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Abuso e exploração: em 2014, Hospital da Criança detectou 101 casos suspeitos de violência

Flávio Corsini - Foto: Secom/ALE-RR

Flávio Corsini – Foto: Secom/ALE-RR

O presidente do Comitê Estadual Contra Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, Flávio Corsini, explicou que a instituição, fundada em 2006, tem buscado fortalecer as políticas públicas desenvolvidas para os menores em Roraima. “Nestes quase 10 anos percebemos que as políticas são deficientes e levantamos algumas pautas ainda não atendidas”, disse.Entre essas pautas está a falta de um local próprio no Instituto Médico Legal (IML) para atendimento das vítimas menores e ampliação no número de Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS) nos municípios do Estado. Segundo Corsini, atualmente, são cinco CREAS que atendem a população, localizados em Rorainópolis e Caroebe (Sul), Bonfim (Leste), Pacaraima (Norte) e Boa Vista (Capital). “O ideal seria regionalizar, ou seja, ter uma unidade em cada cidade e oferecer um atendimento mais rápido”, explicou.

Outra reivindicação é quanto à oferta de melhores condições de trabalho para os conselheiros tutelares, assim como capacitá-los para prestar serviço de acolhimento e atendimento a quem procura. Conforme o presidente, na Capital é onde mais se concentra casos de violência sexual com crianças e a zona Oeste é a área de maior incidência nesse tipo de crime. Em 2014, por exemplo, foram 101 casos de suspeitas de violência sexual, referentes apenas a registros no Hospital da Criança Santo Antônio.

De acordo com os dados, 77 suspeitas de violência sexual são residentes em Boa Vista, sendo a maioria meninas, um total de 68. O município do Cantá foi apontado como segunda cidade com o maior número de casos, com oito registros. São 26 vítimas de 6 e 7 anos e 18 com idade de 2 e 3 anos.

O perfil dos agressores é de surpreender pelo grau de proximidade dos mesmos com as famílias das vítimas. A maioria dos infratores é classificada como ignorada, porém os identificados são padrasto, primo, pai, vizinho, tio, avô e até mesmo professor.

Yasmin Guedes

 

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