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Acervos preservam patrimônio genético e diversidade biológica de Roraima

A Embrapa mantêm diversas coleções de plantasFoto: George Amaro

A Embrapa mantêm diversas coleções de plantasFoto: George Amaro

Não são apenas os museus que armazenam, preservam e ordenam obras ou espécimes. Muitas instituições de pesquisa científica também possuem seus próprios acervos. É o caso da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), que mantêm diversas coleções de plantas, animais e microrganismos que representam a biodiversidade brasileira e são utilizadas como fonte de pesquisa científica e de conservação.

Em Roraima, a Embrapa também possui acervos para preservação da diversidade biológica do estado. São materiais provenientes de coletas ou intercâmbios, e contemplam organismos de interesse agronômico, tais como bactérias fixadoras de nitrogênio, fungos, e microrganismo fitopatogênicos. Também são mantidos coleções de flores amazônicas e Núcleos de conservação de animais naturalizados em Roraima, caso do cavalo lavradeiro e dos ovinos Barriga Negra.

Segundo o Chefe de Pesquisa de Desenvolvimento da Embrapa Roraima, Aloísio Vilarinho, as coleções científicas da Unidade constituem uma base de dados relevante sobre a biodiversidade roraimense, além de serem uma forma de preservação e registro da nossa riqueza microbiologia e genética.

Conheça as coleções da Embrapa Roraima

Coleção de Microrganismos Multifuncionais: Iniciada em 2008, a Coleção conta com mais de mil bactérias e 60 fungos. Todos os microrganismos são caracterizados morfologicamente em meio de cultura e, pelo menos, 80%, também são caracterizados por algum método molecular. As bactérias são verificadas quanto à capacidade de fixarem nitrogênio e promoverem o crescimento em plantas. As informações de cada microrganismo são armazenadas em um banco de dados, com registro do local e hospedeiro de isolamento, procedimento para preservação, número de cópias preservadas, meio de cultivo e dados de caracterização e identificação.

Coleção de Microrganismos Fitopatogênicos (causadores de doenças em plantas): A Coleção foi iniciada em 2004 e desde então vem identificando, caracterizando e conservando microrganismos fitopatogênicos presentes no estado. Os materiais são preservados conforme a fisiologia do organismo e usados para pesquisas na Unidade. Hoje, a Coleção conta com aproximadamente 200 microrganismos fitopatogênicos, entre fungos e bactérias, e 100 microrganismos não patogênicos com potencial para controle biológico, todos identificados em nível de espécie.

Coleção de Flores Tropicais da Amazônia: A Embrapa Roraima mantém, desde 2010, a Coleção de Flores Tropicais da Amazônia, acervo que abrange cerca de 200 acessos de 67 espécies da família Orchidaceae. O trabalho visa ampliar o conhecimento sobre as orquídeas, contribuindo para a preservação da biodiversidade da flora amazônica.

Núcleo de Conservação de Cavalos Lavradeiros: A Embrapa Roraima possui, desde 1997, um Núcleo de Conservação de Cavalos Lavradeiros com o objetivo de preservar a variabilidade genética dessa raça no âmbito da Plataforma Nacional de Recursos Genéticos Animais. O plantel inicial foi formado por animais adquiridos de fazendeiros da região após levantamento e caracterização do padrão para a raça. Atualmente, o Núcleo é composto por 32 fêmeas e 3 machos que são criados de forma extensiva, em pastagens nativas. As pesquisas com o cavalo lavradeiro são importantes para os criadores de equinos no futuro devido, principalmente, a capacidade deste animal de se multiplicar em condições ambientais extremamente desfavoráveis.

Núcleo de Conservação de Ovinos da raça Barriga Negra: A Embrapa Roraima iniciou o plantel dos ovinos em 1980, selecionando e comprando reprodutores de fazendeiros da região. O Barriga Negra é uma raça originária da Ilha de Barbados, no Caribe, introduzida em Roraima pelas fronteiras da Venezuela e Guiana. São animais de pequeno porte, indicados para criação em propriedade familiar e para o cruzamento com raças de maior porte. Atualmente, o Núcleo conta com 120 animais, todos identificados individualmente para garantir as informações de campo, que são sistematizadas para a formação de uma base de dados. O espaço busca a preservação das características raciais e de diversidade genética dos ovinos para a realização de pesquisas futuras.

Clarice Monteiro

 

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