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Autoridades em Segurança falam de ações para coibir crimes contra menores

Magalhães Damasceno - Fotos: Secom ALE-RR

Magalhães Damasceno – Fotos: Secom ALE-RR

As centenas de ocorrências de violência e abuso sexual contra crianças e adolescentes registradas nos distritos policiais e Unidades de Saúde foram discutidas durante a audiência pública, realizada na Assembleia Legislativa de Roraima (ALE/RR), na manhã desta terça-feira, 19. Os gestores da Segurança Pública no Estado, falaram sobre ações e estatísticas preocupantes que atingem várias famílias.

“Foram 418 registros feitos em 2014, somando Hospital da Criança e distritos policiais”, disse a delegada Maria Aparecida Tavares, titular do Núcleo de Proteção a Criança e ao Adolescente (NPCA), em tribuna durante o evento. Destacou ainda a falta de estrutura e pessoal específico para atendimento, especialmente na sede do NPCA.

A delegada relatou que ano passado, o Núcleo recebeu 102 atendimentos de crianças e adolescentes com denúncias de estupro e outras três sobre aliciamento de menores. Para este ano, até abril, o número chegou a 22, no primeiro caso. Outro ponto abordado por ela está na demora de conclusão de investigações e, com isso, acaba por prejudicar a vítima e não esclarece o caso da forma mais breve. Pediu apoio para reverter esse quadro em Roraima e que todos os órgãos tenham condições para prestar atendimento mais digno.

Verônica Santos

Verônica Santos

Na representação da Polícia Militar de Roraima (PMRR), o subcomandante Magalhães Damasceno destacou que a PM tem presenciado, no dia a dia, muitos casos em relação a violação da dignidade sexual de menores de idade e que o assunto é de clamor e comoção social. “Nosso foco é proteger o cidadão, seja criança ou adolescente. Sabemos que 70% dos casos de abuso e exploração sexual estão dentro do próprio ambiente doméstico”, lamentou.

Lembrou que a violência acarreta consequências futuras, implicantes no desenvolvimento intelectual e social da vítima. Para ele, o adulto deve seguir como um exemplo de dignidade e respeito ao próximo. “Uma criança com sua dignidade violada passará por transtornos, ficará com sequelas e cicatrizes, mesmo com acompanhamento psicológico, psicoterapêutico ou psicossocial”, disse. “Em nome da PM, estaremos nessa causa para proteger nossas crianças e adolescentes”, completou.

A inspetora da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Verônica Santos, apresentou ao público o projeto “Anjos da Guarda”, criado em 2006 pela instituição. A iniciativa visa coibir os crimes de violência, exploração, aliciamento e trabalho infantil nas rodovias brasileiras, além de ajudar na busca por crianças e adolescentes desaparecidos.

Maria Aparecida

Maria Aparecida

Falou da estrutura física e humana da PRF que, diferente dos grandes centros urbanos, Roraima possui apenas um posto de fiscalização para atender demanda de seis rodovias e nenhuma delegacia. “Precisamos de estrutura e de policiais para fazermos um trabalho mais ampliado em nossa região”.

Verônica destacou o projeto “Mapear”, iniciado em 2009 com o objetivo de identificar, em todo Brasil, os pontos mais perigosos para integridade dos menores onde se pode fazer ações repressivas contra a prostituição, aliciamento e combate as drogas. Dados do projeto apontaram que entre 2009 a 2010, cerca de 924 pontos críticos foram identificados nas BRs no Brasil; de 2011 a 2012, esse número reduziu para 691; e de 2013 a 2014, o número chegou a 566. “A redução não significa que acabou, mas apenas migrou a criminalização para dentro das cidades”, disse.

Yasmin Guedes

 

 

 

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