de representação nessa sociedade, toda a luta de Zumbi dos Palmares para libertar os escravos. Hoje nós temos que valorizar mais nossos heróis. A capoeira é uma ferramenta de transformação”, disse.

A plateia era formada por negros, brancos, indígenas, gente de diversas origens e diferentes idades. Na avaliação do estudante Lucas Floriano Dias, 14 anos, o preconceito racial ainda é muito forte no país, ele acredita que só a educação pode mudar esse cenário. “Hoje nós vemos poucos negros na política, em cargos importantes. Para isso mudar, é preciso que todos tenham acesso à educação de qualidade e oportunidades iguais, independente da cor”, enfatizou.

A aposentada Maria da Conceição da Silva, 71 anos, disse que já foi vítima de preconceito por ser negra. Para ela, a mudança depende da consciência de cada um. “Por que ter preconceito, se somos todos filhos de Deus?”, questionou.

A gerente do Cras Nova Cidade, Arlete Mendes, explicou que o objetivo da palestra foi colocar o tema em discussão e, dessa forma, conscientizar tantos os jovens como os mais idosos sobre o preconceito na sociedade. “O Cras é uma mistura de raças e de culturas e isso vem enriquecer o aprendizado de cada um, para ter uma convivência mais harmoniosa. O nosso objetivo é que eles tenham a sensibilidade de saber lidar com as questões raciais”, concluiu.

Gleyde Rodrigues

 

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